domingo, 11 de abril de 2021
... da mesa ao prato.
"...te pego na escola..."
terça-feira, 16 de junho de 2020
... ranço ...
... viver a expectativa é...
... como tomar um vinho pelo rótulo
... e não pelo gargalo
... e n pela boca... e com a boca.
é não beijar a garrafa... é beber com os olhos...
é usar cabeça da maneira errada...
não sentir..
mas medir..
não viver...
mas contar..
contar vantagem... contar nos dedos... contar o fato...
desistir do fardo
... de sentir.
do fardo que é amar.
morrer como peru...
sem celebrar a vida, sem beber o vinho,
sem beijar a moça, por sob o visgo.
é beber no alambique a cachaça que queria no barril repousar...
para depois amargar... arder... pulsar... cantar... da garrafa.. para a boca,
em trago, de embriaguez odor, sabor e vexame,
vexame gostoso de historias pra contar... lembrar, cantar...
na poesia do poeta, cantor e verso do bêbado... que nada tem...
além de um sapato gasto que nada vale
além dos caminhos que trilhou.
é fumar cohiba... como cojiba...
e depois lembrar de um cojiba que teve mais sabor..
mais leve, sem o peso da obrigação de ser...
apenas sendo...
fumo... fumaça... sabor e graça...
apenas mais um trago.
quarta-feira, 10 de junho de 2020
Identidade...
pedem identidade.
quero a metamorfose de Nietzsche e do Seixas
que ser incendiário e bombeiro
que brinca de polícia e depois ser o ladrão que roubou a vergonha alheia
quero a tormenta de um mundo inteiro de sãos em um copo d'água...
quero tudo de graça e bem pago
com a beleza e delícia efêmera
de um trago
ser as paixões de todas putas
e a fé de todas as prostitutas
vestindo o hábito imaculado de quem já confessou e pagou todos
e por todos pecados do mundo.
quero vida em todos os dias
e o descanso em apenas um.
Girassol...
um dia...
eu que sou o sol..
conheci um girassol...
encabulado por ele a me olhar..
fiz chuva brotar do olhar de uma nuvem que quase me tocou.
ele sorriu pra mim...
e continuou a me encarar.
quase me tocou a fronte com um beijo a cantar...
as delicias de um dia que demoraram a findar...
um dia inteiro de amor e lascívia em uma troca de carícias
sem sequer me tocar.
quando dei por mim já era noite
perdi o dia
o girassol
a beleza que via
e só a noite escura e fria veio em mim que sou o sol...
morar.
"... meu filho."
na desgraça dessa guerra..
na fatídica noite e treva,
a beleza do verde dos teu olhos que refletem a pureza de tua petiza alma.
teu sorriso reluzente
de minha sombra carente,
me prende a voz,
me tortura como um nó em nós que de tanto
não se vê, pela falta que faz.
deixo para ti,
o ignorar da contagem de corpos,
a tristeza dos mais de inúmeros mortos...
lembranças... que saberás apenas por periódicos,
que com o tempo de tão amarelos como meus dentes,
já não te ferirão alma, como feriram, a quem te guardou.
te guardei em segredo
te guardei em meu peito,
te guardei distante
te guardei constante
dentro de mim.
no meu pensamento,
que vê o paraíso em ti, em cada desaviso,
distração, e olhar perdido,
para o horizonte da alma, que anseia contigo estar.
...meu filho.
Desafios veredas
Desafios Veredas
... eis-me pois, entre veredas
Peso e leveza nos ombros
Frutas doces ou ora azedas
Chã, obstáculos, escombros
Futuro distante, adiado,
Indefinido... Longe paragens
Só o vento como aliado
Acumulando miragens
Sonhos impróprios
Pesadelos madrugadas
Mosaicos, caleidoscópios
Zumbis X Fadas
Difuso, confuso...
Quem disse que daria certo?
Quem disse que seria táctil?
Quem disse que seria perto?
Quem disse que seria fácil?
sexta-feira, 8 de maio de 2020
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Josué...
"a razão científica não pode abranger em sua totalidade a razão vital."
nem conhecia tal frase...
ate acredito que conhecia...
porém nunca havia dedicado tanta atenção a ela...
ou talvez,
ela hoje tenha me aparecido diferente...
talvez o leitor hj seja diferente...
é...
presuposto q o autor,
há muito não pode mudar o dito...
é certo...
mudei eu.
domingo, 19 de maio de 2019
'Viver não é preciso, navegar preciso...'
Escrever me acalma a alma, que da pena da pena de tanto a trabalhar,
bem passaria o dia, sem nada a fazer, apenas vendo o tempo passar, e escutando os pássaros,
os amigos, as confissões, angústias e lamúria, úmidas ou ríspidas, que furam como prego,
ou que evaporam como água de nuvem ao tocar a rio de lava, de vulcão, que escorre para o mar como fio de choro deságua na boca de uma menina tristonha...
suave, calmo, à praia, indômito, feroz, implacável, agressivo,
no oceano, ou mar, morto, como pedra, sem vida que viajou, do centro da terra, aos mais obscuros, e rarefeitos ares da atmosfera, para morrer no fundo do mar.
É quando melhor sinto a pequena morte de cada dia, talvez ate pequena morte literal da cultura hindu.
Gozo acidental de quem não pretendia chegar ao nirvana, mas apenas se deliciar com a dança dos dedos sobre as teclas, que cantam, mas apenas produzem a mesma nota, timbre, e ôco som de "tec", a cada compasso mal dado de um coração sofredor.
O grande poeta disse uma vez "navegar é preciso, viver não é preciso", bem sei que não preciso de nada disso, pois pouco importa a exatidão do viajar, ou a incerteza de nossa grande viagem, mas simplesmente, pratico plágio descarado, indolente, sarcástico, mas ao mesmo tempo "sem cera", ou sincero se preferir, 'viver não é preciso, navegar preciso, pois escrever é indescritível'.
...e o q é preciso percebe-se em fim... ou ao fim... no final... o q preciso fosse... o que preciso é... é tocar em frente... sem medo... solavante... e mesmo que sob o sol... avante...
reto...
firme...
intrepido...
vai!
vai!
vai!
vai meu povo cantando... e sigo junto "...tocando em frente".
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
UMA ALUMIARA PARA TOM
Hoje acordei dentro do tom.
Pensei no Tom.
Pensei nos tons
Nos sons, nos sonhos.
Pensei en Fabi e nos Tonhos.
Hoje, eu acordei inspirado
Eu vi Tom iluminado,
Eu vi Tom abençoado
Ouvi um som:
Tom... tom... tom som...
Hoje eu ouvi o sino,
Ouvi o choro de um menino
Choro que o coração cala
Pois o choro é sua fala...
Hoje, eu vi e ouvi o hoje
Vi esquilos, vi fada e gnomos
Eu vi o sou, o és e o somos
Hoje, eu a cor dei.
Hoje, a cor vi
E vi flores, cores e sons.
Em todos os seus Tons
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
A...Rebentou...
Nasceu azul...
Segundo segundo escalão...
Sub dos subs...
Captaozete... Que por "des-aviso" e desavisado hoje manda em generais de toletes...
Mas poderia... E sem demagogia... Ser rosa como a mãe...
Ou quem sabe seja...
Firme...
Resistente...
E "firmemente"...
Inexoravelmente...
Inoxidável...
E hj reluzente...
Vermelho,
como o pai.
sábado, 16 de junho de 2018
Me desculpem... Mas não vou me desculpar.
domingo, 9 de abril de 2017
Eu fui...
A qur vontade...
De te ter a beldade... e com um pouco de insanidade...
Destilar teu desprezo...
Te amarrando... te batendo... te cuspindo... estuprando teu infinito...
Em magnitude de dor suprindo...
Minha ansia por te fazer doer...
Mas me vem a tona que isso não é um sonho...
Que ja em minha cama... um corpo quase sem vida depois de tao violado e maltratado... surrado... lambido e chupado...
E derrepente e quase de repente percebo...
Que apesar do desejo...
Encondido encrustado no fundo do peito...
O que eu quero mesmo é nem te ver...
Mas quando estou a ir...
Para talvez... um nunca mais ...
Abres o que consegue do teu olhos inchados e violáceos... e me sussurras distante como que em um ultimo suspiro...
Nao demores a voltar meu bem...
Vive a orgia... mas volta... so tu entendes minha deformidade mental... so tu me me satisfaz os desejos...
So tu me possui desse jeito...
Torto...
Vil...
Violento...
E que me marcou...
Pois quem te pediu pra bater mais forte...
... fui eu.








