sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

... diz que me ama... sem dizer que me ama... sem dizer que me quer...

Se você quiser...
Eu posso te fazer café...
Quantas vezes você quiser...
Do jeito que voce quiser..
quando voce quiser...
Mas so se vc disser...

Que quer...
Que me quer ...
Que bem me quer ...

         ... Que me quer com café...
Do jantar... 
              ... até...
... Que eu...
Te faça...
...
Café!

Eu te fiz...
Te fiz meu...
Te fiz...
Meu...
Te fiz de café...
Te fiz meu café...
Te...
Fiz...
Café!

sábado, 3 de julho de 2021

"Não serei Bandeira..."

Me recuso a viver tuberculosamente...
Me esquivo do fatídico...
Me origino no incoerente e indeciso...
Esguio...
Mal-feito...
Reto...
Quadrado e pálido.

Velho, surrado, doente, macabro...
Velho... Ridículo e limitado.
Inquieto... Tuberculoso e rouco.

mas nao serei Bandeira.

Viverei... Matarei cada dia de prosa com um poema perpendicular... Reto ou obliquo... Desde que caiba em qualquer círculo...
Disfarçarei minha chagas... Serei louco no hospício... Bombeiro em incêndio, fogo no inferno e nuvem no céu.

Serei impiedoso com tu ser obtuso e vil...
Serei até a morte... Serei um forte... Serei Pernambuco... Serei destreza... Capoeira... Bezouro... Mas n serei bandeira.

Serei um rio... Capiba ou Capiberibe...
Serei limite, cateto... Traçarei uma hipotenusa na tua testa... E serei tudo que te resta...
Mas não serei Bandeira...

Não serei Bandeira
...

Não serei bandeira... Não serei Bandeira...
NÃO! NÃO! NÃO!
NÃO SEREI BANDEIRA...
serei...
Apenas serei sarau... Serei pau... Brasil... Poeta... Mas não Bandeira...

E então a vida passou... A integral chegou oela tangente e me abriu a mente... Me abriu a testa... Me abriu a meta...
E então... Percebo que contrariado que...
Não serei Bandeira... Não serei...
Pois Bandeira fui... Bandeira sou.

domingo, 11 de abril de 2021

... da mesa ao prato.


Defloro novamente essas pradarias, que são sinceras como o mundo... como o próprio deus...
Que nos escuta... mas nao responde.
Inquieto e insone...
Esguio...
Fingindo calma...
Latente e resiliente como resistencia...
Como um carneiro da montanha, que não olha pra baixo... por medo de crer onde chegou.
Como burrico que não aguenta mais o chicote... a violência... a tristeza indiferente reclamar lugar a mesa.

"...te pego na escola..."

Sussurro ao teu ouvido...
Lindo... dormindo em berço...
Esplêndido... a penugem virou uma bela crista loira e ondulada... que recobriu teus ombros... antes aquecidos apenas pelo meu abraço e calor no tempo em nada tinhas além de meu colo, carinho, afeto.
Um filhote de leão... loiro e selvagem... um raio lindo de sol, que me acordava dia após dia.. me arrancando sorrisos apesar de todo o meu cansaço. E eu so queria voltar pra casa pros teus braços.
Ver aquele sorriso saliente e claro...
Como o raiar de um novo dia.
Me fazendo acreditar, que o mundo poderia ser melhor porque eu estava contigo...
...Te pego na escola, echo tua bola dizebdo o quanto é bonito, doce, digo o quanto teu beijo e teu abraço me seduzem a alma e me fazem perder o chão... pois quando estou contigo sei que posso voar... que ja não sou mais eu... que ja não sou sozinho...
Por que és tão meu...
Tão eu...
E de repente vejo que não foi nada disso...
És apenas rodapé de nota... um poema que fiz...
Um sonho lindo... que tive...
Uma manha linda que me fez ver...
Que apesar de teres perdido o trem... nos encontraremos...
Seremos de novo felizes...
Na última estação.
Pois te carrego em mim... meu amor... meu bem... meu querido... o sonho que não vivi.

terça-feira, 16 de junho de 2020

... ranço ...



... viver a expectativa é...

... como tomar um vinho pelo rótulo
... e não pelo gargalo
... e n pela boca... e com a boca.

é não beijar a garrafa... é beber com os olhos...
é usar cabeça da maneira errada...
não sentir..
mas medir..
não viver...
mas contar..
contar vantagem... contar nos dedos... contar o fato...
desistir do fardo
... de sentir.

do fardo que é amar.


é ler um jornal de véspera..
morrer como peru...
sem celebrar a vida, sem beber o vinho,
sem beijar a moça, por sob o visgo.

é beber no alambique a cachaça que queria no barril repousar...
para depois amargar... arder... pulsar... cantar... da garrafa.. para a boca,

em trago, de embriaguez odor, sabor e vexame,
vexame gostoso de historias pra contar... lembrar, cantar...
na poesia do poeta, cantor e verso do bêbado... que nada tem...
além de um sapato gasto que  nada vale
além dos caminhos que trilhou.

é fumar cohiba... como cojiba...
e depois lembrar de um cojiba que teve mais sabor..
mais leve, sem o peso da obrigação de ser...
apenas sendo...
fumo... fumaça... sabor e graça...

apenas mais um trago.








Expectativa...

viver a vida...
com expectativa... é...

...

...
...

...
...
...

...
...
...
...


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Identidade...

me cobram estilo... sentido...
pedem identidade.

quero a metamorfose de Nietzsche e do Seixas
que ser incendiário e bombeiro
que brinca de polícia e depois ser o ladrão que roubou a vergonha alheia

quero a tormenta de um mundo inteiro de sãos em um copo d'água...

quero tudo de graça e bem pago
com a beleza e delícia efêmera
de um trago

ser as paixões de todas putas
e a fé de todas as prostitutas
vestindo o hábito imaculado de quem já confessou e pagou todos
e por todos pecados do mundo.

quero vida em todos os dias
e o descanso em apenas um.

Girassol...


um dia...
eu que sou o sol..
conheci um girassol...

encabulado por ele a me olhar..
fiz chuva brotar do olhar de uma nuvem que quase me tocou.

ele sorriu pra mim...
e continuou a me encarar.

quase me tocou a fronte com um beijo a cantar...
as delicias de um dia que demoraram a findar...
um dia inteiro de amor e lascívia em uma troca de carícias
sem sequer me tocar.

quando dei por mim já era noite
perdi o dia
o girassol
a beleza que via
e só a noite escura e fria veio em mim que sou o sol...

morar.

"... meu filho."

deixo para ti...
na desgraça dessa guerra..
na fatídica noite e treva,
a beleza do verde dos teu olhos que refletem a pureza de tua petiza alma.

teu sorriso reluzente
de minha sombra carente,
me prende a voz,
me tortura como um nó em nós que de tanto
não se vê, pela falta que faz.

deixo para ti,
o ignorar da contagem de corpos,
a tristeza dos mais  de inúmeros mortos...
lembranças... que saberás apenas por periódicos,
que com o tempo de tão amarelos como meus dentes,
já não te ferirão alma, como feriram, a quem te guardou.

te guardei em segredo
te guardei em meu peito,
te guardei distante
te guardei constante
dentro de mim.

no meu pensamento,
que vê o paraíso em ti, em cada desaviso,
distração, e olhar perdido,
para o horizonte da alma, que anseia contigo estar.

...meu filho.

"O jogador mais solitário... "- Nikon D90 - 80-200mm - Filtros








Série "O jogador mais solitário..."- Antonio Moraes Filho- Nikon D90 - 80-200mm - Filtros

Desafios veredas



Desafios Veredas

... eis-me pois, entre veredas
Peso e leveza nos ombros
Frutas doces ou ora azedas
Chã, obstáculos, escombros

Futuro distante, adiado,
Indefinido... Longe paragens
Só o vento como aliado
Acumulando miragens

Sonhos impróprios
Pesadelos madrugadas
Mosaicos, caleidoscópios
Zumbis X Fadas

Difuso, confuso...

Quem disse que daria certo?
Quem disse que seria táctil?
Quem disse que seria perto?
Quem disse que seria fácil?

Armando Coelho Neto

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Jamais diga...


"Jamais diga que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado."
Provérbio Árabe

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Josué...


"a razão científica não pode abranger em sua totalidade a razão vital."

nem conhecia tal frase...
    ate acredito que conhecia...

porém nunca havia dedicado tanta atenção a ela...

ou talvez,
ela hoje tenha me aparecido diferente...

talvez o leitor hj seja diferente...

é...
presuposto q o autor,
há muito não pode mudar o dito...
é certo...
mudei eu.

domingo, 19 de maio de 2019

'Viver não é preciso, navegar preciso...'

Escrever me acalma a alma, que da pena da pena de tanto a trabalhar,
bem passaria o dia, sem nada a fazer, apenas vendo o tempo passar, e escutando os pássaros,
os amigos, as confissões, angústias e lamúria, úmidas ou ríspidas, que furam como prego,
ou que evaporam como água de nuvem ao tocar a rio de lava, de vulcão, que escorre para o mar como fio de choro deságua na boca de uma menina tristonha...
suave, calmo, à praia, indômito, feroz, implacável, agressivo,
no oceano, ou mar, morto, como pedra, sem vida que viajou, do centro da terra, aos mais obscuros, e rarefeitos ares da atmosfera, para morrer no fundo do mar.

É quando melhor sinto a pequena morte de cada dia, talvez ate pequena morte literal da cultura hindu.

Gozo acidental de quem não pretendia chegar ao nirvana, mas apenas se deliciar com a dança dos dedos sobre as teclas, que cantam, mas apenas produzem a mesma nota, timbre, e ôco som de "tec", a cada compasso mal dado de um coração sofredor.

O grande poeta disse uma vez "navegar é preciso, viver não é preciso", bem sei que não preciso de nada disso, pois pouco importa a exatidão do viajar, ou a incerteza de nossa grande viagem, mas simplesmente, pratico plágio descarado, indolente, sarcástico, mas ao mesmo tempo "sem cera", ou sincero se preferir, 'viver não é preciso, navegar preciso, pois escrever é indescritível'.

...e o q é preciso percebe-se em fim... ou ao fim... no final... o q preciso fosse... o que preciso é... é tocar em frente... sem medo... solavante... e mesmo que sob o sol... avante...

reto...
firme...
intrepido...

vai!
vai!
vai!

vai meu povo cantando... e sigo junto "...tocando em frente".

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

UMA ALUMIARA PARA TOM


Hoje acordei dentro do tom.
Pensei no Tom.
Pensei nos tons
Nos sons, nos  sonhos.
Pensei en Fabi e nos Tonhos.

Hoje, eu acordei inspirado
Eu vi Tom iluminado,
Eu vi Tom abençoado
Ouvi um som:
Tom... tom... tom som...

Hoje eu ouvi o sino,
Ouvi o choro de um menino
Choro que o coração cala
Pois o choro é sua fala...

Hoje, eu vi e ouvi o hoje
Vi esquilos, vi fada e gnomos
Eu vi o sou, o és e o somos

Hoje, eu a cor dei.
Hoje, a cor vi
E vi flores, cores e sons.
Em todos os seus Tons

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Presente


Armando Coelho

A...Rebentou...

Nasceu azul...
Segundo segundo escalão...
Sub dos subs...
Captaozete... Que por "des-aviso" e desavisado hoje manda em generais de toletes...
Mas poderia... E sem demagogia... Ser rosa como a mãe...
Ou quem sabe seja...
Firme...
       Resistente...
E "firmemente"...
           Inexoravelmente...
Inoxidável...
     E hj reluzente...

Vermelho,

como o pai.