sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O gato...

O gato arranha... desfia o par de calças do "smoking" que repousa no braço da cadeira de mogno da sala de estar...

Me distrai...
Me distraio com bolhas... o borbulhar do espumante de festa...

E assim... o gato me distrai... no quinquagésimo sexto fio me recordo que a usaria na cerimonia de amanhã...

O gato... que distrai deu um jeito de se eternizar em fotos e filmagem que seriam vistas até depois de sua morte... bodas de prata quem sabe um dia...

O gato... me distrai... se distrai...

E é so uma calça.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Não tens que sentir...

... medo de odiar ninguem...
... de amar, sentir saudade ou raiva.

Deves sentir medo de sentir desprezo...

...ou de não sentir nada.

Pois não sentir nada, esta reservado aos mortos.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Demônio Encarcerado...

Nascer do Sol e as Gaivotas...

A Rosa...

terça-feira, 16 de julho de 2013

Estrela, lua e cometa...




Equipamento: Nikon D90 (Lente Tamro 18-200mm) (16-07-2013)
Antonio Moraes Filho

sábado, 13 de julho de 2013

Partidos...

No Brasil, não ha partidos de esquerda ou de direita...
... quando se trata de roubar todos são ambidestros.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Onde moro...

Sou um homem de lugar nenhum...
Vivo em todo lugar e em lugar algum...
Moro no coração de quem me diz...

Te amo!

sábado, 22 de junho de 2013

ENTÃO PENSOU...

"A nau de um deles tinha-se perdido

No mar indefinido.
O segundo pediu licença ao Rei ..."

De repente, um cheiro de fumaça no ar, vindo de um lugar indefinido. Em princípio, parecia o cheiro da bandeira usada num protesto de estudantes, sendo queimada pelos vândalos. Bombas, explosões, palavras de ordem em meio à desordem. Mas o cheiro fica mais forte e ele acorda. O cigarro caiu no tapete roto.  Descobre, então, que torpe de sono, ele não conseguiu terminar de ler o poema de Fernando Pessoa, trecho da obra O Encomberto.  Por instantes, lembrara apenas de haver parado na palavra rei...

Era uma noite fria e chuvosa de um inverno tropical, o suficiente para inibir-lhe o pique aventureiro, sua sanha de caçador, um tanto quanto adormecida pela ressaca moral das reiteradas traições. Não à toa, posto que a mulher amada não o era em si. Era, na verdade, uma concepção idealizada de uma Gioconda, com a voz de "Dulcinéia, a malícia de Frinéia, a pureza de Maria", como ouvia, quando criança, seu pai cantar desafinado durante o banho, a canção Escultura protagonizada pelo cantor Nelson Gonçalves.

Fora acometido por um frenesi caleidoscópio de imagens que lhe ocorreram e se mesclavam a cenas de um vídeo de Engenheiros do Havaí, profetizando, antes do protesto, "que começa achar normal que algum boçal atire bombas na embaixada...".

Pobre aventureiro, pobre caçador, então cansado, vivendo sua ressaca moral, o peso de um dia de trabalho e o agito de um protesto difuso, amorfo, insípido, inidoro. Movidos pela revolta de ver jovens como ele apanhando da polícia, pelo simples fato de estar reinvindicando na rua menor preço nas passagens de ônibus. Incorporou a inquietação dos jovens às suas, que se somaram a outras tantas, que iam desde o anseio de consumo ao vazio sexual, a vacância da afetividade, amor. Revoltas pessoais aglutinando-se a anseios coletivos, que também se confundiam com os seus. O suficiente para, entre torpe, inquieto e sonolento quedar-se inerte. Então pensou – whisky ou Rivotril?

Enquanto buscava a resposta...

Sagrou-se Cavaleiro João de Santo Cristo, banhado no sangue da Legião Urbana que em desespero esperava o discurso de posse do novo Comandante Geral da Terra de Santa Cruz...

Bradou retumbante as margens do Paranoá... percebia-se Vargas e um tal de Juscelino sentados de pés molhados no lago... e servidos cada um de um dose de cachaça de Minas...

Quando o barulho ensurdecedor de um helicóptero, que emergia qual submarino, decolando para permitir que Roberto, vendedor de jornais, vestindo um terno de cor Azul Marinho, filmasse o ocorrido... sendo pilotado por um homem de nove dedos... que contava sobre o "espirituosismo" de tal de Esperidião. Com cinco tiros um em cada presidente...

Pediu ao copeiro chamado Cartola:
- Canta-me a musica das rosas...
               e traz ...

                    ...UÍSQUE E RIVOTRIL

Armando Coelho Neto
                  &
Antonio Moraes Filho

sábado, 15 de junho de 2013

Você vai...


E você vai...
vira a chave do carro e vai...
acelera e não olha pra trás.

Me resta a tristeza, a saudade, a cerveja...
e o meu violão.

... Pra sempre ...


Sei que valho muito pouco...

menos que do que você merece...

menos do que você pode ter a seu lado...
levar as festas... e apresentar a seus amigos...


mas não o que eu sinto... o que penso...
mas não os lugares onde poderia te levar...
o paraíso por conquistar viver... e nele te amar...

pra sempre...

pra sempre...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Lembra...

Lembra quando ficavamos abraçados na cama...

nus...

a luz da lua a nos vigiar... testemunhando o amor...

o suor...
os gemidos de prazer...
os movimentos lascivos e repetitivos do meu corpo sobre o teu.

Lembra da paixão em nossos olhos... nossos corpos ardendo como fogo e prontos para queimar em prazer.

Lembra...

domingo, 12 de maio de 2013

"Por-do-sol" - Samsung Galaxy S

quinta-feira, 9 de maio de 2013

IncaPAZ...

A paz invade minha vida...
...de tao convidada toma lugar a mesa e se serve de meus pensamentos...
Devora minhas letras... Temas... Paragrafos... Papéis... Seca o tinteiro...
Seca minhas lagrimas...
Arrebata minhas angustias...
Dissolve minha inspiracao... E transforma minha vida num verdadeiro tédio...
Me toma a vontade de escrever e a capacidade de destilar o sangue de meu sofrimento em linhas e versos...
Anseio a próxima tormenta... Seja vida, amor ou morte... Terei o que escrever nos próximos versos...

domingo, 28 de abril de 2013

A vida passa...

e você já não me escreve mais...
milhões de cartas, letras e versos...
... querendo saber como  você está,
o que vai fazer,
e o que é que há.

Tua ausência faz meus versos tristes ficarem mais tristes,
e a chuva fina da manhã de domingo ser tormenta em meus pensamentos,
e pezar no meu coração...
lágrimas se confundem com as gostas de chuva,
e esperam o dia em que serão lagrimas de alegria,
celebrando com uma canção, a volta do amor...

do amor teu que se foi,
tão orgulhoso, confuso, distraído e iludido,
pelo que todos pensavam,
pura e simplesmente por não ter escutado a voz do coração.

A unica ouvinte...

... de minha rádio nacional.

que me ouve no boteco em finais de semana tão banais.

Me olha de lado e questiona porque não canto mais...

devolvo a queixa: - Por que me deixaste.

Mas o boêmio volta ao bote,

mais uma vez desfila gritos e sussuros,

quem sabe assim minha amada, volta pra mim...

esquece as brigas de outrora, e ciúme vadio, deste vadio que vos fala.

Volta e vem viver comigo todas as aventuras que ainda hei de sonhar.

sábado, 30 de março de 2013

110... 120... 160...


Você me faz...

me fez em loquaz..

cantar...

gritar...

desafinar...

... amar.