segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O anti-natural...


Espero em nunca permitir a meus pais vivenciar a maior dor que um homem pode sentir... seria o maior desgosto, dentre tantos que já lhe dei...

Vivenciar a morte de um filho é viver o anti-natural... pois Deus não reservou pesar maior do que ver o fruto de sua carne apodrecer antes de maduro...

E por mais maduros e saborosos que nossos filhos sejam... sempre serão verdes aos nossos olhos...

Espero conceder essa graça ao meu velho... e pedirei ao meu filho esse favor.

Uma ouvinte de minha rádio nacional...

Me perguntaram um dia pra quem eram meus poemas...

"Cartas é que possuem destinatário,
poemas, só remetentes."

Um domingo democrático...


Ha poucos dias, em um domingo, vi muitos a rua... vestidos de azul... tremulavam bandeiras... gritavam palavras de ordem... levantavam as mãos... e até mesmo dançavam.
A uma distancia segura... a salvo dos bordões das flâmulas inflamadas e dos versos algumas vezes violentos... outros quais, vestidos em vermelhos agindo em igual insanidade curtiam e lutavam, e pareciam tentar decidir "no grito" quem era o "bloco" mais belo.

Apreciei por muito... tentado a escolher um lado... e aqueles guerreiros tentando me seduzir.

Uma festa bonita...
Uma luta bem combatida...

Uma dança democrática... da qual todos podiam participar... sob a graça e a vigília da igreja que repousava ao largo de uma praça com fontes que banhavam belíssimas vitórias régias.

Dentro e diante de tantas confusões... de tanto barulho... e de tanta dúvida entre o azul ou o encarnado... me surge uma moça morena... bela... com saia celeste... justa e curta... sedutora... e uma blusinha que de tão transparente me deixou em dúvida se realmente era bordô... belos adornos e um gingado digno de uma baiana em uma roda de samba...

seu nome: Diana, me respondeu a mulata gostosa...

e na duvida entre os cordões do pastoril... depositei meu voto na esperança do amor gostoso... e uma noite bem dormida nos braços daquela doce menina, e quem sabe...

senhorita.

O taxi

Por Antonio Moraes Filho & Armando Coelho Neto

Um taxi...Por conta de uns goles de cerveja. Quatro amigos... uma balada...Um taxista... uma jornada dupla... uma noite sem dormir na com o filho no hospital...Linha vermelha... lua vermelha, farol vermelho...Vontade de chegar em casa... velocidade... um cochilo... uma curva... uma mureta...- Linha vermelha... lua vermelha, farol vermelho...Três mortos... dois aleijados...Nunca mais correu... nunca mais teve o controle de seus pés... nem sequer os pés, assim no plural - pois lhe sobrou apenas um...Porém, mais triste foi o destino de Armando... recebeu pelo seguro do veículo... comprou outro taxi...Repousa em sua garagem... com cheiro de novo... seu cunhado dirigiu até sua casa...Armando nunca.Armando só usa ônibus e metrô... nunca mais entrou em outro carro... pensar em dirigir outro carro lhe causa crises de pânico tão intensas quanto a culpa que lhe corrói a alma... a sanidade... Armando e sua vida que se assemelha a tortura...Não pisa com os dois pés... não anda com um após o outro... - Mas e o outro!? - Acho que seu nome era Antonio- Bem... Antonio e suas rodas giram... elas o levam onde quer... ao contrario das rodas do carro de Noel...Aleijadas... tal qual o dono.

Baseado em http://antoniomoraesfilho.blogspot.com.br/2014/08/um-taxi.html

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

for my sad bitch...


Sometimes... I remember you... I draw a sun on the dark days of a blank white sheet of a shit paper...
Everytime... I remember you talking  about me... Everytime I think of you, I see you saying something about my future... You talk me true... You talk through my heart... you know my heart's secrets, my fears and my soul...
And my destiny is sealed... And when I remember... I try to keep you near me... I try keep you with me... in my heart... and suddenly in a sunny day, even with the rain coming down... you are with me.

And...

I'm still with you.
I'm still loving you...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Desleixo...

A gota pinga do bico da torneira...
Banha a porcelana branca da louca...
E dentre tantas outras gotas,
serpenteia.... dançando... livre....
A cometer sucídio, saltando do precipício no ralo.

No princípio... vida,
... ao fim,
... esgoto.

... já falo demais...

"...já falo demais sobre meus sentimentos... demonstra-los seria um exagero."

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Kauê Muniz" - Antonio Moraes Filho - Nikon D90 / 18-200mm - Recife - PE (Setembro/2014)






"Kauê Muniz" - Antonio Moraes Filho - Nikon D90 / 18-200mm - Recife - PE (Setembro/2014)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Você...

Me angustia...
... não a morte.

Mas o medo de minha ausência não ser percebida...

Medo de ninguém sentir minha falta...

De ninguem sentir saudade...

De ninguém notar que não faço mais barulho com meu violão...

Com o acelerador do carro...
Com o barrufar do punho de minha moto...
Ou o desafinar de minha voz estridente...

Mais calmo... e a luz me parece mais atraente... e percebo... e tranquilo... me vou...

Pois sei... alguém sentirá saudade...

Dos meus escritos.... de minha presença... de meus carinhos...

Alguém sentirá saudade...

...você.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Distante...

Sou um cara distante...
Distante de todos...
Distante das coisas...
Distante de tudo.

Alheio a sentimentos de momento...
A margem dos colóuios coloquiais do cotidiano...
Ignorante das manchetes do jornal do dia... e displicente quanto a soma de vitimas do "Bandeira Dois", creio extinto programa policial de rádio.

Assimilo os dias em doses homeopáticas...
Por correspondência...
Por telégrafo...
Por carta...

Distante em face... distante no tempo...

Distante...

até de mim.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Um taxi...

Um taxi...
Por conta de uns goles de cerveja.

Quatro amigos... uma balada...
Um taxista... jornada dupla... e uma noite sem dormir na com o filho no hospital...
Linha vermelha... a vontade de chegar em casa... velocidade... um cochilo... uma curva... a mureta...

Três mortos... dois aleijados...

Nunca mais corri... nunca mais tive o controle de meus pés... nem sequer pés... pois me sobrou apenas um...

Porém, mais triste foi o destino de Antonio... recebeu pelo seguro do veículo... comprou outro taxi...

Repousa em sua garagem... com cheiro e novo... seu cunhado dirigiu até sua casa...

Antonio... nunca.

Antonio só usa onibus e metrô... nunca mais entrou em outro carro... pensar em dirigir outro carro lhe causa crises de pânico... e a culpa lhe corroe a alma... a sanidade... lhe torna a vida algo semelhante a tortura...

Não piso com os dois pés... não ando com um após o outro... mas minhas rodas giram... me levam onde quero... ao contrario das rodas do carro de Antonio...

Aleijadas... tal qual o dono.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

E fico aqui...

... e fico aqui...
Na poltrona...
Junto ao abajur...
Esperando a noite passar...
Como fiz ontem...
Como fiz em tantas outras noites a te esperar.

A porta e janela fechadas para o mundo...
Sufocam o que sinto...
A dor...
Tristeza...
Angústia...
Saudade...
Sufocam minhas vontades...

Minha vontade de continuar aqui...

Desligo a luz do abajur...
mas continuo aqui...
com os olhos abertos a espera de um fim que não vem.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sonhei...

Sonhei que você voltava...
Me acordava assim em uma noite de lua...
Com um beijo molhado e totalmente nua...

Me cobria e me aquecia do frio...
E ardiamos de paixão até a noite do próximo dia.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Tuas olheiras...


Mais uma vez a saudade me acerta em cheio,
um coração vadio, perturbado com tua ausência.

Que tanto fazes agora...
será que já esqueceste nossa história,
será que que outro ocupa agora um lugar que foi um dia preenchido por mim?

Será que realmente este lugar um dia foi meu!?

Sinto sua falta...
sinto falta da falta que você me faz por não estar aqui...

Tuas olheiras não me olham mais...

Não acaricias minhas costas...

Não gemes baixinho disfarçando o prazer.
Ao menos não junto amim,
ao menos não comigo,
quem sabe com um outro alguém...

seria ele digno de ti!?
uma coisa é certa, não te amará mais do que amei...
nem te esquecerás de mim,
nem mesmo quando estiveres nos braços de um novo amor.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Dois barcos na praia e o brilho do mar ...



"Dois barcos na praia e o brilho do mar ..." - Antonio Moraes Filho - Nikon D90 / 18-200mm - Olinda - PE

Luz do sol e a luz do Seu Fishér...




"Luz do sol e a luz do Seu Fishér, ao meio dia, no meio da ponte, do meio do canal." - Antonio Moraes Filho - Nikon D90 / 18-200mm - Recife - PE



segunda-feira, 7 de julho de 2014

Já consigo sorrir...

Já consigo sorrir...
O gosto dos teus lábios são umas saudade deliciosa e o sabor o teu corpo uma marca de lembraça que não preciso nem quero esquecer...

O vinho branco e seco desce suave e doce por minha garganta...

O travesseiro me acompanha o sono...
É o lençol que me aquece e não você...

E apesar do adeus... da saudade que nunca me deixará... e do amor que sempre sentirei por ti...

Viverei sorrindo... com um contentamento nutrido pela alegria de saber que um dia fomos um... e de que o nosso "felizes para sempre" nunca deixará de existir... e que será eterno em minhas lembranças o nosso amor...

Viverei de saudade...
E sorrindo para sol que entra pela fresta da janela... ilumina e aquece o que outrora era apenas frio e escuridão em meu peito.