domingo, 26 de fevereiro de 2012

A u'nica ouvinte de minha ra'dio nacional...

Perdi minha u'nica ouvinte,
minha u'nica leitora,
a u'nica pessoa que sabe de minhas dores,
a u'nica pessoa que sabe tanto quanto eu o que são as dores do mundo.

Tenho a impressão que nada mais ha' de ser escrito,
se não ha' quem leia, que sentido faz escrever!?
Deixarei de lado, as madrugadas e as dores, deixarei de lado as cartas que te escrevo,
e deiarei de lado a minha vontade de viver.


Nausea

Meu coração do'i
doi apenas quando respiro...

meu orgulho diz que e' melhor que nada sentir.

Meu estômago, embrulhado pelo ultimo adeus,
insiste em devolver o almoço.

Corro para o banheiro, ensaio vomitar minhas mentiras,
mas nada ale'm de tosse e vergonha atravessam a goela.

Retorno a ma'quina de escrever, e vomito nela todas as minha dores,
minha nausea, insiste que tenho que tambe'm vomitar o almoço na ma'quina de escrever.
Tento um antia'cido,
sem sucesso,
e ainda com o coração doi'do,
vomito as dores que causei,
vomito minhas dores,
aspiro a socioptia e morro engasgado em minhas proprias mentiras.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Gelo e cigarros...

O wisky gelado,

"on the rocks"

qual rock'n'roll.

Rola em minha
       goela

Abaixo,

         de todas
    as dores, lembranças

de amores e amores
       que vivo
                e vivi,

amo, e o wisky

vaqueiro, straight

me amansa a alma

a ama e as paixões

deli'cias de uma noite

que ja' passou,

              o sol nasce.

Lui's do "Braço-forte"

... me canta:

que mundo bonito,

belo, e maravilhoso

deve estar chorando

de mu'sicas, canções

mero bastardo,

doce, aveludado
      e desgraçado

que me faz chorar
com seu blues e jazz, não sei bem certo...

tristezas que não são minhas.

Algumas pa'ginas...

Perdi alguns dias de

     minha agenda,

              esqueci o dia
   6 de fevereiro e

        não mais se
quero lembrar do

     16 de março,,

um da que pensava
 
ser como outro

qualquer mas foi

diferente, inquieto e

louco, e me perdi,

quando conheci

                   você.

Segunda-feira

Mais um dia de
   feira em que os
bares e borde'is de
minha prostituta,
      chamada de senhora,
rainha
     do mar, não abrem.

Mas quem disse que
      as pessoas não amam
não pecam, bebem,
fumam ou fodem
     nas segundas-feiras!?

Ressaca. Dos infernos,
dantescas e poe'ticas

... Segundas-feiras.

Diabos!

Domingo

Sagrado, profano e
         de carros acelerando
no planeta dos macacos.

Esqueço...

Esqueço as correntes
     que prendem meu
coração as dores
do mundo ao
perceber a carência,
         sofrimento e dor
de meu irmão
      que chora...
seja por falta
    de carinho
    de aconchego
    de amor ou
             atenção

de quem pode
    fazer algo
       por mi'nimo que
   seja, conforto
de um olhar,
   por mi'nimo que
       que seja o

minuto dispensado
   a chorar por
                 
                  amor.

Aviões...

Vejo muitos viajarem para
       longe, para ajudar
      outros muitos,
               perdidos e sem
                        caminho.
Esquecem que perto
                      [de si
      muito perto de onde
           estão, tal qual
      embaixo do nariz
           ha outros tantos
      a pedir ajuda
          socorro, peregrinos
tambe'm em busca de fe'.

Antonio a lá "Carlos Bucausqui"

É a na madrugada,
na noite,
que minhas linhas fazem sentido,
afogam o pouco de humano que há neste redator de mentiras e traição.

É o pouco de humanidade que morre em mim,
quando o divino se faz ausente e difícil de se entender...

É no calada, da noite, de seus pensamentos,
que o amor me parece tão distante,
que o teu calor parece glacial,
e que minhas dores extenuantes, parecem ser sem fim...

é na minha dor que quero foder,
te deserdar de personificação, de ser, de estar...

é querendo estuprar teus sentimentos e teus amores,
que sinto que minha dor não é nada além de insônia, mágoa e rancor.

Sou Antonio,
mas hoje com uma pitada de Charles Bukowski,
- E o que devo fazer!?
Afinal, o amor é mesmo um caos dos Diabos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um cigarro, uma madrugada e as dores do mundo...

Morro um pouco a cada cigarro,

prazer, contente, pois livrarei o mundo de minha tristeza,

livrarei minhas tristezas do mundo,

afogando meu ultimo suspiro a cada trago,

a cada gole de medo, isolamento e dor,

vontade de fugir,

e bem longe esquecer quem sou,

onde vou,

e com o cigarro aceso,

destilo em cada trago minha solidão,

e me alimento da dor de ser sozinho...

mesmo estando no meio da multidão.

Uma noite no meio de meus dias...

Estou aqui,

no meio da noite,
 espremido entre um e outro cigarro,

Fumando minha insegurança, meus medos,

tecendo demo'nios e desejos,

vontades, e angustias mil.

Como que pedindo ajuda, ao vento,
com a fumaça de meus dias, sem cor, sem "cor"...

Ausente do encanto,
de ser cultivado, por ti...

e perto de esquecer,
esquecendo de mim, e do que poderia ser,
se agora estivesse a teu lado.

Tambe'm te amo, mesmo que você não acredite...

Oi!

Tudo bom!?

Como esta's?

Bem, e você?

Caminhando... marrom... e a espera de te ver...

Não sei...

O que houve?

Você, confia desconfiando...

Mas o problema não e' você, sou eu... você sabe que não confio em ningue'm...

Mas eu confio em você...

Exatamente... mas eu não confio nem em mim... como você consegue?

Não sei apenas confio...

Melhor pensar duas, duas vezes, quem sabe três, antes de confiar em mim...

Então melhor não te ver mais...

Pode ate' ser... mas esta conversa ainda não terminou... você sabe que estarei aqui...

Sei...

Amanha, tento de novo...

Ta... Então ta'... Tchau...

Tchau... tambe'm te amo.

O cafe' que queria dividir contigo...


Me olhas com repulsa,

me cobras a confiança que não deposito nem mesmo em mim!?

Me cobras constância,

quero te dar tudo, mas como posso dar o que não tenho!?

Um dia olharei para tra's e pensarei no que poderia ter sido,

no que gostaria de ter conseguido fazer por ti,

por mim,

por no's dois,

pelo caminho do meio,

aquele que esta' entre mim,

entre você,

e que escolhemos seguir, de mãos dadas, antes mesmo de realizarmos a nossa existência.

Para não dizer que falei só de flores...

... mas também falei em te chupar as partes, até nada mais teres para me dar...

Além do gozo...

forte, lascivo e indecente...  Independente de teus desejos...
                        Pensamentos e vontades.
O desejo que sinto por ti estão até mesmo em teus olhos...

Quero fode-los todos...
            Até que não possam ver mais o medo que sinto de te perder...
Eu ti...
         Eu vou...
                 Vou te foder por completa...

Boca, peitos, mãos, axilas, pés, joelhos, coxas, virilhas, boceta, bunda, narinas, orelhas, ouvidos, e todos os poros...

Bons e maus pensamentos, até você não saber mais quem é... quem sou... ou para onde vamos...

Vou te foder!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Hoje matei dois coelhos,
corri para assa'-los,
comi com desejo,
que carne macia,
branca,
tenra,
delixiosa,
que vontade de comer de novo,
que vontade de voltar atra's,
ver aqueles coelhos de novo,
mata'-los mais uma vez,
quem sabe com uma caixa d'a'gua so'...

... e Deus sabe o quanto odeio pi'lulas...

no dia que te vi a primeira vez,
tomei uma...
você me fez querer ser um homem melhor.
E esqueci que nem todos os problemas do mundo se resolvem com pi'lulas,
                 [mas terminei por descobrir:
                 [que todos os problemas teminam com o amor.