quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lobo que sou...


Se me fazes um carinho sinto vontade de ficar...
se me estendes a mao tenho vontade de cheirar...
se me ofereces um prato como, mas antes nao deixo de lamber...
mas se de pronto tentas me prender...
como lobo selvagem correr vou pois medo tenho,
nao de viver ao teu lado por toda a vida que me resta....

mas de perder minha jaula, o teu coracao, tua paz e nossa uniao,
para o tempo,
o tempo que vai e  nos mergulha na notoriedade do caos sem fe
de que as podem ser eternas
de que o amor e eterno, seja enquanto dure
seja mesmo depois de morrer...

depois de encarcerado pelo teu amor...
tu se vai, e da jaula apenas a saudade vai me fazer companhia,
tornando meu coracao de lobo selvagem,
mas domesticado, de minbha sombra de lobo,
apenas um veio de vida
apenas uma sombra de vida
apenas um sopro de vida
que vai findar na cadeira do especialista.