terça-feira, 16 de junho de 2020

... ranço ...



... viver a expectativa é...

... como tomar um vinho pelo rótulo
... e não pelo gargalo
... e n pela boca... e com a boca.

é não beijar a garrafa... é beber com os olhos...
é usar cabeça da maneira errada...
não sentir..
mas medir..
não viver...
mas contar..
contar vantagem... contar nos dedos... contar o fato...
desistir do fardo
... de sentir.

do fardo que é amar.


é ler um jornal de véspera..
morrer como peru...
sem celebrar a vida, sem beber o vinho,
sem beijar a moça, por sob o visgo.

é beber no alambique a cachaça que queria no barril repousar...
para depois amargar... arder... pulsar... cantar... da garrafa.. para a boca,

em trago, de embriaguez odor, sabor e vexame,
vexame gostoso de historias pra contar... lembrar, cantar...
na poesia do poeta, cantor e verso do bêbado... que nada tem...
além de um sapato gasto que  nada vale
além dos caminhos que trilhou.

é fumar cohiba... como cojiba...
e depois lembrar de um cojiba que teve mais sabor..
mais leve, sem o peso da obrigação de ser...
apenas sendo...
fumo... fumaça... sabor e graça...

apenas mais um trago.








Expectativa...

viver a vida...
com expectativa... é...

...

...
...

...
...
...

...
...
...
...


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Identidade...

me cobram estilo... sentido...
pedem identidade.

quero a metamorfose de Nietzsche e do Seixas
que ser incendiário e bombeiro
que brinca de polícia e depois ser o ladrão que roubou a vergonha alheia

quero a tormenta de um mundo inteiro de sãos em um copo d'água...

quero tudo de graça e bem pago
com a beleza e delícia efêmera
de um trago

ser as paixões de todas putas
e a fé de todas as prostitutas
vestindo o hábito imaculado de quem já confessou e pagou todos
e por todos pecados do mundo.

quero vida em todos os dias
e o descanso em apenas um.

Girassol...


um dia...
eu que sou o sol..
conheci um girassol...

encabulado por ele a me olhar..
fiz chuva brotar do olhar de uma nuvem que quase me tocou.

ele sorriu pra mim...
e continuou a me encarar.

quase me tocou a fronte com um beijo a cantar...
as delicias de um dia que demoraram a findar...
um dia inteiro de amor e lascívia em uma troca de carícias
sem sequer me tocar.

quando dei por mim já era noite
perdi o dia
o girassol
a beleza que via
e só a noite escura e fria veio em mim que sou o sol...

morar.

"... meu filho."

deixo para ti...
na desgraça dessa guerra..
na fatídica noite e treva,
a beleza do verde dos teu olhos que refletem a pureza de tua petiza alma.

teu sorriso reluzente
de minha sombra carente,
me prende a voz,
me tortura como um nó em nós que de tanto
não se vê, pela falta que faz.

deixo para ti,
o ignorar da contagem de corpos,
a tristeza dos mais  de inúmeros mortos...
lembranças... que saberás apenas por periódicos,
que com o tempo de tão amarelos como meus dentes,
já não te ferirão alma, como feriram, a quem te guardou.

te guardei em segredo
te guardei em meu peito,
te guardei distante
te guardei constante
dentro de mim.

no meu pensamento,
que vê o paraíso em ti, em cada desaviso,
distração, e olhar perdido,
para o horizonte da alma, que anseia contigo estar.

...meu filho.

"O jogador mais solitário... "- Nikon D90 - 80-200mm - Filtros








Série "O jogador mais solitário..."- Antonio Moraes Filho- Nikon D90 - 80-200mm - Filtros

Desafios veredas



Desafios Veredas

... eis-me pois, entre veredas
Peso e leveza nos ombros
Frutas doces ou ora azedas
Chã, obstáculos, escombros

Futuro distante, adiado,
Indefinido... Longe paragens
Só o vento como aliado
Acumulando miragens

Sonhos impróprios
Pesadelos madrugadas
Mosaicos, caleidoscópios
Zumbis X Fadas

Difuso, confuso...

Quem disse que daria certo?
Quem disse que seria táctil?
Quem disse que seria perto?
Quem disse que seria fácil?

Armando Coelho Neto

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Jamais diga...


"Jamais diga que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado."
Provérbio Árabe

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Josué...


"a razão científica não pode abranger em sua totalidade a razão vital."

nem conhecia tal frase...
    ate acredito que conhecia...

porém nunca havia dedicado tanta atenção a ela...

ou talvez,
ela hoje tenha me aparecido diferente...

talvez o leitor hj seja diferente...

é...
presuposto q o autor,
há muito não pode mudar o dito...
é certo...
mudei eu.

domingo, 19 de maio de 2019

'Viver não é preciso, navegar preciso...'

Escrever me acalma a alma, que da pena da pena de tanto a trabalhar,
bem passaria o dia, sem nada a fazer, apenas vendo o tempo passar, e escutando os pássaros,
os amigos, as confissões, angústias e lamúria, úmidas ou ríspidas, que furam como prego,
ou que evaporam como água de nuvem ao tocar a rio de lava, de vulcão, que escorre para o mar como fio de choro deságua na boca de uma menina tristonha...
suave, calmo, à praia, indômito, feroz, implacável, agressivo,
no oceano, ou mar, morto, como pedra, sem vida que viajou, do centro da terra, aos mais obscuros, e rarefeitos ares da atmosfera, para morrer no fundo do mar.

É quando melhor sinto a pequena morte de cada dia, talvez ate pequena morte literal da cultura hindu.

Gozo acidental de quem não pretendia chegar ao nirvana, mas apenas se deliciar com a dança dos dedos sobre as teclas, que cantam, mas apenas produzem a mesma nota, timbre, e ôco som de "tec", a cada compasso mal dado de um coração sofredor.

O grande poeta disse uma vez "navegar é preciso, viver não é preciso", bem sei que não preciso de nada disso, pois pouco importa a exatidão do viajar, ou a incerteza de nossa grande viagem, mas simplesmente, pratico plágio descarado, indolente, sarcástico, mas ao mesmo tempo "sem cera", ou sincero se preferir, 'viver não é preciso, navegar preciso, pois escrever é indescritível'.

...e o q é preciso percebe-se em fim... ou ao fim... no final... o q preciso fosse... o que preciso é... é tocar em frente... sem medo... solavante... e mesmo que sob o sol... avante...

reto...
firme...
intrepido...

vai!
vai!
vai!

vai meu povo cantando... e sigo junto "...tocando em frente".

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

UMA ALUMIARA PARA TOM


Hoje acordei dentro do tom.
Pensei no Tom.
Pensei nos tons
Nos sons, nos  sonhos.
Pensei en Fabi e nos Tonhos.

Hoje, eu acordei inspirado
Eu vi Tom iluminado,
Eu vi Tom abençoado
Ouvi um som:
Tom... tom... tom som...

Hoje eu ouvi o sino,
Ouvi o choro de um menino
Choro que o coração cala
Pois o choro é sua fala...

Hoje, eu vi e ouvi o hoje
Vi esquilos, vi fada e gnomos
Eu vi o sou, o és e o somos

Hoje, eu a cor dei.
Hoje, a cor vi
E vi flores, cores e sons.
Em todos os seus Tons

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Presente


Armando Coelho

A...Rebentou...

Nasceu azul...
Segundo segundo escalão...
Sub dos subs...
Captaozete... Que por "des-aviso" e desavisado hoje manda em generais de toletes...
Mas poderia... E sem demagogia... Ser rosa como a mãe...
Ou quem sabe seja...
Firme...
       Resistente...
E "firmemente"...
           Inexoravelmente...
Inoxidável...
     E hj reluzente...

Vermelho,

como o pai.

sábado, 16 de junho de 2018

Me desculpem... Mas não vou me desculpar.

Eu sou do tempo, em que dentro de casa, com meu irmãos "o couro comia"... "Qualquer chute era voadora" e "qualquer coisa abaixo do pescoço era canela" quando jogávamos bola... Também o eram, os debates... Verdadeiras verborragias, que beiravam a violência, em busca do "ter razão". 
Mas não importava o tamanho da discórdia, ou o quanto estavamos "de mau", um do outro... Quando alguém de fora ofendia um da familia... Parecia que nunca havia tido peleja entre nós, uma vez na vida sequer, seja por quem havia sido o maior jogador da selecão, ou quem de nós jogava videogame melhor. "Desciamos o cacete", e no fim, só sobrava aquele sentimento "de dó" para com quem mexeu com o "quinteto marreta".
Assim como era lá em casa, hoje somos todos contra o resto do mundo...
Sejamos todos juntos...
Porém, da mesma forma que usurparam o sagrado manto canarinho para fazer de farda no panelaço, outros defendem, que agora, não nos confraternizemos, nem regozigemos com a beleza do futebol.
Então desculpa Brasil por não comprar a camisa oficial da seleção... "Foi mal!"... Não vai caber no orçamento.
Mas não... Eu não desculpo... E me desculpa por não desculpar...
Mas para por ai... Não vou me desculpar por exercer meu patriotismo... Não vou pedir desculpas por torcer para que o brasileiro que vota com o estômago, ou melhor, por bem dizer : "com o bucho", como eu, sinta uma das poucas alegrias diantes de toda precariedade em que é obrigado a viver.
Não me desculparei por viver mais um carnaval... Outra pequena alegria do pobre como eu.
Não me desculparei de acender a fogueira em homenagem a São João, aproveitando o regalo dado ao santo, para comemorar mais uma vitória da seleção canarinha.
Não me desculparei por me divertir com as peripércias do canarinho pistola... Nem tampouco por xingar o juíz que não marcar devidamente aquela falta que decidiria a partida.
Não me desculparei de ficar triste caso o Brasil não seja campeão... Mas prometo: não conterei os gritos, quando do apito derradeiro, na final, sendo o Brasil campeão mundial de futebol... Ousarei perder a voz e a enfartar a cada gol marcado, seja ou não, por um ricaço, que muitos acham, que já esqueceu o que é ser pobre.
Acho que é essa questão... Estão ali muitos que vieram de baixo... E como todos os heróis que vieram de lugares improváveis, causam inquietude por não se adequarem aos padrões que são vendidos por uma sociedade que dá mais valor ao que parece, do que, ao que verdadeiramente se é. São personagens emblemáticos, muitas vezes toscos... Desajustados... Alguns eram até mesmo alcoólatras ou aleijados.
Mas informo aos medianos de nossa pátria, que quem foi pobre não esquece nunca, a pobreza, a privação, e inexoravelmente o que é a miséria. São situações degradantes que deixam uma marca visível, uma chaga tal qual os grilhões do navio negreiro deixaram, tal qual as cicatrizes do açoite.
E estas marcas podem até um dia se apagar da pele, se esconder um pouco do semblante. Mas nunca irão de desaparecer.
Não me desculparei mais… Já cumpri a cota, do pobre que sou, de me desculpar por me explorarem, de pedir perdão por explorarem minha ignorância, de me iludirem com shows pirotécnicos, para me roubar o que não tenho. 
Me deixem curtir o pouco que me resta, sem me desculpar:
Meu carnaval, os festejos de São João, minha cachaça e meu futebol.

domingo, 9 de abril de 2017

Eu fui...


A qur vontade...
De te ter a beldade... e com um pouco de insanidade...
Destilar teu desprezo...
Te amarrando... te batendo... te cuspindo... estuprando teu infinito...
Em magnitude de dor suprindo...
Minha ansia por te fazer doer...
Mas me vem a tona que isso não é um sonho...
Que ja em minha cama... um corpo quase sem vida depois de tao violado e maltratado... surrado... lambido e chupado...

E derrepente e quase de repente percebo...
Que apesar do desejo...
Encondido encrustado no fundo do peito...
O que eu quero mesmo é nem te ver...

Mas quando estou a ir...
Para talvez... um nunca mais ...
Abres o que consegue do teu olhos inchados e violáceos... e me sussurras distante como que em um ultimo suspiro...
Nao demores a voltar meu bem...
Vive a orgia... mas volta... so tu entendes minha deformidade mental... so tu me me satisfaz os desejos...
So tu me possui desse jeito...
Torto...
Vil...
Violento...
E que me marcou...
Pois quem te pediu pra bater mais forte...

                             ... fui eu.

quinta-feira, 30 de março de 2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

" ... por Charles Perrault " - AUTORRETRATO - Antonio Moraes Filho - Samsung J7 - Filtros e Efeitos




" ... por Charles Perrault " - AUTORRETRATO - Antonio Moraes Filho - Samsung J7 - Filtros