quinta-feira, 31 de março de 2011

Bebam, bebam e bebam...

Bebam de meu suor,
e gozem de meu sorriso.
Quem sabe assim sinto prazer em servi-los.
Na certeza de um dia cançado e triste,
espero a noite para agradecer seu vício.
De bohemia, sabor e vista para a rua,
tal qual a lapa em dia de samba dos tempos de outrora,
é malandro, e mané é o mané que aguarda o dia raiar,
para começar o dia.
E perde a noite e o começo do dia na madrugada de uma
noite fria e de boas aventuras, que possam ou não terminar em desventuras,
agitam a alma do notívago, que só dorme ao premier raio de sol
que beija a face da lua e se despede dos homens da rua.

Fotografias, filmes, comerciais, vida e amor...


Estava eu finalmente rindo de algo que me acontece
contente por achar que a vida é mais que tristeza, ou felicidade em palavras escritas e que sonham em ser vívidas e vividas.
Aguardando e guardando a tristeza me contentava em deixar muita, tanta, vida pra depois,
de repente, ou de repente, me encontro rindo para o espelho da angustia,
e me indagam como que me ensinando uma lição que a muito desisti de aprender:
"... O que importa é ser feliz!
De sua amiga de infância ... "
Dizia o escrito no verso de uma foto, em que me reconhecia,
infante, cabelos longos, sem óculos, boné e camisa branca, numerada do último jogo de vôlei, na qual havia disputado uma eliminatória de um capeonato de poucas chances de vitória, mas de lembranças e amigos sem preço, que reconheço até hoje, e que muitas vezes trilharam caminhos parecidos, por outras não.
Realmente, o que importa é ser feliz, a foto, na qual me reconheço agora, da qual lembro o instante exato, na qual vejo amigos que vivem perto de mim, e os quais carrego em meu peito, e que estão a oito números de distancia, a um fio de telefone, a uma vontade de telefonar...
É mas a resposta que tenho pra minha amiga, que denunciou sua intenção ao afirmar que minhas linhas escritas, em especial as proferidas neste boteco, entre um gole e outro na madrugada, eram muito tristes e deprimidas...
Discordo, são apenas traços e letras, por muito estas linhas e palavras não refletem como me sinto, são apenas uma forma e um momento como na foto que ganhei,
naquela foto, não estava a rir, e sim sério, com pensamento em algo que não pertence a esta carta, mas sim aquele momento único, aquela viagem, na qual lembro bem, foram muitos sorrisos, muitas alegrias e contentamentos, sem uma lágrima apenas sorrisos...
Mas na foto não estou a sorrir...
É apenas um momento, uma fração do tempo que sou, cada poema, cada texto, cada palavra que aqui esvrevo, são apenas fotos de uma vida que não é gravada nem composta de fragmentos estáticos, imagens, mas sim de videoclipes, de músicas, de filmes, novelas, propagandas e comerciais. Vida em movimento, pois por mais parado que pareça,
meus pensamentos vôam, minha mente inquieta, procura e acha pelo que viver, acada batida deste coração romantico e afetuoso, que se apaixona todos os dias, mas que é fiel ao amor que sente, que vive e que tanto quer viver.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mais algumas fotos...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais uma dose...


Cowboy, mas traz um copo de gelo, "on the rocks", quero água, mas bebo uísque,
desfruto a sede num cubo de gelo após cada dose. Desfruto a sede pois água sem sede é o mesmo caju sem castanha e piada sem riso,
amanhã será chop,
no outro copo, vizinho,
só o colarinho.

"Acordado...

... , rezando e pensando no que me reserva a rezerva do amanhã.
Quem sabe a verdade quem sabe a certeza, armadilha final do destino certo de quem sabe o que quer: um destino fácil, sem desventuras ou aventuras, sem medo e sem sabor, irrepreensível e ordinário, venal e digno, medíocre e indispensável, correndo contra o tempo e a qualidade do bem viver. Para pensar e começar a viver. Provar do gosto do mundo sem orar e agradecer o gosto do pão e do vinho de cada dia. Relaxar na água que jorra da fonte que traz calor prosperidade e paz. Ofuror de sentimento pávido e sem sentido de uma vida que frutifica apenas a "incensateix" de saber insubstituível, mas com a sabedoria de que deixaria apenas saudade, pois as feridas sarariam do mesmo modo, os doentes curariam suas enfermidades e os loucos dariam um jeito de continuar insanos como sempre fizeram, pois mais louco sou eu que não sei viver nada além de meus medos."

"Por mim tudo bem...

...
Só há um problema:

deixar para amanhã,
mesmo que seja o nascer do sol do dia que há de vir,
Me angustia a alma.
Sei que apesar do que aconteça hoje, o sol vai brilhar amanhã,
mas prefiro fazer a lua arder em ti tal qual o sol, pois nasci para o agora e não pro depois."

Revigorada paixão...

Revivo e vivo em claro torpor de uma mente sonhadora, romantica, "novélica".
Como claro medo de se fazer parte de um mundo em que todos correm contra o relógio,
a favor das próprias certezas,
crenças inexoráveis,
de razões ignóbias e frágeis,
cujo esteio são fundações em areia,
com pilares de massapê,
em meio a torrente que reúne a montante,
todos os sonhos dos homens.
Mas mesmo assim não desisto de sonhar,
mas não traço metas,
pois minha meta nada mais é do que um ponto,
num plano de reta,
pois dois pontos são apenas uma reta,
tal qual motocicleta que não sabe ser guiada, a não ser por aquele,
que descobre que contra gravidade luta,
e teima em dizer, que dois pontos podem ser um plano,
ficar em pé,
não ser apenas uma reta,
mas um vetor, que indica,
daqui pra lugar nenhum.

Odeio...

Odeio duas coisas:
O menino que fui,
O homem que sou.
Equilíbrio fugaz de dicotomia reduzida ao sonho e ao acordar.
De um dia de sol claro, quente e comum.
Névoa que reluz na certeza de que o dia será quente,
entre nuvens no fim da tarde que pregam a tempestade que adentra a sombria, fria e escura noite por
vir.
Só não odeio a "tricotomia" exemplo claro de esperança revigorada pela ingênua e ao mesmo tempo tão falida certeza de todo infante:
De que tudo é possível, mesmo quando:
Se odeia o ontem,
se detesta o hoje,
na esperança de um amanhã melhor.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Entre torpedos e confissões...

Quem é ateu e viu milagres como eu. Sabe que os Deuses sem Deus não cessam de brotar, não cansam de esperar. Eo coração...

Agita e degladia dentro da prisão que é a dúvida do crer ou não crer. Sofrendo das incertezas e consumido pela vontade de viver o tempo, mas sempre caindo na sedutora vontade ou "desvontade" de ficar a beira do caminho e admirar a paisagem.

Armando e Toninho

terça-feira, 22 de março de 2011

"Nada é insubstituível!"


Bravata de quem perdeu algo e tenta sem sucesso, desmentir a realidade oposta: "Tudo é insubstituível". Aquele lápis de cera daquela cor que tanto gostava ao pintar o ceu roxo numa cartolina amarela. Esse era insubstituível, pois no conjunto, haviam apenas lápis de outras cores. Aquele raio de sol que encontrou o meus olhos e encandiou a minha vista em uma curva a mais de 100 por hora. Aquele beijo da pessoa amada tanto esperado, mesmo que não tenha sido o primeiro. Aquela turbulência que te fez acreditar que a vida realmente é única e que merece ser vivida. Aquela moeda de dez centavos que encontrei no chão em um dia de pouco sucesso e que me fez rir pois sempre é bom achar dinheiro. Aquele sorriso de alguém no elevador, mesmo que raro nos dias de hoje, quando estás a despertar e com cara de poucos amigos. Aquele momento preso para sempre em um clique de uma fotografia. O amigo que a tanto tempo você não vê, e que tanto gostaria de saber como está. Aquela escolha entre colocar ou não ketchup no sanduíche. O hábito de colocar o cinto de segurança. A sirene da ambulância. O fato do celular ter sinal e crédito quando queres entrar em contato com uma pessoa tão especial. Aquela lágrima por um amor impossível. Tudo, simplesmente tudo é insubstituível.