domingo, 20 de fevereiro de 2011

A vida tem dessas coisas...


De certo modo a vida nos dá muitas voltas,
e muitas voltas damos por ela a tentar sair da viela que angutia aquele que não sabe ainda,
se olhar para trás, todo beco deixa de ser sem saída.
Por simples história do jocoso, irônico e de pouca fé, relato que ouvi pela primeira vez algo que conceituava, e tentava definir um pouco de que seria o amor, mas não qualquer amor, amor 'ágape'.
Renato Russo, um dos demônios ou anjos de uma legião, de fãs príncipe de uma trupe que contagiou por muito o que seria chamado rock de brasília e posteriormente, daria razão a quem profetizava que era possível fazer um Rock com identidade legítima brasileira.
Ele dizia no princípio que ''Ainda que falasse a língua dos homens, que falasse a lingua dos anjos, sem amor, eu nada seria...'', pura verdade, fácil de crer, para se sentir amor ágape é impressindível entender que independente de tudo, de todas as felicidades que a vida nos proporcione, sem amor nada vale pena, tudo é sem sentido e sem razão, como um par de sapatos, feito para um homem que só tem um pé, sempre faltará algo a preencher naquele sapato.
De pronto achei que aquele cara era um poetero de primeira pois no auge dos meus treze anos achava que o que era pra se ouvir deveria ser cantado ou dito com rima, aí me informaram para contrangimento, inerente a qualquer pseudo-intelectual que acha que sabe algo de alguma coisa, que aquele carinha que me cantava ao ouvido, por um disco compacto em um diskman do ano de 1996, na época algo portátil e ultra moderno que visava substituir walkmans até então suprasumo do direito privado do "ouço o que eu quero e sozinho", egoísmo inerente a qualquer criança e paz social daquele adolescente, não era o autor daqueles versos e sim Camões. Fiquei frustrado, mas entendi que realmente alguém tão jovem e tão cheio de amargura não poderia ter entendido o significado do amor 'ágape'.
Então segui em frente e aceitei o fato do poeta de além mar ter realmente consegui a façanha e tomado para si tal patente. Mas para minha surpresa um belo dia ao citar tais linhas que continuavam a me descrever algo do tipo ''...é fogo que queima sem arder, ferida que dói e não se sente...'', é impressindível, o amor dói, não porque amar é necessariamente sofrimento, mas uma confusão de sentidos e paixões confunde muitas vezes o amor de afrodite com o amor 'ágape', afrodite, sensual e conquistadora, não precindia a posse, mas o poeta vai além da paixão, ''... é estar-se preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor ...'', pois só chegaria a tal conclusão quem realmente entendesse o amor 'ágape', só alguém que realmente presencia-se, e vivesse o amor ágape poderia escrever tais linhas, que por muito parecidas são com a de Saulo, que escreveu a igreja em Corinto tentando elucidar e educar aquele povo. Então percebi que o real autor de tais letrar e versos, estava além de quem cantou, fez poema, escreveu ou falou, e sim esta por dissernimento em quem agia como tal, o primeiro e único filho da santíssima Maria, o Nazareno.



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Salmo 73

Estava eu a pedir, a orar a pedir, por melhor dizer, uma palavra de conforto. Por muito tempo, qunado criança costumava usar o livro sagrado dos critãos como um livro mágico, onde acreditava conter a respostas para todas as minhas duvidas, pueris, mas tão atuais, ainda hoje presentes no meu cotidiano vulgar e tão mundano.
Por bem dizer, acreditava que bastava abri-lo e uma mensagem assentaria aquela angustia que desde novo assolava minha alma e inquietava meu sono. Porque tanta dor? Não sou bom aos olhos de meu pai!? Não obedeço minha mãe!? Brigo com meus irmãos é bem verdade, mas naquele tempo, ainda conseguia contar nos dedos da mão direita as primaveras que havia completado. O que há de errado então!? Por que me passa a primavera, as flores perfumam meu dia e mesmo assim, gela-me o coração o frio do inverno que há de vir, e que habita, por todas as estações, os becos e cortiços dos menos favorecidos.
Angustia, medo, solidão, sentimentos. Algo tão visível aos olhos do homem que vê o outro com as lentes do coração e escuta com o espírito.
Que pecado cometi, para que quando criança, aos 7 anos, após assistir um dos filmes, na época, do já finado Bruce Lee, chorar por 3 noites após presenciar um pássaro, gaivota ou mergulhão, morrer sufocado em decorrência de uma mancha de óleo que da mesma forma assassinava uma praia e pescadores em algum lugar do mundo.
Triste, sempre tive os olhos tristes. Olheiras que denunciavam, noites mal dormidas e prantos mastigados e engolidos com um pouco do sal das lágrimas que não conseguia represar usando o rótulo machista que habita meu coração árido de sertanejo de herança.
Hoje, "me dei um luxo", me permiti voltar aos tempos da aurora da minha vida, e tendo aquele o mesmo livro às mãos, perguntei por que continuava a chorar se apenas tinhas motivos pra sorrir, e um número me vem a cabeça, como que soprado por uma das velas que se apagaram antes mesmo de sopra-las no meu nono aniversário. O número 73, se fixou em meu juízo torto e insano, tive de refletir: será uma página ou um capítulo? Algo me dizia que ambas as respostas eram vazias a este propósito. Procurei então no livro do meio daquela biblioteca, e vi que havia um capítulo, realmente um capítulo de número 73 existia alí, para minha surpresa alguém de nome de Asaf havia escrito uma canção, que muitos chamam de louvor, outros de salmo, onde tecia algo sobre a justiça divina e a cidade de Israel.
Relembrei o que me indagou uma vez aquele alguém, única, com quem para sempre estarei ligado, no céu e na terra, que me disse com todas as letras: "ninguém tem de sofrer pra ser feliz.". O que me deixou confuso, pois sempre acreditei que sacrifícios eram necessários para se obter paz, e por muitas vezes estes sacrificios demandam dor e sofrimento. Por fim compreendi que a mensagem não era só para mim, e a propago aqui, no lugar onde mais me entrego, em linhas sabendo que poucos vão ler. Procure-me quando precisar, hoje o número de minha casa é o 73.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os planos ficam para trás...

Pode parecer algo que denuncia, lhe fazendo pensar: "Essa coca é fanta...", especialmente pelo fato do autor já ter passado dos 26 invernos, ainda não estar casado, e não ter nenhum problema grave que o impeça de ter um relacionamento sério e duradouro. Bem, em minha defesa, já fui casado e estou muito seguro de minha masculinidade para assumir que estava eu a assistir "O diário de Bridget Jones", não se surpreenda é o primeiro e não a continuação, quando algo me deixou tentado a escrever estas linhas.
O que me engatilhou a digitar isso foi que me sinto em uma encruzilhada entre o que quero para mim, o que quero para minha vida, o que devo fazer com minha vida, o que me dá prazer, e com quem quero estar pelo resto de minha vida. Percebi então que o que realmente me ocorre é que tenho de viver.
O terror de ser feliz me atormenta, não pelo fato de ser feliz em si ma pelo conseguinte de que não teria mais pena de mim mesmo, por conclusão nem dos outros. Também sei que sofreria ainda mais pois seria aterrorizado pelo fato de ter algo a perder: "a felicidade". Estar contente em virtude das coisas e pessoas que me cercam me deixa inquieto, pois tudo se esvai com as areias da ampulheta da vida.
Sempre tive muitas coisas em minha vida as quais me apeguei, e ainda tenho mas mantive sempre uma distancia segura, de meus pais, meus irmãos, das pessoas que amava, das pessoas que amo.
O interessante é que por mais distancia que mantive de tudo, ainda assim a perda, foi perda, e como tal trouxe sofrimento. Ainda mais por não ter aproveitado a chance de viver aquilo que amava. Me sinto hoje como alguém que precisa aprender a andar, mas tem medo de cair e não conseguir mais levantar. O que mais me doi é que essa metáfora não soa como metáfora em minha mente, mas sim exatamente como é: "Tenho medo de viver.".
A consequencia é exata:"Tenho medo de viver pois tenho medo de amar." e posso ir além, algo que meu inconsciente faz sem que me deixe respirar ou enxugar a lágrima que corre do meu rosto: "Tenho medo de amar pois tenho medo de me deixar amar.".
Sobre as coisas que perdi, achei algumas delas, outras voltaram para mim, mas muitas não voltarão, e as demais ainda espero que voltem, pois tenho fé. Mas me deixa inquieto é o que dizem: "No fim tudo dá certo.". Me deixa louco o fato de que tenho de esperar o fim chegar para que tudo dê certo.
O que mais me angustia é que ainda assim terei medo, e sempre terei, de que a vida de certo, mesmo que no fim. Pois vejo a vida passando e os planos que fiz vão ficando para trás e não sei ao certo o que esperar de minha vida. Não sei ao certo o que esperar de uma vida onde os planos ficam para trás e os sonhos não são sonhados por medo de que estes se tornem realidade.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O pé quebrado...

Lembra sempre que te amo,
de hoje em diante nunca mais vou te dizer que
"te amo mais",
vou apenas me contentar em ter certeza
que te amo da mesma forma que me amas,
com paixão e de maneira única,
ou seja,
como um pé quebrado e torto
ama uma bota ortopédica,
dói deixar calçado,
mas é o melhor pra ele,
pois foram feitos sob medida um para o outro.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Começando o ano...

Dizem que se deve começar o ano com o pé direito,

talvez por conta de minha alma meio gauche teimei descobrir

qual é o pé direito era o pé direito certo.

O pé direito, da minha direita, ou da direita de quem me vê.

Típica e reticente mania de quem se preocupa e muito com que
os outros pensam.

Quem sabe um dia me liberto deste grilhão,

quem sabe um dia me encontro com minha vontade.

Abandono a preguiça de apenas ser e cultivo conclusões,

críticas e irracionalidade mundanas iguais as das tantas pessoas que
passaram por minha vida.

Quem sabe frutifico o egoísmo de querer algo para mim, com irrevogável
certeza de que será meu um dia.

Mas quem sabe, quando este dia chegar será tarde demais, afinal mais um ano já terá começado, e já esterei novamente insatisfeito com o que sou, com o que serei e muito mais com o que querem que eu seja.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dialogo com um lobo da estepe...

Penso comigo mesmo, na solidão da madrugada fria e inquieta, rodeado por angústias que mais parecem vaga-lumes a rodear uma lâmpada a gás: - Tentarei ser de todo bom até o fim de meus dias, relegarei a mediocridade, que por muito foi minha meta, aos que muito querem da vida e pouco vivem.
De súbito se levanta feroz, dentes em riste, lábios famintos o lobo interior, que tal em romance do grande escritor Hesse, em o "Lobo da Estepe", me convida a 'açouguear' meu espírito, esquartejando minha prudência, matando a minha vontade de ser humano, me indagando: - Não sabes tu que o bom homem sofre e por muito paga um preço altíssimo por sua dignidade!? Estarás condenado ao limbo por toda a vida caso te entregues a esse objetivo insano.
Me resigno a responder de maneira objetiva como lente de fotógrafo profissional que prevê a imagem de sua vida no instante seguinte a que ajusta a lente para a melhor tomada: - Estou disposto a pagar o preço.
O lobo entende que a batalha de hoje está perdida e se contenta em aquiecer junto ao calor da lareira tal qual cão domado pelo amor e não pelo chicote, com tranquilidade se entrega ao conforto de uma sopa quente, se deita novamente próximo a mim e dorme ciente de que por mais que tente me convencer que o caminho mais fácil compensa, é ao meu lado, ao lado de alguém que escolheu diferente dele que se sente seguro.

Procure, procuro, procuramos...

"Muitas vezes não encontramos o que procuramos, terminando por encontrar o que realmente precisamos."

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Aspirante...

Muitos quetionam o fato de ser quem vos escreve voluntário para o serviço militar. Alguns por me julgar volutarioso, ou seja, com todas as letras representante pejorativo do que seria um real voluntário. Outros por acreditarem que meu espírito é algo livre, que não se atém a regras de qualquer natureza. Ainda há aqueles que afirmam ser eu algo misto de revolucionário e inquieto, descontente com tudo e todas as circunstâncias. Outros talvez por mania de me manter protegido de mim mesmo e do mundo que me cerca, sejam das decepções ou das angústias que um mundo imperfeito de platão retrata em seguidas tábuas de prometeu. Bem por infortunio do destino ou graça, respondi já a muitos que meu único interesse em servir, é para adiquirir e exercitar algo que não tem preço. Seguir e ser seguido de maniera a não entender o que se passa. Para encurtar a história e ser fiel a resposta que dei tantas vezes e a tantas pessoas que amo: "Quero aprender a baixar a cabeça apesar de estar certo.", pois tenho ciência de que minha integridade nenhum homem, seja ele rico, pobre, violento ou pacífico, pode comprar, pois como todo homem tenho um preço, mas meu preço é maior do que aquilo que o mundo pode pagar.

Tirolerheim...

Por muito temi o fato de estar sempre vítima da inquietante busca pela verdade, mas como disse a cerca de dois mil anos um jovem galileu, e que está registrado no livro de Lucas, capítulo quarto, verso 23: "Médico, cura a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Carfanaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui em tua pátria.".
Lembro de diversos problemas por que passei e recordo que sempre que permiti a esse mesmo galileu que advogasse por mim ele o fez com propriedade e sem pedir nada em troca. Estava distante de casa, e sem ninguém por mim no terceiro dia de um mês de agosto, a sete dias de meu aniversário. Pronto a ser despejado do albergue onde me encontrava e cheio de vergonha, pois havia infringido norma daquele lugar, por mínima que fosse e extranha a minha cultura brasileña ao ser questionado pelo motivo que tinha me levado a realizar tal atitude, respondi sem pensar muito, em inglês, mesmo sabendo que o interlocutor não receberia a mensagem de maneira adequada, pois esta seria traduzida para a língua germânica, para então chegar a seu ouvido. O que respondi se bem me lembro foi: "Se fizesse o contrario, não seria uma atitude cristã.". Não precisei citar leis locais, lembrar meus direitos, ou justificar de qualquer forma a atitude impensada que havia tomado, apenas me referi a algo que é entendido em praticamente quase todos os rincões do planeta, o que é ser cristão.
De pronto o tratamento mudou, não mudou a consequencia de meus atos mas o tratamento a minha pessoa, acredito que devido ao fato de que não viram maldade em meu ato, bem como devem ter percebido que estava sendo sincero, algo difícil de se encontrar nos dias de hoje. Aquele austero e por vezes intragável morador e administrador do albergue se despediu de mim me dando todas as cordenadas e tentando ao máximo me ajudar com minha pesada bagagem, me retribuiu o sorriso que deixei de despedida, algo que ele não tinha feito até então desde que havia chegado no albergue 33 dias antes. Trocou naquele momento de despedida dez vezes mais palavras comigo, mesmo que em alemão, do que havia me permitido escutar em 33 dias de convivência. Éramos dois, eu um brasileiro falando inglês, ele um austriaco falando alemão, e apesar da dificuldade entendemos que não ficariam mágoas ou quaisquer assuntos pendentes entre nós, apenas a certeza de que tudo estava resolvido, sanado e que era hora de seguir em frente.

Geraldo e Tiririca

Segundo reportagem da Época on line em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI187013-18176,00-TIRIRICA+LEU+E+ESCREVEU+EM+TESTE+DIZ+PRESIDENTE+DO+TRE.html o deputado eleito Tiririca, leu e escreveu durante o teste aplicado pelo tribunal regional eleitoral. É interessante como em vídeo apresentado na mesma reportagem, Tiririca se mostra disposto e prestativo ao se oferecer para realizar o ''teste'' sordido e velado do reporter ao ir de encontro ao bloqueio de seus acessores dizendo "não vamos logo que a gente mata logo isso aqui", ao que bem me parece vítima de algo que vai além de sua alçada e capacidade de dicernimento. Interessante como a poucas eleições atrás, outro deputado foi eleito desbancando o recorde de nosso atual presidente, o Lula, como deputado mais votado da história, na época o deputado Enéas. Direitista, por muitas vezes aparentemente insano, e eleito utilizando o mesmo formato de campanha de Tiririca, ou seja, sensacionalismo, bordões bem elaborados e marketing de ponta não teve problemas em assumir a cadeira pois era médico e provavelmente não tinha problemas para escrever seu nome, o que por muito tempo foi o necessário para ser classificado como alfabetizado no Brasil, o que remonta os tempos do MOBRAL, caso não recorde ou não tenha vivido tal movimento basta consultar o Dr. Google ou a Dra. Wikipedia, eles vão lhe refrescar a memória ou te dar uma aula de história.
Se bem fui informado, quem assumirá a cadeira, ou melhor uma das cadeiras, que por direito, seja bom ou ruim, é de Tiririca será o então primeiro suplente José Genoino acusado de ser organizador da equipe de mensaleiros. Por bem ou por mal, respeito a história do nobre guerrilheiro, uma vez que o mesmo dividiu cela com pessoa que tenho extremo apreço e que não encontro mais, neste mundo pelo menos. Mesmo que tenha sido acusado de ter colaborado com o Exército após sua prisão em 1972.
Com sinceridade, não sei ao certo quem preferiria na cadeira em questão, o então deputado eleito Francisco, vulgo Tiririca ou o caro suplente Geraldo, digo Genoino. Portanto, reconhecendo minha incompetência, graças a Deus, para julgar tal caso, deixo a cargo da justiça que apesar de cega, não falha e lembro que pior que ser cego é deixar de ter memória para ter uma vaga lembrança, algo inerente a todo brasileiro, não me excluo, pois "Sou brasileiro e não desisto nunca."

Contente...

"Seja contente por nada e apesar de tudo."

Me roubaram...

Recebi por email a poucos dias o seguinte artigo, e refleti nele algo além de seu título e tema, algo que acrescento após o texto, de maneira a não tentar roubar a importancia do mesmo.


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  Por favor, não roubem seus colaboradores

 João Alfredo Biscaia*

 Muito provavelmente, os leitores deste artigo devem considerar o título extremamente agressivo, inclusive deselegante.
 Proponho que tenhamos muita calma e atenção sobre esse assunto, pois para mim, realmente, existem muitos 'ladrões'
 nas organizações, não do dinheiro das empresas, mas sim das pessoas que com eles trabalham.

 A argumentação que tenho sobre essa afirmativa foi baseada no livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que tive  o enorme prazer de ler e reler. Permito-me dizer que o livro me foi emprestado pela minha ex-sogra, acompanhado do  seguinte bilhete: 'Este livro é bom demais para ficar na prateleira'.

Principalmente em razão do bilhete, me encorajei em não deixar 'engavetado na prateleira da minha cabeça' as conexões que consegui fazer durante a leitura deste livro com a realidade das organizações e nas atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam de líderes de pessoas, apenas em função do cargo que exercem.

De todos os prazeres e sensações agradáveis e muitas vezes tristes, que a leitura deste livro me proporcionou, a mais marcante e significativa para mim foi a seguinte:

Em conversa com seu filho Amir, Baba afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.

Ele justifica essa afirmação, dizendo:
  • Quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser 'verdade', você está 'roubando' o direito dele saber o que você sente a seu respeito.
  • Quando você mata alguém, você está 'roubando' o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou.
  • Quando você 'maltrata' alguém, você está 'roubando' o direito dessa pessoa de ser feliz.
  • Quando você mente para alguém, você está 'roubando' o direito dela conhecer a verdade.
Como decorrência dessas assertivas, imediatamente surgiram em minha mente os inúmeros 'roubos' praticados nas organizações.

Relaciono alguns deles para que os leitores possam examinar se, em sua organização, eles são praticados.
  • Quando você chega atrasado em uma reunião, você está 'roubando' o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada.
  • Quando você quer, ou impõem, que seus 'colaboradores' (não podemos mais falar subordinados, é um termo ofensivo, dizem alguns), fiquem trabalhando rotineiramente após as 8 horas diárias, você está 'roubando' o direito ao lazer, ao estudo, além do prazer que todos nós temos em desfrutar da companhia da esposa, filhos e dos amigos do coração.
  • Quando você pede urgência na execução de determinada tarefa, e depois não dá a menor importância, você está 'roubando' o seu colaborador.
  • Quando você pensa que alguns de seus subordinados não estão correspondendo às suas expectativas, e nada diz, você está 'roubando' a vida profissional deles.
  • Quando você fala a respeito das pessoas e não com as pessoas, você está 'roubando' a oportunidade deles saberem a opinião que você tem a respeito deles.
  • Quando você não reconhece os aspectos positivos que todas as pessoas têm, você está 'roubando' a alegria e a satisfação que todos nós precisamos por nos sentir valorizados e úteis. Além de 'roubar', você está sendo o principal gerador de um ambiente de trabalho desmotivador e desinteressante.

Tenho hoje a convicção - não a verdade - de que realmente só existe um único pecado que qualquer profissional pode cometer no exercício de cargos de liderança:
NÃO DIZER, DE FORMA EXPLICITA, CLARA E DESCRITIVA, COMO PERCEBE E SENTE OS DESEMPENHOS E OS COMPORTAMENTOS DAS PESSOAS COM QUEM TRABALHA.

Todos nós temos um discurso fácil ao afirmar que é imprescindível haver respeito e consideração com todas as pessoas com quem convivemos, quer no plano pessoal ou profissional. Pensar e falar são coisas extremamente fáceis.

O grande desafio está no agir, no fazer, no praticar aquilo que se diz ou pensa como sendo o certo, o correto nas relações entre as pessoas. Não valemos pelo que pensamos, mas sim pelo que realmente fazemos.

Tenho constatado, como base no mundo real, que a maioria das pessoas deixa de se manifestar sobre como percebe e sente o comportamento das pessoas com quem convivem. A racionalização por não dizer nada é baseada no argumento de que, 'afinal, ninguém é perfeito' e vai acumulando insatisfações, com reflexos inevitáveis nas relações.
Acrescento que o pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração. Dizem que as pessoas admitem boas ou más notícias, detestam surpresas.

Tomo a liberdade de recorrer a um artigo escrito por Eugenio Mussak, na revista Vida Simples, do mês de julho deste ano. Ele é enfático ao afirmar que feedback é um a questão de respeito e consideração para a outra pessoa.

Chego à conclusão de que só damos feedback para as pessoas que respeitamos e gostamos.

Dar e receber feedback são questões básicas e essenciais para a existência de uma relação saudável, duradoura e, principalmente, respeitosa.

Considero oportuno lembrar, também, que todas as coisas que prestamos atenção tendem a crescer. Se olharmos, tão somente os aspectos negativos de alguém, esses tendem a crescer aos nossos olhos.

O inverso também parece ser fatal. Se dirigirmos nossas observações a respeito das questões positivas que todos nós temos, existe a grande possibilidade delas também crescerem.

Em síntese: sugiro a você que façamos um exame de consciência profundo nas diversas relações que mantemos. Se pergunte com bastante freqüência: Será que eu estou 'roubando' de alguém algumas informações ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal e profissional? 


"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses." 

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Reflito
 
Lembro que a poucos dias, ao dar mais um passo na tentativa de renovar laços com uma família que abandonei, uma família que era minha por adoção e eu era dela quase que por direito fui arrematado a um território de tristeza profunda. Responsável foi persona que tinha sobre mim uma autoridade, não autoritarismo, como que de pai, me disse, seja por mágoa ou qualquer outro motivo inerente a um ser humano traído, que via em mim alguém extremamente egoísta. Como fui de coração aberto pronto a levar qualquer golpe fatal que me arrebatasse deste mundo para outrem melhor e sem tanta dor, indaguei com uma lágrima quase que correndo de meus mareados olhos: "Deveria ter me dito antes, assim teria tempo ou pelo menos chance de mudar.". Aparentava no momento em que disse isso, surpreso pois não contestei o que disse, apenas o questionei pelo fato de não ter me dado a oportunidade de saber daquele defeito tão vil, acredito eu que não é pecado ter defeitos tampouco ignorar a existencia deles, pecado é querer permanecer nos vícios em que os defeitos implicam. Hoje percebo que roubei o direito a felicidade de muitos que amava mas também me roubaram a chance de mudar, não me faço de vítima nem culpo ninguém pela minha tristeza ou erros que cometi, meus erros são sinais de que não tive medo de tentar ser feliz, mas "dá a César o que é de César", apenas constato. Por bem de mim não busca a felicidade, efêmera e que depende de que tudo em volta esteja de acordo com as espectativas para existir, mas sim um contentamento que beira a insanidade, algo que dá sentido ao conceito de alegria, meio Pollyanna e insano de ser, um sentimento vivo e palpável que mora em meu coração e sempre que as coisas andam difíceis me sussurra aos ouvidos: "Seja contente por nada e apesar de tudo."

Constato minha dependência...

"Fogão ou homem sem mulher é a mesma coisa, você pode ter o melhor mas ele não vai fazer nada sozinho."

Eu queria dois novembros...

Já eu preferiria, por uma única vez, viver por duas vezes o mesmo dia.

"Improvisação"...


Percebo na improvisação um que de homem torto, machucado pela vida que encontra na vontade de viver algo que o impulsiona para além de suas limitações. Ele faz de si algo que beira a perfeição do axioma de Sartre tal como prova de que o que realmente faz diferença é o que o homem "...faz do que fizeram dele.".

PS. A foto é de autoria de ma'Brother Alan Mattedi, para mais fotos de sua autoria procure por ele no Facebook.

O que carregarei destes dias...

Por bem de mim, herdei de pai o nome de Antonio, do latim, grego, chines ou cearenço, não recordo agora, aquele que nao tem preço.
Inda bem pois se pudesse me por preço, quando me perguntassem como "quem nao quer nada": -Tua mae te vende vende? Responderia de pronto: "O kilo É dois reaul e aproveite que tá em promoçao." Faria isso nao por maldade nem desaforo, mas sim na esperança de escutar: "Troca em 2 gramas de amor?". Assim teriam de mim sempre algo pra lembrar, a mais do que pude fazer, ter ou sentir. E em troca ganharia e carregaria para sempre o que ganhei de todos os que me viram na Verdade um dia.
Mas ma'God num me quis divisível, por isso apenas me esforço para me doar por inteiro em cada momento, nao para levar algo comigo e sim para deixar algo por onde passo: saudade, pois é o que carregarei destes dias "tao curtos como um sonho bom.".

"Once, a pioneer. Twice, a prostitute."...

Disse Jim Morrisson, quando interrogado por um grande, desesperado e quase choroso produtor da TV americana, por ter "gritado" 'sonoramente' irado e desbravador 'high' (alto) durante uma transmissao ao vivo ao cantar com sua banda uma de suas mais famosas melodias.
O problema n foi a palavra propriamente dita, mas sim o contexto em que ela estava inserida. Precedida por um 'get'(ficar), tornava automático a associaçao a drogar-se, que era o que a cançao realmente queria expressar.
Bem ou mal, tal executivo havia alertado que deveriam substituir durante a transmissao aquele promiscuo, perigoso e herege 'verbo' por algo mais light ao inves de alto. Algo interpretado como um contracenso por Jim pois ele deveria achar lógica no fato de que o que é mais leve geralmente está no alto.
Ao fechar delicadamente a porta do camarim onde estava a banda 5 minutos antes de entrarem no ar, o poeta da banda olha para Jim e pergunta: o que faremos agora? - Eu que sei!? Quem escreve as letras e vc! - Responde a voz do grupo, confiando a missao a quem mais experiencia tinha com as palavras.
Por fim de contas. Jim fecha a conta de suas aparições naquela emissora seguindo de maneira ortodoxa a receita da letra original sem tirar nem por virgula ou acento, de madeira, ferro ou plástico biodegradável.
Lembro de escutar o entao já caleijado 'producer' sentenciar: "Vcs nunca mais cantarão na TV". Jim com im sorriso misto de pegadinha do faustão e siceridade sarcastica com pitada de ironia agridoce atesta: "Nós acabamos de fazer isso 'dude'(carinha, meu, mano, irmão)" e encerra o diálogo com o título ou tema deste relato: "Da promeira vez, pioneiro. Da segunda vez, vagabunda." ao pézinho de letra.