... No coração daquele em qual ela nunca...
Nunca, realmente viveu.
Morreu...
Naqueles em que era apenas sede juvevil...
Naqueles que já deixaram de ser icendiários e já viraram bombeiros...
Naqueles que já se omitiram, se corromperam, e que cansados não vão mais a guerra...
A guerra, que mesmo que difícil, cansativa, e por vezes inútil, ainda que a custa de muito ainda produz frutos raros...
Raros como a beleza de um sono tranquilo...
De uma paz de espírito...
Que só o soldado da paz conhece e tem intimidade...
Mesmo em tempos de guerra.
domingo, 9 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O sabonete...
Hoje, viajarei...
Serão 36 horas rumo ao norte...
Eu e a arara vermelha, com o vento ao rosto, ladeado por sonhos em suspenso. Adiados pela vontade de fugir... E pelo simples prazer de poder voltar..
Ao preparar a bagagem, levo um sabonete, o sabonete que ganhei de uma puta triste que ainda chora o adeus de sua amada...
E choro...
Choro de saudade... Mas não apenas daquela puta triste, mas dos sorrisos, tragos, alegria e prazerer etérios e etílicos desfrutado juntos... Dos amigos...
Boemia...
Daquele tempo me resta apenas as noites e a saudade.
Decolo... Abro os braços... O vento no rosto e apenas o horizonte como limite irreal de uma vida sem limites.
Serão 36 horas rumo ao norte...
Eu e a arara vermelha, com o vento ao rosto, ladeado por sonhos em suspenso. Adiados pela vontade de fugir... E pelo simples prazer de poder voltar..
Ao preparar a bagagem, levo um sabonete, o sabonete que ganhei de uma puta triste que ainda chora o adeus de sua amada...
E choro...
Choro de saudade... Mas não apenas daquela puta triste, mas dos sorrisos, tragos, alegria e prazerer etérios e etílicos desfrutado juntos... Dos amigos...
Boemia...
Daquele tempo me resta apenas as noites e a saudade.
Decolo... Abro os braços... O vento no rosto e apenas o horizonte como limite irreal de uma vida sem limites.
A beleza do amor...
Alguns delegam ao amor a arte de cuidar...
como planta a germinar...
com carinho e atenção...
água,
luz,
chuva,
sol,
verão...
De rimas pobres,
afirmo ciente,
loucamente, entediado e sabido de vida,
que o engano faz parte dessa afirmação.
A essência do amor, e o seu delegar,
estar em reconquistar,
dia após dia, quem estamos a desejar,
seja com verso,
prosa,
música ou poesia,
até mesmo, ceder um pouco, para quem devemos ou desejamos ficar...
O amor, sua função-mor, reside no conflitos,
pois sem conflitos e provas o amor não há de se solidificar...
será sempre cimento fresco,
demão recém pintada,
e há de manchar,
magoar,
entediar,
e quem sabe disso, desta semente,
até mesmo uma inimizade pode brotar.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Bartolomeu Bueno Prado
Estava eu,
um negro de vinte e sete anos,
vividos aos pés do arado, e com o arado nas mãos,
a dormir em casa de senhorio...
Lili, como era chamada a sinha-moça,
deslumbrante virgem de quatorze anos, ainda velava a morte do coronel,
triste vítima de um tiro acidental de seu capitão-do-mato.
Desfilava na casa-grande, de camizola apenas...
E eu a vigiar a segurança dela e da sinhá...
Era noite quando no quarto,
a dormir, em seu branco leito...
A acordei...
Descuidado, ao pisar no assoalho de madeira, já velho e mofado por falta de manutenção...
Assustada não piou, ou teve qualquer reação quando sentei a seu lado,
de olhos ternos, parecia não me temer, algo raro naquela região...
Toquei seu rosto e deslizei minha mão por entre seus seios, que mais pareciam duas uvas ainda verdes e duras... sem qualquer receio, arrisquei um pouco mais... pus minhas mãos em suas desnudas pernas em direção ao que me parecia inatingível...
ela me olhando com carinho, nenhuma reação esbossou...
a violei...
a fiz sangrar...
ela não gemeu...
arriscou um grito de dor que foi impedido por minha mão negra e rude em sua boca...
depois de um tempo já havendo satifeita minha vontade esperei que voltasse a dormir em meio a rubra cor da mancha em seu lençol.
A visitei muitas vezes e por muitos anos...
Até que um dia ela me foi levada por um doutor da capital...
mesmo assim,
nunca me arrependi de ter dado cabo do coronel.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Cavaleiro Andante
Agora, meu doce menino, / Que um raro amor hoje ensina, / Que com seu fraterno hino / Tenta mudas nossa sina...
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
Rebento Pagão
Para Cavalaria da Cachaça Mistica:
... muitas vezes mais importante que a atitude é a maneira de agir...
Mesmo que que isso implique em nada fazer...
Aquiescer...
Repousar em berço
esplêndido...
Esplêndido!
Cochilar a mágoa,
saudade,
tristeza ou desespero...
ansiedade.
Lutar contra moinhos de vento exige muito do Cavaleiro, do exército de um homem só,
Do silêncio da noite...
Das amarguras e mágoas, só guardo alegrias...
Pois em nenhuma chance...
Elas foram em vão.
Agora cansei... Favor... Batizem o rebentos, pois as linhas ainda choram por acabarem de nascer.
Antonio Moraes Filho
Autor
Armando Coelho Neto
Padrinho
... muitas vezes mais importante que a atitude é a maneira de agir...
Mesmo que que isso implique em nada fazer...
Aquiescer...
Repousar em berço
esplêndido...
Esplêndido!
Cochilar a mágoa,
saudade,
tristeza ou desespero...
ansiedade.
Lutar contra moinhos de vento exige muito do Cavaleiro, do exército de um homem só,
Do silêncio da noite...
Das amarguras e mágoas, só guardo alegrias...
Pois em nenhuma chance...
Elas foram em vão.
Agora cansei... Favor... Batizem o rebentos, pois as linhas ainda choram por acabarem de nascer.
Antonio Moraes Filho
Autor
Armando Coelho Neto
Padrinho
Reaconteço!?
Vim te comigo solitário / Noite fria, lua oculta, viés dominical / imerso em meu santuário / Me reaconteço em Blumenau / O que se me ocorre não é o que me recorre / Se minha bagagem sou eu / Nessa dor que se reveza / Do que me arfar nesse breu / Se o que me apraz só me, e só, me...
só me pesa?
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
só me pesa?
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
Minha borboleta, os lírios e o sonho...
Vivi...
a dimensão de saudade, minha loucura...
Sem adjetivos...
... foi estranho o crocante floco de cinzas que virou pó e me deixo perfume nas mãos.
Eles perfumam? Que importa!?
Há um simbólico nisso como, como se Deus não existisse e quizesse me dar a prova.
Foi surto?
Seria sonho, sonhamos juntos...
E continuo a te amar
...
Armando Coelho Neto (Tio Manduca)
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho do Rebento
a dimensão de saudade, minha loucura...
Sem adjetivos...
... foi estranho o crocante floco de cinzas que virou pó e me deixo perfume nas mãos.
Eles perfumam? Que importa!?
Há um simbólico nisso como, como se Deus não existisse e quizesse me dar a prova.
Foi surto?
Seria sonho, sonhamos juntos...
E continuo a te amar
...
Armando Coelho Neto (Tio Manduca)
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho do Rebento
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