Fotógrafo: Antonio Moraes Filho
Equipamento: Suely Rios
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
A ideologia morreu...
... No coração daquele em qual ela nunca...
Nunca, realmente viveu.
Morreu...
Naqueles em que era apenas sede juvevil...
Naqueles que já deixaram de ser icendiários e já viraram bombeiros...
Naqueles que já se omitiram, se corromperam, e que cansados não vão mais a guerra...
A guerra, que mesmo que difícil, cansativa, e por vezes inútil, ainda que a custa de muito ainda produz frutos raros...
Raros como a beleza de um sono tranquilo...
De uma paz de espírito...
Que só o soldado da paz conhece e tem intimidade...
Mesmo em tempos de guerra.
Nunca, realmente viveu.
Morreu...
Naqueles em que era apenas sede juvevil...
Naqueles que já deixaram de ser icendiários e já viraram bombeiros...
Naqueles que já se omitiram, se corromperam, e que cansados não vão mais a guerra...
A guerra, que mesmo que difícil, cansativa, e por vezes inútil, ainda que a custa de muito ainda produz frutos raros...
Raros como a beleza de um sono tranquilo...
De uma paz de espírito...
Que só o soldado da paz conhece e tem intimidade...
Mesmo em tempos de guerra.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O sabonete...
Hoje, viajarei...
Serão 36 horas rumo ao norte...
Eu e a arara vermelha, com o vento ao rosto, ladeado por sonhos em suspenso. Adiados pela vontade de fugir... E pelo simples prazer de poder voltar..
Ao preparar a bagagem, levo um sabonete, o sabonete que ganhei de uma puta triste que ainda chora o adeus de sua amada...
E choro...
Choro de saudade... Mas não apenas daquela puta triste, mas dos sorrisos, tragos, alegria e prazerer etérios e etílicos desfrutado juntos... Dos amigos...
Boemia...
Daquele tempo me resta apenas as noites e a saudade.
Decolo... Abro os braços... O vento no rosto e apenas o horizonte como limite irreal de uma vida sem limites.
Serão 36 horas rumo ao norte...
Eu e a arara vermelha, com o vento ao rosto, ladeado por sonhos em suspenso. Adiados pela vontade de fugir... E pelo simples prazer de poder voltar..
Ao preparar a bagagem, levo um sabonete, o sabonete que ganhei de uma puta triste que ainda chora o adeus de sua amada...
E choro...
Choro de saudade... Mas não apenas daquela puta triste, mas dos sorrisos, tragos, alegria e prazerer etérios e etílicos desfrutado juntos... Dos amigos...
Boemia...
Daquele tempo me resta apenas as noites e a saudade.
Decolo... Abro os braços... O vento no rosto e apenas o horizonte como limite irreal de uma vida sem limites.
A beleza do amor...
Alguns delegam ao amor a arte de cuidar...
como planta a germinar...
com carinho e atenção...
água,
luz,
chuva,
sol,
verão...
De rimas pobres,
afirmo ciente,
loucamente, entediado e sabido de vida,
que o engano faz parte dessa afirmação.
A essência do amor, e o seu delegar,
estar em reconquistar,
dia após dia, quem estamos a desejar,
seja com verso,
prosa,
música ou poesia,
até mesmo, ceder um pouco, para quem devemos ou desejamos ficar...
O amor, sua função-mor, reside no conflitos,
pois sem conflitos e provas o amor não há de se solidificar...
será sempre cimento fresco,
demão recém pintada,
e há de manchar,
magoar,
entediar,
e quem sabe disso, desta semente,
até mesmo uma inimizade pode brotar.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Bartolomeu Bueno Prado
Estava eu,
um negro de vinte e sete anos,
vividos aos pés do arado, e com o arado nas mãos,
a dormir em casa de senhorio...
Lili, como era chamada a sinha-moça,
deslumbrante virgem de quatorze anos, ainda velava a morte do coronel,
triste vítima de um tiro acidental de seu capitão-do-mato.
Desfilava na casa-grande, de camizola apenas...
E eu a vigiar a segurança dela e da sinhá...
Era noite quando no quarto,
a dormir, em seu branco leito...
A acordei...
Descuidado, ao pisar no assoalho de madeira, já velho e mofado por falta de manutenção...
Assustada não piou, ou teve qualquer reação quando sentei a seu lado,
de olhos ternos, parecia não me temer, algo raro naquela região...
Toquei seu rosto e deslizei minha mão por entre seus seios, que mais pareciam duas uvas ainda verdes e duras... sem qualquer receio, arrisquei um pouco mais... pus minhas mãos em suas desnudas pernas em direção ao que me parecia inatingível...
ela me olhando com carinho, nenhuma reação esbossou...
a violei...
a fiz sangrar...
ela não gemeu...
arriscou um grito de dor que foi impedido por minha mão negra e rude em sua boca...
depois de um tempo já havendo satifeita minha vontade esperei que voltasse a dormir em meio a rubra cor da mancha em seu lençol.
A visitei muitas vezes e por muitos anos...
Até que um dia ela me foi levada por um doutor da capital...
mesmo assim,
nunca me arrependi de ter dado cabo do coronel.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Cavaleiro Andante
Agora, meu doce menino, / Que um raro amor hoje ensina, / Que com seu fraterno hino / Tenta mudas nossa sina...
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
Rebento Pagão
Para Cavalaria da Cachaça Mistica:
... muitas vezes mais importante que a atitude é a maneira de agir...
Mesmo que que isso implique em nada fazer...
Aquiescer...
Repousar em berço
esplêndido...
Esplêndido!
Cochilar a mágoa,
saudade,
tristeza ou desespero...
ansiedade.
Lutar contra moinhos de vento exige muito do Cavaleiro, do exército de um homem só,
Do silêncio da noite...
Das amarguras e mágoas, só guardo alegrias...
Pois em nenhuma chance...
Elas foram em vão.
Agora cansei... Favor... Batizem o rebentos, pois as linhas ainda choram por acabarem de nascer.
Antonio Moraes Filho
Autor
Armando Coelho Neto
Padrinho
... muitas vezes mais importante que a atitude é a maneira de agir...
Mesmo que que isso implique em nada fazer...
Aquiescer...
Repousar em berço
esplêndido...
Esplêndido!
Cochilar a mágoa,
saudade,
tristeza ou desespero...
ansiedade.
Lutar contra moinhos de vento exige muito do Cavaleiro, do exército de um homem só,
Do silêncio da noite...
Das amarguras e mágoas, só guardo alegrias...
Pois em nenhuma chance...
Elas foram em vão.
Agora cansei... Favor... Batizem o rebentos, pois as linhas ainda choram por acabarem de nascer.
Antonio Moraes Filho
Autor
Armando Coelho Neto
Padrinho
Reaconteço!?
Vim te comigo solitário / Noite fria, lua oculta, viés dominical / imerso em meu santuário / Me reaconteço em Blumenau / O que se me ocorre não é o que me recorre / Se minha bagagem sou eu / Nessa dor que se reveza / Do que me arfar nesse breu / Se o que me apraz só me, e só, me...
só me pesa?
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
só me pesa?
Armando Coelho Neto
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho
Minha borboleta, os lírios e o sonho...
Vivi...
a dimensão de saudade, minha loucura...
Sem adjetivos...
... foi estranho o crocante floco de cinzas que virou pó e me deixo perfume nas mãos.
Eles perfumam? Que importa!?
Há um simbólico nisso como, como se Deus não existisse e quizesse me dar a prova.
Foi surto?
Seria sonho, sonhamos juntos...
E continuo a te amar
...
Armando Coelho Neto (Tio Manduca)
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho do Rebento
a dimensão de saudade, minha loucura...
Sem adjetivos...
... foi estranho o crocante floco de cinzas que virou pó e me deixo perfume nas mãos.
Eles perfumam? Que importa!?
Há um simbólico nisso como, como se Deus não existisse e quizesse me dar a prova.
Foi surto?
Seria sonho, sonhamos juntos...
E continuo a te amar
...
Armando Coelho Neto (Tio Manduca)
Autor
Antonio Moraes Filho
Padrinho do Rebento
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A borboleta...
Observo da janela uma borboleta...
Ela voa como voas agora...
Livre, longe do que um dia foi o teu cárcere...
Alegre por poder desfrutar da liberdade inerente a teu espírito...
Pousa sobre os lírios que hoje se alimentam daquilo que um dia foi parte de ti...
Em sonho me demonstra como estas alegre, e tua feiçao jovial me lembra mais uma vez a borboleta que vi voar através da janela...
Ela voa como voas agora...
Livre, longe do que um dia foi o teu cárcere...
Alegre por poder desfrutar da liberdade inerente a teu espírito...
Pousa sobre os lírios que hoje se alimentam daquilo que um dia foi parte de ti...
Em sonho me demonstra como estas alegre, e tua feiçao jovial me lembra mais uma vez a borboleta que vi voar através da janela...
sábado, 13 de outubro de 2012
Tânia... (Copos de leite... )
Acordo...
Acordado meu corpo pede um trago...
A bela jaz agora no vaso...
Junto a violetas na janela...
Copos de leite lhe fazem companhia...
E agora respiram...
E se alimentam dela...
A rainha não perde a majestade...
A flor...
Se alimenta dela...
Respira por ela...
As flores, agora ela...
Que sempre foi flor aos olhos de quem hoje a vela...
A bela, a flor, o vaso e a era.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Terceira vez...
Acordei pela terceira vez esta noite...
como ritual,
um café, três cigarros.
Como companhia a escuridão, dissolvida apenas pela luz da brasa em cada trago.
Vida!?
Minha cabeça dói...
Meus ossos queimam como napalm...
Minha garganta aperta como que estrangulada,
Meus calos castigam meus pés cansados,
No entanto, meus pés ainda calças tuas sandálias,
Meu coração ainda bate por ti,
Só não como,
durmo,
penso,
ando,
ou vivo.
O julgo...
Já vivi desventuras em série,
a maior parte delas, por minha culpa, minha máxima culpa.
Mas os santos hão de me fazer justiça,
vingarão o teu julgo.
Indolente, equivocado...
Vingarão tua falta de compaixão...
teu rancor...
tua incapacidade de perdoar...
Pois muito errei,
mas não desta vez,
e mesmo assim,
me castigasse.
Prefiro o inferno...
Meus olhos ardem... a poeira, o vento e o frio de teu desprezo me fazem desejar o calor do inferno,
a realidade fria de minha melancolia e o desespero do grito de solidão de meu coração leviano me fazem ter gosto pelo sangue que corre em minhas veias...
e me fazem desistir do pulsar de meu peito em favor da paz que traz o epitáfio.
desistir do amor que sinto por ti e afirmei ser sempre meu... eterno... chama... infinito...
desistir da vida,
por susto, bala ou vício...
seja romantica como shakspeare,
ou maquiavélica como Goethe.
No concreto do térreo do edifício em que um dia morei e do qual sinto saudades,
ou no asfalto quente de um dia de sol a 200km/h...
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