terça-feira, 5 de junho de 2012

A tormenta dos seus olhos...

Me perguntas se trocamos,
ou em uma transação,
pra'tica de escambo,
escandalizado por nossa necessidade de estarmos juntos:

trocamos o peso de um quilo de ferro,
por um quilo de algodão,
e por troco recebemos como troco cada um,
o papel do Adeus!?

Não sei,
e prefiro não saber...
pois de ti so' guardarei o algodão,
independente de ser um quilo ou não,
me resta engolir as la'grimas para não molhar o algodão...

Pois um quilo de algodão,
se ensopado,
pela tormenta de teus olhos,
e pelo rio de la'grima e sangue,
que jorram do meu coração bandido,
tornar-se-ão mais pesados que uma tonelada de ferro, aço ou ouro...

e o unico ouro que hei de guardar,
e' do tesou que você e'...

e não ha' de pesar as costas,
pois te levarei para sempre no meu coração, mente e espirito.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tuas sanda'lias em meus pe's...

Tuas sanda'lias aquecem meus pe's tortos,
meu pe' quebrado,
e aliviam minhas angu'stias,
medos e preocupações.

Me trazem mais que isso,
me lembram o quanto me amas,
o quanto teu amor permite que me aqueça em teu seio.

Esqueço o cansaço e os medos,
te conto segredos e vivo com um pouco mais de paz,
por saber que algue'm carrega comigo minhas confissões.

domingo, 3 de junho de 2012

Exi'lio

Distante de tudo,
hei de encontrar aquilo que procuro,
o caminho de volta a ti.

A certeza que me sagra cavaleiro de tua verdade,
da verdade que vivemos juntos,
que apaixonados que somos,
sentimos paz.

O exi'lio ha' de como um rio,
banhar nossas emoções em o'leo,
e em amor,
seremos um.

E em face do encanto,
saberemos o valor do reencontro,
e nos amaremos mais,
e te deixarei me amar,
e me entregarei por completo,
sem delongas,
sem agu'stias ou du'vidas,
nos braços de quem um dia me fez dormir.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Quando me negaste um abraço...


Eu tou tão carente
tao complicado tao indeciso
não sei se vou
não sei se fico
a vida é demais pra viver sozinho


Tu tão carente
um sentimento que sempre existiu
mesmo rodeado de gente
das mais belas, das mais especiais
que me amam, me querem, isso não satisfaz


Eu sou carente
um sentimento sempre me acompanhou
até mesmo bem acompanhado
não sei de que lado, de que lado estou


Eu vou carente
eu quero tanto te ver comigo
mas acontece que não da mais
cada qual o que faz
cada um pro seu lado
é assim que se vai


Sigo carente
preciso de um abraço apertado
seja de pai, de mãe ou de filho
irmão ou amigo, tanto faz o que vai...


Fiquei carente
preciso tanto de você do meu lado
eu quero senteir seu abraço
seu prato, seu laço, seu braço, sua cama, na minha


E mais carente
me abraça pra ver se passa
essa coisa que não volta
nem leva nem trás
nada à lugar nenhum


Na minha mente
esperando uma resposta que não
talvez o destino me de a mão
e sigo em frente sem pensar em olhar para trás
neste momento eu so quero te paz


Na minha mente
nossa relação não segue em frente
dei um pornto final na história da gente
não quero voltar
o melhor é seguir em frente
eu não sou pra você
quem sabe outro alguém
te faça feliz novamente

Mais uma tarde na livraria...





"Pitulito" (30-05-12)
Final
Antonio Moraes Filho














"Pitulitos" (26-01-2012)
Oiginais
Antonio Moraes Filho





A rosa, o chocolate e doces palavras...


Me entra um homem,
maltrapilho,
sujo,
xeirava mal,
cabelos por cortar, e barba de mendigo.

Tenha um chape'u de massa,
velho como o dono,
este que ja' beirava os sessenta.

Senti o fe'u de seu gosto antes mesmo de beija-lo,
o que me fez sentir nausea.

Acostumada, com os diveros,
tipos que adentravam a privacidade de meu camarim,
lembrei de minha capacidade de me abstrair,
de minha cortês, venal e vil realidade,
ao amar como vênus, tais personagens.

Seu membro tinha um odor repugnante,
e gosto que faria a opção de lamber a de um cavalo,
muito mais atraente.

Sua pele desbotada,
com pelos,
com alguma cicatrizes e hematomas, me chamaram a atenção.

Sua barriga saliente apesar de seu corpo magro,
denunciava os males que seus ha'bitos he'brios e cevados,
compatillhavam com aquele ha'lito nojeno.

Seus poucos dentes, podres, sujos, encerravem a conta que teria de pagar em recompensa diante do metal que me apresentou.

Entrei em outra dimensão, e não recordo mais o que aconteceu,

so' acordei de meu sonho,
quando tal desejo, encontou a porta, quando ja' raiava o dia.

Ao lado de minha cabeceira,
uma rosa,
um bombom, quase tão doces como o de uma carta que tambem ali' fora deixada.

Hoje espero o dia em que a,
        esperança que cresce,
Ao perceber, que talvez, quele sim fosse homem, a me resgatar dessa sina,
seria, o um dia sonhei para mim.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Memo'ria minhas para uma puta triste...

Perdido na escuridão da noite,
e triste por não estar em teus braços,
clareio as ide'ias com a brasa do cigarro,
ainda aceso pelo calor de teu corpo,
que por muito,
desejou o meu de tão terno para contigo.

Entre um trago,
e outros tragos no vinho que deixaste aqui,
da u'ltima festa de momo em que teu sorriso,
foi meu,
tua paixão,
expressa em teu colo,
teus seio,
que me fez adormecer contigo,
na esperança de que aquela temporada fosse a u'ltima.

Pois queria eu,
que aquela fosse a u'ltima temporada,
pois sabia o Galo,
que quando cantasse,
averias de ter ido,
apenas me restaria saudade.

 Eu,
tal qual o Galo,
canta triste,
pois não sabe o quanto de no's,
repousa em teu sono,
quanto de no's,
tens em teu ventre,
quanto de no's,
lembras ao se entregar a morfeu.

Apenas me resta,
as noites mal dormidas,
a espera de teu afago,
pois a so' as lagrimas que derramo pela minha amada,
sabem e sentem o quanto me faz falta,
o beijo que me negaste na despedida.

Esperarei o Galo cantar,
alegre,
como de tantas vezes me fizeste gozar,
junto a confetes,
e colombinas mil, das quais se vestisse para mim.

Para minha amada,
que a tantos se entrega,
mas que ao menos em outros carnavais,
sei que um dia ja' foi somente minha.

Leva minhas vestes de "pierrô" ,
leva meu sorriso,
pois deles nunca hei de me vestir,
novamente,
ate' que um dia te entregues so' para mim.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Meu cafe'...

... por que me abandonaste,
o amigo que tanto te leu em palavras...
nos versos que me, te e nos escreveste...
... por que abandonaste as traças,
os arrecifes que tanto protegeram os sonhos,
tanto amaram-te como filho,
tanto te cercaram as fronteiras para com o mar revolto,
das dores dos gentios,
nunca te afundando o barco que te leva,
conforme o sofro da alegria e contentamento que buscamos em cada esperança...
em cada vida,
em cada la'grima, tecida por silêncio, na teia do destino,
daqueles sem fe'...
por que esquecestes as pontes que te uniram,
a mim,
e a todos os irmão que te amaram,
como eu,
como teu pai,
como tua amada terra,
da qual não te sentes mais tua autoctoneidade,
apenas do desprezo do bezerro desmamado,
que volta as terras altas,
de uma central distante...
seca...
e fria nos meses de inverno...
por que me negas a palavra,
que tanto me conforta,
que me acariciava antes de dormir,
que me beijava os la'bios e fazia mais doce o sono depois de um cafe'...
que agora,
vi'tima da distância de teu desprezo para com teus filho,
para com os fidalgos de tuas profecias e linhas...
tentam proferir,
versos que so' saem sem cor,
pois desconhecem o sabor do açucar do poeta da vida que a tanto foi embora,
e não sinal de vida.

P.S.: Sobre o " 'poeteiro' da Vida " que o irmão, caçula no verbo, profere insulto, revoltado pois ele foi e não mais voltou... saudade...

Escrevo, triste, ao som de canela-leite-mel... defumando minhas la'grimas... de saudade, pois estou o'rfão do poeta da vida... e contente pela esperança da volta de quem um dia foi... e me prometeu voltar...

...sobre http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CCEQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.meucafe.blogspot.com%2F&ei=NLOgT5rwIpKE8QSFus2BCA&usg=AFQjCNFxuiCfdo6vJtrCDs2EemcSAxBbaQ ...

http://www.meucafe.blogspot.com.br/

poeta, me'dico, jornalista, marido, e filho do Deus vivo, que repousa nesse homem o amanhã mais feliz...

Sobre... http://antoniomoraesfilho.blogspot.com.br/2012/03/tomarei-de-conta.html

Sobre... o gigante...

"Uma dicotomia de qualidades e defeitos...mistura de vontades democráticas e muitas vezes sem nexo". Eis o fiel retrato de nossa contradição, caríssimo poeta. Constradições em sentido amplo e com derivações, já que ao mesmo tempo em que robustece o gigante de um lado, o enfraquece de outro, pois entre os democratas sobrevivem os exploradores e os tiranos! 


Armando Coelho Neto


Visitei como gato (cheio de arrepio, vadio, no cio como cavalo arredio) o boteco Santo Antônio, onde fui servido não a la carte. Afinal, um amplo auto-serviço me foi colocado à disposição, provei bastante coisa, embora tenha degustado com prazer a novidade do dia, O depertar de um gigante. Lobo que sou, devorei outras iguarias como a flor do brejo, ao tempo em que viajei numa madrugada solitária, sombria, triste, molhada, nublada, até chegar a um dia nirvânico.
O BSA tem dessas coisas.Tem apelos de fé, jogo das 16 palavras, mesmo que relute, mesmo que desperte. Afinal, mais que amar, o melhor do fim do dia é dormir. Dormir depois do amor, claro, o sono com gosto de paz e ausência, preparador para o retorno à vida, ou quem sabe ao recanto sagrado do Santo...

Quanta brasilidade, Gigante!

Beijo-te, timidamente, a testa.


... do Manduca...


sobre: http://antoniomoraesfilho.blogspot.com.br/2011/08/o-despertar-de-um-gigante.html

... mais uma do Manduca...

Culpa por que jovem poeta? Do que pode se culpar um homem que se abriu para o mundo, quebrou amarras, criou todas fendas por onde o amor possa entrar? Culpa por que, ó poeta, se aberto ao amor, junto com ele vem a liberdade e o poder de transcender? Culpa por que, ó poeta, se a cada gesto de amor te aproximas tanto de Deus?


... do Tio Manduco...

POR UMA PEINHA DE NADA

Foi um dia de quase. Quase nos vimos, quase nos miramos, quase nos tocamos. Ficamos no quase e quase sempre quando isso acontece, não vai além do quase. Eis pois, que por conta disso, quase nos falamos e quase nos ouvimos um ao outro. Quase que você expõe seu corpo e por conta desse quase, quase vi seu sexo desenhado sob as vestes. Um quase bico de seios parecia se insinuar em minha direção, uma quase exibição de marcas de calcinha, uma quase maçã quase aberta, quase se mostrando, quase dizendo me coma. Por tanto quase, quase me excitei. 
Por ter ficado no quase, assim mesmo na base do quase sempre, eu quase amei, quase me apaixonei, quase que Santo Expedito me atende, e como eu quase não pedi, ele quase não me atendeu. E quando eu quase disse - hodie!, ele quase me ouviu. Foi tudo por uma peinha de nada! E assim, quase que fui feliz...







... em http://www.youtube.com/watch?v=lDRy8I2p2jY


... do tio Manduca...

sábado, 28 de abril de 2012

A garota e seu tornozelo...




"A Garota e seu  tornozelo." - Por ela mesma.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sinto falta da garota dos olhos de jabuticaba...

Ela me fazia sorrir...
me acalentava os ânimos exaltados ou deprimidos de uma vida sem rumo,
cunho ou punho.
Sinto falta de seu sorriso que contagiava minha tristeza a ponto de faze-la gargalhar,
seus olhos contemplavam minha sensação de impotência diante do mundo,
e de minha completa ausência de amor pro'prio com carinho, com amor e com afeto.
Olhos que me traziam paz, tranquilidade, conforto e dormiam em minha mente mesmo depois do adeus...
Adeus garota dos olhos de jabuticaba,
encontraste o amor nos braços de outrem,
e minha ausência garante que sera's feliz,
pois bem lembras que so' carrego em meu peito:
tristeza, du'vidas e defeitos...

Me pediste...

Um dia te pedi em prantos,
uma cura para meus desencantos e desventuras,
uma maneira de repousar em um canto, o mundo que carrego em minhas costas.

Largas e açoitadas pelo pior carrasco que conheci,
aquele que encaro,
todos os dias diante do espelho.

Te disse:
- Pede para que eu me entregue aos vi'cios da ciência.
O fizeste.

Hoje encaro a vida,
a morte,
e todo o caminho,
O caminho,
e todo mais que pesa ainda em meu coração.

Mas dei o primeiro passo,
e graças a teu pedido,
que tal qual matrimônio,
me uniu a ti,
na esperança de um dia ser ao Seu lado,
um so'.

William Shakespeare e meu direito de resposta...


William Shakespeare...



De almas sinceras a união sincera. Nada ha' que se impeça: amor não e' amor se quando encontra obsta'culo se altera, ou se vacila ao mi'nimo temor. Amor e' um marco eterno, dominante, que encara a tempestade com bravura. E' astro que norteia a vela errante, cujo valor se ignora la na altura. Amor não teme o tempo, muito embora seu alfange não poupe a mocidade. Amor não se transforma de hora em hora, antes se afirma para a eternidade. Se isso e' falso, e que e' falso alguem provou, eu não sou poeta, e ningue'm nunca amou.

...

Nunca amei, nem me sagrei cavaleiro defensor do verna'culo nem de sua vertente boêmia e emocional, não me consagro poeta, nem vocacionado sou por falta de graça e dom. Mas a paixão me fez um dia, e em um dia feito de paixão, sonhei e fui seu.

...Antonio Moraes Filho



domingo, 22 de abril de 2012

Estava em minha cela...

...o ce'u que ja' não via a muito, parecia tão doce quanto as nuvens de algodão que provava enquanto criança no parque de diversões do interior do meu interior... Abertas as grades da cela, como que anunciando a entrada dele, vejo entrar um homem. Magro, alto, esguio e bem vestido, traje elegante, fino, vistoso, branco, vestia ale'm de sua quase tu'nica um relo'gio de ouro, que marcava a falta de 6 minutos para as 6 horas do sexto dia do presente ano. Era um janeiro fati'dico e apontava o correr das a'guas de janeiro... do u'ltimo janeiro, da estação fria de um inverno que seria o derradeiro de minha existência.
Os u'ltimos seis minutos que passei, provei o doce sabor do ranço do u'ltimo caju' que pus em minha boca, jogando fora e deixando de torrar a castanha que me fora reservada, por ter sido privado de minha liberdade e por estar a muito longe de um mundo que um dia me foi familiar.
Aquele homem me encarou com desde'm e disse olhando a grade aberta e falando com voz mansa e sedutora:
- Vai! Estas livre... não tera's de pagar o preço de seus pecados... não tera's de morrer, nem tão pouco encarar aqueles de quem foste algoz...
Olhando para ele, e descrente do que me acontecera, vacilo e caminho em direção a minha redenção, mas antes de me ausentar do destino que me fora reservado, estendo minha mão e acaricio as barras da cela que por muito tempo foram minhas u'nicas companheiras, amigas, confidentes e que me protegiam do mundo la' fora, como protegiam tambe'm o mundo de minha histo'ria e de meus tropeços...
Ao tocar por pouco que foi aquele metal frio e indiferente, me lembrei do quanto fiz, e de tudo que hou para que chegasse e fosse conduzido aquele vil momento, em que minha vida seria roubada, imolada e dada a tantos para que meus pecados fossem finalmente julgados e perdoados por uns poucos...
Olhei para tra's, vi o sorriso do homem e perguntei o preço de minha liberdade, ele me respondeu com sorriso nos la'bios:
- Basta me seguir...
Olhei o homem, examinei suas abotoadoras com diamantes encrustados, seus sapatos negros lustrados...
Voltei e sentei no mesmo banco, me debrucei sobre a mesma mesa, peguei o mesmo la'pis e o mesmo papel branco que encarei por 60 anos sem conseguir escrever um rabisco sequer... Criei coragem e empunhando minha espada, com la'grimas nos olhos, e ciente de meu destino disse ao homem:
- Ja' tenho a Quem seguir...
Encarei minha morte, com paz em meu coração, com a certeza de que não tive a melhor vida, que não fiz o melhor que podia de minha vida, que não fiz uma alma sequer feliz pelo simples fato de ter nascido... que nunca amei ou fui amado, sequer honrei uma u'nica gota de fe' depositada em mim....
O ponteiro dos minutos alcançou o das horas e o guarda-cela me chamou para conduzir-me ao corredor dos u'ltimos passos, para me deitar no u'ltimo leito e adormecer no u'ltimo sono...
Levantei... e com o mesmo olhar triste que carreguei a minha vida toda acenei ao advogado de olhos sombriamente indescriti'veis carregando algo nas mãos que seria o meu legado...
Ao atravessar as grades, amordaçado, algemado aos meus delitos entreguei a carta que deixo ao filho que nunca tive e aos pais que nunca amei, esta carta.

So' você...

Sabe como me sinto atrave's de meu sorriso,
fa'cil,
desvio,
e quase sincero...
so' você e seus olhos vêem atrave's dos meus,
o que realmente sinto...
desenrolam os novelos de devaneios,
confusões, insegurança e mentiras,
que conto pra mim mesmo na esperança de um dia deixar de te amar...
de seguir em frente,
em busca dos olhos,
que ate' mesmo atrave's de meus o'culos,
percebe minhas la'grimas, no sorriso que não dei,
no dia em que você não estava aqui.