Vim te comigo solitário / Noite fria, lua oculta, viés dominical / imerso em meu santuário / Me reaconteço em Blumenau / O que se me ocorre não é o que me recorre / Se minha bagagem sou eu / Nessa dor que se reveza / Do que me arfar nesse breu / Se o que me apraz só me, e só, me...
Observo da janela uma borboleta...
Ela voa como voas agora...
Livre, longe do que um dia foi o teu cárcere...
Alegre por poder desfrutar da liberdade inerente a teu espírito...
Pousa sobre os lírios que hoje se alimentam daquilo que um dia foi parte de ti...
Em sonho me demonstra como estas alegre, e tua feiçao jovial me lembra mais uma vez a borboleta que vi voar através da janela...
Acordo...
Acordado meu corpo pede um trago...
A bela jaz agora no vaso...
Junto a violetas na janela...
Copos de leite lhe fazem companhia...
E agora respiram...
E se alimentam dela...
A rainha não perde a majestade...
A flor...
Se alimenta dela...
Respira por ela...
As flores, agora ela...
Que sempre foi flor aos olhos de quem hoje a vela...
A bela, a flor, o vaso e a era.
Acordei pela terceira vez esta noite...
como ritual,
um café, três cigarros.
Como companhia a escuridão, dissolvida apenas pela luz da brasa em cada trago.
Meus olhos ardem... a poeira, o vento e o frio de teu desprezo me fazem desejar o calor do inferno,
a realidade fria de minha melancolia e o desespero do grito de solidão de meu coração leviano me fazem ter gosto pelo sangue que corre em minhas veias...
e me fazem desistir do pulsar de meu peito em favor da paz que traz o epitáfio.
desistir do amor que sinto por ti e afirmei ser sempre meu... eterno... chama... infinito...
desistir da vida,
por susto, bala ou vício...
seja romantica como shakspeare,
ou maquiavélica como Goethe.
No concreto do térreo do edifício em que um dia morei e do qual sinto saudades,
ou no asfalto quente de um dia de sol a 200km/h...
Queria um dia... te dizer o que realmente sinto...
queria mais... queria que você acreditasse como acreditou na primeira vez que te vi...
Queria a paixão que sentias por mim...
Quero o amor que sentes por mim...
Quero que expresses a vontade que sente de me beijar,
misturada com a vontade que sinto por dormir,
dormir ao teu lado e sonhar contigo...
pois em sonho somos perfeitos, eu você e nosso amor.
Terei coragem um dia de mostrar quem sou,
mas quanto mais me conheço, mais medo tenho de te revelar meu carater,
minha persona,
pois ao espelho de tua alma, sou "mais-que-imperefeito", sou vilão, sou bandido, sou demônio...
Seu telefone não da linha!?
A qualidade de sua chamada não é mais a mesma?
Faça como eu...
Joga essa droga de aparelho no lixo e vá falar pessoalmente com a pessoa que ama!
Não há distância que não possa ser vencida por pés dispostos...
sem saudade que não possa ser morta pela bala da disposição...
tampouco mágoa que não possa ser curada por uma boa dose de carinho...
Não há santo-homem que me ajude...
a fazer uma eutanásia...
nem por caridade...
nem por compaixão...
nem por destino, que dê uma solução...
nisto que tenho e que chamam de vida.
Cantam ser bonita...
mas de tanta dor já desisti...
de ser feliz...
de ser comum...
de ser alguém se se satisfaz com o pouco que é a miséria humana.
... me atormenta a falta dela...
não por ser covarde...
não é verdade também que não seja,
mas pelo simples fato de não usufruir de toda coragem que tenho...
mataria,
roubaria,
da mesma forma e com a mesma traquilidade, que tenho,
para salvar ou doar...
seja por compaixão ou ódio,
alegria ou tristeza,
vontade ou medo...
por muito não uso o que tenho e anseio pelo que não posso tocar...
mas o que mão me dói...
é que um dia não poderei estar mais ao teu lado...
Nascido em 10 de agosto do ano de 1984, em Recife, estado de Pernambuco - Brasil. Médico formado pela a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco. Técnico Desenvolvimento de Sistemas de Informação pelo IBRATEC aos 17 anos de idade, Médico aos 26 anos pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (UPE). Redirecionou seus esforços para área médica por quase dois anos em não concluída Residência Médica em Infectologia pela UPE, sem porém nunca abandonar por completo sua paixão por tecnologia, arte e aventuras. Aos 30 anos, Mestre em Engenharia de Sistemas pela Escola Politécnica da UPE. Motociclista e Cientista, aspirante ao posto de cantor de bordel. Tem como único vício o hábito de querer mudar o mundo e o fato de viver esta vida como quem monta um quebra cabeças. Buscando Deus em cada lágrima que derrama em função das angústias que sente.
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Antonio Moraes Filho .........Dono do Boteco........
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