terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

... 'menino'

Nos devaneios de meus dias em minha insegurança...

Corverso e confesso 'minhas' verdades...

... Medos;
Insegurança, Egoísmo, Irredutibilidade, e tantos outros defeitos que um canalha pode ter...

Amassando e jogando no cesto de lixo uma folha de papel onde estava escrito: 'autopiedade'...

Dou a senteça e me julgo: 'Acho q na verdade o problema é que ainda sou um 'muleki'... Que ainda não 'sou homem com H'

Ela
ciente...
Justa...
E com compaixão me diz:

- Você é um HOMEM!         ...                                 ...
...
...
...
...
...menino.

Carnaval... Carnaval... |Carnaval... Carnaval...

... eu fico triste
Quando chega...
                      o Carnaval.

Minha puta...
    triste
         não canta mais...

Não adoça mais os lábios meus...
     parece ter esquecido o sorriso...
          nos lábios de quem um dia amou.

Sou pierrô sem colombina...
      e a quarta de cinzas chega antes da sexta feira gorda.

Mas o amor que guardo prela,
    continuará aqui...
Seu sorriso um dia há de se abrir...
    E a paixão pela vida...
Haverá de arder novamente em alegria neste carnaval de saudade.

... e o Adeus escrito na carta que deixei será lido por ela apenas como um até logo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Amoroso...

Me perguntas onde estou...
Resmunga que sou apenas a sombra de quem te conquistou...
Que minha paixao murchou como a rosa com a qual te conquistei a primeira vista...

Hoje procuras neste corpo cansado o rapazote de outrora...
E o heroi de cavalo que só ingles falava...

Te rogo que entendas... As eras sao como a era e enfraquecem e sufocam a flor da paixao... Qual juvenil, fugas, efêmera... A de sucumbir ao peso dos anos...
Seus oculos é que estao embassados pela poeira do tempo...

mas todos dias te oferecerei um lenço, o mesmo lenço roxo bordado em cor amarela amor... E isso amorosamente.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Queixa.

De joelhos frente ao Criador
A incrédula criatura se queixa.
Perplexo com a perda do amor,
Pergunta - Por que me levastes a gueixa?

Armando Coelho Neto
(Tio Manduca)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Neruda e sus mañanas.

Tíbia manha sem sol no Serrado
Flores decantadas cobertas por cipós de ritiranas.
Um passaro não de todo encantado
Lhe traz Neruda e suas mañanas.

Armando Coelho Neto
(Tio Manduca)

Não quero...

Não quero teus olhos de tormenta marejados de saudade...
nem teus cabelos sedosos e perfumados...
nem tua orelha paciente confidente...
nem tuas pernas tenras e torneadas...
nem tua boca macia e saborosa...
nem tuas unhas selvagens e famintas...
nem teus seios duros e doces...
nem tua intimidade quente e molhada...

... quero tua alma.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Iracema...

Iracema...
Flor de açucena nos cabelos da morena com nome de flor...
... Flor do caminho e de outrora, uma pena.
Não te encontrar, não te ver, não sentir o aroma de café..
 e o cheiro cinza que compartilhavamos...
o sabor do tabaco, fruto do medo... sabor de pecado, do por vir.

Iracema, do caminho,
uma das que vale a pena,
       guardar,
       amar,

e plantar,

no coração.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O pássaro...


assumi ser... desde que criança, me descobri velho... pois nasci velho, consumido por pensamentos que resultaram de uma infância sempre a espera do pior. Primeiro um pássaro, não recordo bom, de que espécie, pois manchado de negro, o sangue negro, combustível do desenvolvimento agonizava, tendo a morte à espreita, vítima de mais um derramamento de óleo, desnecessário em uma praia distante de meus pensamentos, mas perto dos sentimentos que já espreitavam meu coração. Depois, a água, anuncio apocalíptico de uma guerra que já começou. A falta dela seria anúncio, fruto do desperdício e irresponsabilidades para com as matas que qual centuriões protegem a mãe de todos os frutos, animais e vida.
Então me veio outro Antônio, o dito Conselheiro, que surgindo de um livro de história me ensinou o significado do milenarismo, e de uma cultura que implica na necessidade de um fim próximo, para que o homem perceba que realmente estamos no fim... implicando então numa política de acerto de contas, da expressão do medo... medo do incerto, do que não se afere, se vê, e que só enxerga o coração do puro de fé.
Então o anuncio do bug do milênio, de outras ditaduras que surgiram com interesses não menos escusos daqueles que lucraram com a morte do mergulhão... E percebi que a propriedade, a necessidade que o homem tem de ter, prazer engatilhado pelo desejo, querer irredutível e mundano, nos distraem do que realmente importa.
Pequenas, simples, e tão importantes para uma vida de paz, contentamento e alegria... são o que realmente nos protegem do medo do incerto, do depois, do além...
A paz que hoje habita meu peito, de jovial cidadão, pacato e contente com o pouco, me veio de uma consciência de que é preciso ter medo para sentir o abismo interior que habita todo e qualquer vivente... e que a necessidade de preencher este vazio é suprida de diversas formas.
Coisas vazias, qual carro, praia, tv, futebol... distrações vis para um homem que procura preencher a aridez espiritual e que a cada passo que dá, frustra seus anseios, pois caminha na direção contrária, pois é incoerente preencher o íntimo com algo tão concreto.
Antônio me disse em sonho, que o profeta veio, e vem todos dias para aqueles que sentem sua presença... para aqueles que perceberam que nunca o etéreo será preenchido com o etílico, de cada posse, que inebria ainda mais a mente do humano mundano.
Longe de mim, pregar a pobreza absoluta, e só entenderia desta forma estas também humanas palavras, aqueles que realmente já comeram muito pão e desfrutaram de muito circo. Pelo contrário, é preciso comer, beber, sorrir, cantar, vestir e chegar... mas não fazer disso o caminho, e sim o meio.
Continuo, jovem, rebelde, e incendiário... pois o que guardo, é a imagem do pássaro... pois por ele não pude fazer nada...
Portanto, me resigno a cantar a música do pássaro que um dia cantei em viagem ao desfrutar as privações do tempo, e a tempo, perceber na atenção e sensibilidade de uma criança a esperança no amanhã.




Dedico ao tio Manduca, pela inspiração... pois estas palavras foram fruto de uma crônica publicada na revista Artigo 5o (www.revistaartigo5.org.br) que está logo abaixo... e pela graça de ser o responsável por meu primeiro impresso...




A canção é "Pássaro Proibido" em http://youtu.be/TWWnquASxxU .

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Te amo...

e insisto tanto em te dizer q quase desisto de fazer vc acreditar....
entao... qnd durmo e acordo ao seu lado... percebo q n ha jeito...
de desistir....
deixo de brigar... e como guerreiro derrotado, sigo os designios ditados por meu coracao.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Poucos principios de um fim...

Princípio físico inegável...
o que vai por onde foi...

voltará por onde veio.

O veio por onde foi...
voltará de onde veio...

Elá contente e satisfeito será.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

É notícia...

Fotógrafo: Antonio Moraes Filho
Equipamento: Suely Rios

domingo, 9 de dezembro de 2012

A ideologia morreu...

... No coração daquele em qual ela nunca...
Nunca, realmente viveu.

Morreu...
Naqueles em que era apenas sede juvevil...

Naqueles que já deixaram de ser icendiários e já viraram bombeiros...

Naqueles que já se omitiram, se corromperam, e que cansados não vão mais a guerra...

A guerra, que mesmo que difícil, cansativa, e por vezes inútil, ainda que a custa de muito ainda produz frutos raros...

Raros como a beleza de um sono tranquilo...
De uma paz de espírito...
Que só o soldado da paz conhece e tem intimidade...
Mesmo em tempos de guerra.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

... por Manduca ...

Foto: "Sherlokiando..."
Fotógrafo: Armando Coelho Neto
Set/2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O sabonete...

Hoje, viajarei...

Serão 36 horas rumo ao norte...

Eu e a arara vermelha, com o vento ao rosto, ladeado por sonhos em suspenso. Adiados pela vontade de fugir... E pelo simples prazer de poder voltar..

Ao preparar a bagagem, levo um sabonete, o sabonete que ganhei de uma puta triste que ainda chora o adeus de sua amada...

E choro...
Choro de saudade... Mas não apenas daquela puta triste, mas dos sorrisos, tragos, alegria e prazerer etérios e etílicos desfrutado juntos... Dos amigos...

Boemia...
Daquele tempo me resta apenas as noites e a saudade.

Decolo... Abro os braços... O vento no rosto e apenas o horizonte como limite irreal de uma vida sem limites.

A beleza do amor...


Alguns delegam ao amor a arte de cuidar...
como planta a germinar...
com carinho e atenção...
água,
luz,
chuva,
sol,
verão...

De rimas pobres,
afirmo ciente,
loucamente, entediado e sabido de vida,
que o engano faz parte dessa afirmação.

A essência do amor, e o seu delegar,
estar em reconquistar,
dia após dia, quem estamos a desejar,
seja com verso,
prosa,
música ou poesia,
até mesmo, ceder um pouco, para quem devemos ou desejamos ficar...

O amor, sua função-mor, reside no conflitos,
pois sem conflitos e provas o amor não há de se solidificar...
será sempre cimento fresco,
demão recém pintada,
e há de manchar,
magoar,
entediar,
e quem sabe disso, desta semente,
até mesmo uma inimizade pode brotar.