O vento bate...
o violeiro toca...
um dedo de prosa...
a lua nascendo...
crescente... indescente...
clareando nossa silhueta...
desenhando nosso amor na areia.
As ondas do mar molham...
nossas pernas em torno...
e o prazer entorno de nós.
O vento bate...
o violeiro toca...
um dedo de prosa...
a lua nascendo...
crescente... indescente...
clareando nossa silhueta...
desenhando nosso amor na areia.
As ondas do mar molham...
nossas pernas em torno...
e o prazer entorno de nós.
... mais um cigarro... o terceiro seguido...
mais prego no caixão... um suicidio calculado... o pigarro... as manchas de nicotina entre os dedos...
uma morte lenta a cada trago... a cada guimbada... e a cada faisca do esqueiro... a cada sopro de fumaça que enevoa o brilho da luz do poste que teima invadir a escuridao de meu quarto... dos meus pensamentos...
uma morte lenta...
ainda bem...
não tenho pressa.
Certa vez.... escutei de um homem...
não tão sábio... por ter sua alma...
rasgada por tantas mágoas...
por tantas lembranças... por tanta dor...
Não se deve confiar em pessoas que não gostem nem crianças nem de animais.
Por certo... uma verdade... inexorável... e sábia.
... antes do café....
dois 5 minutos depois...
antes do almoço...
três 5 minutos depois.
5 minutos antes do jantar...
3 ou 4 cinco munutos depois.
2 cinco minutos antes de dormir.
e mais alguns 5 minutos nos intervalos.
os cinco minutos guardados...
...
...
...
...
...
... dentro de cada cigarro.
"...preciso comprar outro relogio... neste meu, as horas passam muito devagar..."
... cantaro-lo pelas ruas...
viadutos... pracas e pontes...
tal qual sabiá em pleno verão.
das angustia que sinto...
nem mesmo Deus tem a menor noção.
Herege... pecador... "mea culpa" que sou... em neurose plena:
classifico-me em segredo... santo... a parte... separado... mais do que "gauche"... tão infeliz quanto qualquer Pessoa...
... quanto qualquer fingidor...
... quanto qualquer poeta.