sábado, 1 de dezembro de 2012

Cavaleiro Andante

Agora, meu doce menino, / Que um raro amor hoje ensina, / Que com seu fraterno hino / Tenta mudas nossa sina...

Armando Coelho Neto
Autor

Antonio Moraes Filho
Padrinho

Rebento Pagão

Para Cavalaria da Cachaça Mistica:

... muitas vezes mais importante que a atitude é a maneira de agir...
Mesmo que que isso implique em nada fazer...

Aquiescer...
Repousar em berço
esplêndido...
Esplêndido!

Cochilar a mágoa,
saudade,
tristeza ou desespero...

ansiedade.

Lutar contra moinhos de vento exige muito do Cavaleiro, do exército de um homem só,
Do silêncio da noite...

Das amarguras e mágoas, só guardo alegrias...
Pois em nenhuma chance...
Elas foram em vão.

Agora cansei... Favor... Batizem o rebentos, pois as linhas ainda choram por acabarem de nascer.

Antonio Moraes Filho
Autor

Armando Coelho Neto
Padrinho

Reaconteço!?

Vim te comigo solitário / Noite fria, lua oculta, viés dominical / imerso em meu santuário / Me reaconteço em Blumenau / O que se me ocorre não é o que me recorre / Se minha bagagem sou eu / Nessa dor que se reveza / Do que me arfar nesse breu / Se o que me apraz só me, e só, me...

só me pesa?

Armando Coelho Neto
Autor

Antonio Moraes Filho
Padrinho

Minha borboleta, os lírios e o sonho...

Vivi...
a dimensão de saudade, minha loucura...
Sem adjetivos...

... foi estranho o crocante floco de cinzas que virou pó e me deixo perfume nas mãos.

Eles perfumam? Que importa!?
Há um simbólico nisso como, como se Deus não existisse e quizesse me dar a prova.

Foi surto?

Seria sonho, sonhamos juntos...

E continuo a te amar

...

Armando Coelho Neto (Tio Manduca)
Autor

Antonio Moraes Filho
Padrinho do Rebento

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A borboleta...

Observo da janela uma borboleta...
Ela voa como voas agora...
Livre, longe do que um dia foi o teu cárcere...
Alegre por poder desfrutar da liberdade inerente a teu espírito...
Pousa sobre os lírios que hoje se alimentam daquilo que um dia foi parte de ti...
Em sonho me demonstra como estas alegre, e tua feiçao jovial me lembra mais uma vez a borboleta que vi voar através da janela...

sábado, 13 de outubro de 2012

Tânia... (Copos de leite... )




Acordo...
Acordado meu corpo pede um trago...
A bela jaz agora no vaso...
Junto a violetas na janela...
Copos de leite lhe fazem companhia...
E agora respiram...
E se alimentam dela...
A rainha não perde a majestade...
A flor...
Se alimenta dela...
Respira por ela...
As flores, agora ela...
Que sempre foi flor aos olhos de quem hoje a vela...
A bela, a flor, o vaso e a era.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Medo...






Medo de ter medo de temer você...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Terceira vez...


Acordei pela terceira vez esta noite...
como ritual,
um café, três cigarros.
Como companhia a escuridão, dissolvida apenas pela luz da brasa em cada trago.

Vida!?


Minha cabeça dói...
Meus ossos queimam como napalm...

Minha garganta aperta como que estrangulada,
Meus calos castigam meus pés cansados,

No entanto, meus pés ainda calças tuas sandálias,
Meu coração ainda bate por ti,

Só não como,
durmo,
penso,
ando,
ou vivo.

O julgo...


Já vivi desventuras em série,
a maior parte delas, por minha culpa, minha máxima culpa.

Mas os santos hão de me fazer justiça,
vingarão o teu julgo.

Indolente, equivocado...
Vingarão tua falta de compaixão...
teu rancor...
tua incapacidade de perdoar...

Pois muito errei,
mas não desta vez,
e mesmo assim,
me castigasse.

Prefiro o inferno...


Meus olhos ardem... a poeira, o vento e o frio de teu desprezo me fazem desejar o calor do inferno,

a realidade fria de minha melancolia e o desespero do grito de solidão de meu coração leviano me fazem ter gosto pelo sangue que corre em minhas veias...

e me fazem desistir do pulsar de meu peito em favor da paz que traz o epitáfio.

desistir do amor que sinto por ti e afirmei ser sempre meu... eterno... chama... infinito...

desistir da vida,
por susto, bala ou vício...

seja romantica como shakspeare,

ou maquiavélica como Goethe.
No concreto do térreo do edifício em que um dia morei e do qual sinto saudades,
ou no asfalto quente de um dia de sol a 200km/h...

Pobre diabo é o que sou...


Queria um dia... te dizer o que realmente sinto...
queria mais... queria que você acreditasse como acreditou na primeira vez que te vi...

Queria a paixão que sentias por mim...
Quero o amor que sentes por mim...

Quero que expresses a vontade que sente de me beijar,
misturada com a vontade que sinto por dormir,
dormir ao teu lado e sonhar contigo...
pois em sonho somos perfeitos, eu você e nosso amor.

Terei coragem  um dia de mostrar quem sou,
mas quanto mais me conheço, mais medo tenho de te revelar meu carater,
minha persona,
pois ao espelho de tua alma, sou "mais-que-imperefeito", sou vilão, sou bandido, sou demônio...

                            ... diabo pobre é o que sou.

Vai!

Seu telefone não da linha!?
A qualidade de sua chamada não é mais a mesma?

Faça como eu...




Joga essa droga de aparelho no lixo e vá falar pessoalmente com a pessoa que ama!
Não há distância que não possa ser vencida por pés dispostos...
sem saudade que não possa ser morta pela bala da disposição...
tampouco mágoa que não possa ser curada por uma boa dose de carinho...

Vai!

                                e ama!

Me restam poucos cigarros...

Meus amores me abandonam... por ter nascido torto,

por continuar torto,

sem jeito,
sem fé na mudança qu nunca vem,
sem coragem ou respeito pela necessidade de mudar,
sem vida,
sem vontade,

vazio,
triste,
sozinho,

só me resta a companhia de meus fantasmas e dos poucos cigarros...
que com sua névoa enebriam a dor pelas cicatrizes de uma vida de paixões.

Uma bala por caridade...

Não há santo-homem que me ajude...
a fazer uma eutanásia...
nem por caridade...
nem por compaixão...
nem por destino, que dê uma solução...
nisto que tenho e que chamam de vida.

Cantam ser bonita...
mas de tanta dor já desisti...
de ser feliz...
de ser comum...
de ser alguém se se satisfaz com o pouco que é a miséria humana.

Exu-Tapioca...




Exu por filiação...
Ogum por criação...
Oxalá por opção...
Obaluaiê por formação...
Homem por compaixão...
E Tapioca por alcunha...

Coragem...

... me atormenta a falta dela...
não por ser covarde...
não é verdade também que não seja,
mas pelo simples fato de não usufruir de toda coragem que tenho...
mataria,
roubaria,
da mesma forma e com a mesma traquilidade, que tenho,
para salvar ou doar...
seja por compaixão ou ódio,
alegria ou tristeza,
vontade ou medo...
por muito não uso o que tenho e anseio pelo que não posso tocar...

mas o que mão me dói...
é que um dia não poderei estar mais ao teu lado...

e me falta coragem pra dizer Adeus.