terça-feira, 4 de novembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
O anti-natural...
Espero em nunca permitir a meus pais vivenciar a maior dor que um homem pode sentir... seria o maior desgosto, dentre tantos que já lhe dei...
Vivenciar a morte de um filho é viver o anti-natural... pois Deus não reservou pesar maior do que ver o fruto de sua carne apodrecer antes de maduro...
E por mais maduros e saborosos que nossos filhos sejam... sempre serão verdes aos nossos olhos...
Espero conceder essa graça ao meu velho... e pedirei ao meu filho esse favor.
Uma ouvinte de minha rádio nacional...
"Cartas é que possuem destinatário,
poemas, só remetentes."
Um domingo democrático...
Ha poucos dias, em um domingo, vi muitos a rua... vestidos de azul... tremulavam bandeiras... gritavam palavras de ordem... levantavam as mãos... e até mesmo dançavam.
A uma distancia segura... a salvo dos bordões das flâmulas inflamadas e dos versos algumas vezes violentos... outros quais, vestidos em vermelhos agindo em igual insanidade curtiam e lutavam, e pareciam tentar decidir "no grito" quem era o "bloco" mais belo.
Apreciei por muito... tentado a escolher um lado... e aqueles guerreiros tentando me seduzir.
Uma festa bonita...
Uma luta bem combatida...
Uma dança democrática... da qual todos podiam participar... sob a graça e a vigília da igreja que repousava ao largo de uma praça com fontes que banhavam belíssimas vitórias régias.
Dentro e diante de tantas confusões... de tanto barulho... e de tanta dúvida entre o azul ou o encarnado... me surge uma moça morena... bela... com saia celeste... justa e curta... sedutora... e uma blusinha que de tão transparente me deixou em dúvida se realmente era bordô... belos adornos e um gingado digno de uma baiana em uma roda de samba...
seu nome: Diana, me respondeu a mulata gostosa...
e na duvida entre os cordões do pastoril... depositei meu voto na esperança do amor gostoso... e uma noite bem dormida nos braços daquela doce menina, e quem sabe...
senhorita.
O taxi
Baseado em http://antoniomoraesfilho.blogspot.com.br/2014/08/um-taxi.html
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
for my sad bitch...
Sometimes... I remember you... I draw a sun on the dark days of a blank white sheet of a shit paper...
Everytime... I remember you talking about me... Everytime I think of you, I see you saying something about my future... You talk me true... You talk through my heart... you know my heart's secrets, my fears and my soul...
And my destiny is sealed... And when I remember... I try to keep you near me... I try keep you with me... in my heart... and suddenly in a sunny day, even with the rain coming down... you are with me.
And...
I'm still with you.
I'm still loving you...
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Desleixo...
A gota pinga do bico da torneira...
Banha a porcelana branca da louca...
E dentre tantas outras gotas,
serpenteia.... dançando... livre....
A cometer sucídio, saltando do precipício no ralo.
No princípio... vida,
... ao fim,
... esgoto.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Você...
Me angustia...
... não a morte.
Mas o medo de minha ausência não ser percebida...
Medo de ninguém sentir minha falta...
De ninguem sentir saudade...
De ninguém notar que não faço mais barulho com meu violão...
Com o acelerador do carro...
Com o barrufar do punho de minha moto...
Ou o desafinar de minha voz estridente...
Mais calmo... e a luz me parece mais atraente... e percebo... e tranquilo... me vou...
Pois sei... alguém sentirá saudade...
Dos meus escritos.... de minha presença... de meus carinhos...
Alguém sentirá saudade...
...você.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Distante...
Sou um cara distante...
Distante de todos...
Distante das coisas...
Distante de tudo.
Alheio a sentimentos de momento...
A margem dos colóuios coloquiais do cotidiano...
Ignorante das manchetes do jornal do dia... e displicente quanto a soma de vitimas do "Bandeira Dois", creio extinto programa policial de rádio.
Assimilo os dias em doses homeopáticas...
Por correspondência...
Por telégrafo...
Por carta...
Distante em face... distante no tempo...
Distante...
até de mim.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Um taxi...
Um taxi...
Por conta de uns goles de cerveja.
Quatro amigos... uma balada...
Um taxista... jornada dupla... e uma noite sem dormir na com o filho no hospital...
Linha vermelha... a vontade de chegar em casa... velocidade... um cochilo... uma curva... a mureta...
Três mortos... dois aleijados...
Nunca mais corri... nunca mais tive o controle de meus pés... nem sequer pés... pois me sobrou apenas um...
Porém, mais triste foi o destino de Antonio... recebeu pelo seguro do veículo... comprou outro taxi...
Repousa em sua garagem... com cheiro e novo... seu cunhado dirigiu até sua casa...
Antonio... nunca.
Antonio só usa onibus e metrô... nunca mais entrou em outro carro... pensar em dirigir outro carro lhe causa crises de pânico... e a culpa lhe corroe a alma... a sanidade... lhe torna a vida algo semelhante a tortura...
Não piso com os dois pés... não ando com um após o outro... mas minhas rodas giram... me levam onde quero... ao contrario das rodas do carro de Antonio...
Aleijadas... tal qual o dono.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
E fico aqui...
... e fico aqui...
Na poltrona...
Junto ao abajur...
Esperando a noite passar...
Como fiz ontem...
Como fiz em tantas outras noites a te esperar.
A porta e janela fechadas para o mundo...
Sufocam o que sinto...
A dor...
Tristeza...
Angústia...
Saudade...
Sufocam minhas vontades...
Minha vontade de continuar aqui...
Desligo a luz do abajur...
mas continuo aqui...
com os olhos abertos a espera de um fim que não vem.

