segunda-feira, 28 de maio de 2012

Memo'ria minhas para uma puta triste...

Perdido na escuridão da noite,
e triste por não estar em teus braços,
clareio as ide'ias com a brasa do cigarro,
ainda aceso pelo calor de teu corpo,
que por muito,
desejou o meu de tão terno para contigo.

Entre um trago,
e outros tragos no vinho que deixaste aqui,
da u'ltima festa de momo em que teu sorriso,
foi meu,
tua paixão,
expressa em teu colo,
teus seio,
que me fez adormecer contigo,
na esperança de que aquela temporada fosse a u'ltima.

Pois queria eu,
que aquela fosse a u'ltima temporada,
pois sabia o Galo,
que quando cantasse,
averias de ter ido,
apenas me restaria saudade.

 Eu,
tal qual o Galo,
canta triste,
pois não sabe o quanto de no's,
repousa em teu sono,
quanto de no's,
tens em teu ventre,
quanto de no's,
lembras ao se entregar a morfeu.

Apenas me resta,
as noites mal dormidas,
a espera de teu afago,
pois a so' as lagrimas que derramo pela minha amada,
sabem e sentem o quanto me faz falta,
o beijo que me negaste na despedida.

Esperarei o Galo cantar,
alegre,
como de tantas vezes me fizeste gozar,
junto a confetes,
e colombinas mil, das quais se vestisse para mim.

Para minha amada,
que a tantos se entrega,
mas que ao menos em outros carnavais,
sei que um dia ja' foi somente minha.

Leva minhas vestes de "pierrô" ,
leva meu sorriso,
pois deles nunca hei de me vestir,
novamente,
ate' que um dia te entregues so' para mim.