quinta-feira, 30 de março de 2017
quarta-feira, 29 de março de 2017
domingo, 26 de março de 2017
Tintilar
A noite chega mais uma vez...
E so a companhia do cigarro... o televisor sem som e o tintilar da maquina de escrever aos impulsos de meus dedos e minhas angustias acomodam minha solidão.
As gotas de suor de um copo de uisque resplandecem a beleza triste de um "gouche"... de um pé esquerdo que não se adequa por não entender a pressa do dia.
Que não compreender o porque do sol se por... o porque de um adeus... o porque de não poder tomar banho duas vezes no mesmo rio... o porque da efemeridade da rosa...
E o silêncio que teima em abafar de maneira hermética e cruel o grito em meu peito... me pune... consola...
E me faz homem... e me faz depois de mais um trago no uisque... findar minha angustia e ter ciencia do que me resta...
esperar o sol nascer mais uma vez.
sábado, 25 de março de 2017
As manchetes...
A solidão da madrugada
Me aflinge os pensamentos...
Atiça os demonios em mim
E a as amarguras e finais de frases sem ponto final se fazem mais presentes.
Minha inquietude se faz mais evidente..
E se mais evidente e dificil de desperceber...
Dissimular.... a inquietude que encubro na nevoa de meu ar contemplativo...
Intelectual de quinta...
Das quintas... de bons vinhos... e botequins de conversa fiada.
De atualidades que se repetem ao longo da historia... e estorias...
Das lidas de tantos... em raiar e por de sois....
E das decadas e tantos planos e tantas ideologia... que se repetem ao longo dos seculos... que traduzem tambem numa mesmisse as repeticões das eras do universo....
E eu com tantos pensamentos... sou obrigado a digerir apenas as manchetes dos impressos do dia seguinte.
sábado, 26 de novembro de 2016
Envelhecemos juntos...
Tudo começou... num dia do céu claro
..
Um daqueles dias raros em que não ha uma nuvem a adornar o céu...
Você de salto alto... uma calça de jeans a colar no corpo, mas sem ser vulgar...
Um relógio dourado e dois anéis na mão esquerda...
Cabelo misto de loiro e castanho claro e uma implicância estampada no rosto.
Eu vestindo branco... e nariz a sustentar meus óculos de lentes redondas e sem moldura...
Não conversamos... apenas trocamos farpas... com delicadeza...
Quando da segunda vez... minha mão por imposição de minha petulância... conheceu a suavidade de seu tornozelo esquerdo e em nosso quinto desencontro minha boca conheceu teu beijo.
E hoje conheço o significado de "envelhecer juntos"... teus chinelos ainda fazem companhia aos meus... nosso retrato ainda repousa empoeirado na estante...
Junto as fotos de nossos filhos e netos.
Percebo sua ausência... e espero o dia em que os mesmos óculos de nosso primeiro encontro repousem, para não mais serem usados, em meu criado mudo.
Reside em mim... apenas a esperança de nosso reencontro.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Pro mar...
terça-feira, 26 de julho de 2016
quarta-feira, 20 de julho de 2016
sexta-feira, 15 de julho de 2016
O folião...
Hoje...
na madrugada de uma segunda-feira...
após o dia de cinzas...
ocupo no trem o lugar de um aleijado qualquer... o pés doloridos e calçados por um tênis surrado, ou pelo menos o que sobrou dele.
Tal qual os blocos da folia... o trem abriga... acolhe de forma efêmera os que embarcam... pois tal qual no carnaval... ao fim do trilho, todos abandonam o trem... ate mesmo o o condutor...
Passageiros do bloco da vida abandonam os trilhos mesmo sem pedir parada... embarcam desavisados e desembarcam não por vontade.
Na ultima parada, velo sozinho a solidão do vagão vazio... guardando o estandarte manchado pelas lágrimas... e e com o peito cheio de saudade do derradeiro momento...
... o último carnaval.










