quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Meu coração esta cansado...

não deixa meu corpo descansar. Minha mente desperta não sabe o que pensar para distrair minha inquietude. Não tenho onde ir, nesta noite fria e chuvosa. Queria um pouco de chuva em meu rosto, em meu corpo, em meu coração. Mas de longe escuto uma voz que me diz baixinho: não va' se resfriar. E a chuva que molha o vidro da janela de um quarto de hotel não me deixa sair. Medo.

O ultimo cigarro

Estou sentado em minha cama, tomando meu cafe' e fumando, com um aperto emmeu peito que denuncia a dor que esta' por vir. Quando você estava a meu lado, tudo se torna mais fa'cil mais claro, minhas angu'stias se discipam por tua capacidade de me tirar a angu'tia do peito. A luz que refletida por teu corpo me incandeiam os sentidos e tristezas, me abrem os la'bios e me permitem dizer sim e não. Mas não queres mais o carinho que te tenho a oferecer, não queres mais minha presença ou os carinhos que guardei pra ti, não queres mais minhas inseguranças ou o destino que foi reservado a no's dois. Sofro. Quero respirar, mas não consigo, pois o ar que respiro não tem mais o doce perfume de teus beijos, o doce perfume de tua maquiagem, eles não acariciam mais minhas perdas, meus medos, minhas vontades e desejos. Sofro. E so' me fazem companhia, meus medos, minhas dores, o cafe' e quem sabe o ultimo cigarro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pesadelo

Esta' escuro... e a noite, meus pensamentos, devaneiam em busca de algo que não sei se vou encontrar, nem mesmo sei o que procuram esses desvarados caboclos que teimam em invadir a praia de meus sonhos, serão novas batalhas, novos horizontes, novas terras a serem conquistadas, seja o que for, sua ira dilacera em mil qualquer resqui'cio de sanidade que por ventura venha a atravessar-lhes o caminho, são fortes e muitos, gritam e cortam, gemem e ugem, suas dores me fazem sentir compaixão, o sangue que escorre de suas feridas torna rubra e enebria minha vista, chegam a dilacerar meus olhos de tão horrendas as carnes expostas ao sofrimentos por tantos anos. Sinto compaixão, e esqueço de minhas dores, por um curto espaço de tempo e compreendo as dores da corja de assassinos que perseguem seus algozes, peço ajuda, grito como eles em busca de socorro, mas so' o silencio responde as minhas preces. Meu coração bate forte, a angustia me condena os sentidos, de mais nada servem as cabeças aos pe's daqueles homens, sua ira transcende a vingança, sua ira e' o'dio puro, e' apenas desejo, e' apenas fome, vil, sangrenta e torpe. Me resigno a dor, a ouvir-lhes a dor, a sentir-lhes a dor e acordo.

Escritor...

Peço que o sol nasça logo, pois hoje não sera' dia de sonhar. O cafe' ja' não me mantem desperto, e meus erros saltam aos olhos do redator, que me devolvera' os rascunhos, indagando se realmente sou escritor, lhe respondo com cara limpa, de suor, sono e la'grimas: - Nem poeta.

Bebendo - Café com leite

Ja' não sonho mais...

... meus olhos teimam em fechar, ardem de pela fumaça que torna e'bria todas as minhas vontades, cresci, e os sonhos não me parecem mais deleite e sim escravidão, não sonho mais, não durmo mais, não esclarecem nem alentam o pouco de homem que ha' em mim, a fera, toma conta de meu espi'rito enquanto o gosto doce do cafe' parece desvencilhar tudo o que penso, tudo que existe de tranquilo e tênue de meus sentimentos. A lua cobra o preço de sua companhia, o som de um microfone, ecôa vozes que so' ouço em meus pensamentos, que so' ouço em minha imaginação, que so' ouço por desejar, em vil momento ir ale'm de meus sentidos. Não durmo, e os olhos me pesam a alma, o corpo me pesa a sorte, e a sorte me espera em sonho, quem sabe borboleta serei ao deitar, e por mais um vão momento me separar da dor da existência humana.

Bebendo - Café com leite

Hoje...

acendi mais um cigarro, acendi um cigarro, talvez o u'ltimo de muitos, que irão me levar embora...

... não ssei onde quero chegar com tanta dor, quem sabe o parai'so, quem sabe o purgato'rio, em cinco minutos onde poderei chegar?

A brasa quente que queima, acende meus pensamentos, o cafe' me mantem acordado, e o cigarro me desperta a vontade de chegar la'. Mas em cinco minutos, sera'?


Fumando - Free America
Bebendo - Café com leite

Minhas mentiras...

...são como filhas e filhos que saem do ventre de suas mães. O pai sou eu que as conto, a mãe, quem escuta.

Estranhamente sonhadora...

Sua pele clara, macia, indiferente aos raios do sol que e' ofuscado por tua beleza, por teu riso estridente, por teu amor desmedido, por tua capacidade de amar, sem medida, por tua preguiça, deitada fica em lenço'is que antes do nascer do dia enchardados de suor foram pelos beijos que me deste. O mais estranho e' o que mais gosto em ti, e' a falta que você faz em mim: saudade.

Suspiro...

Não me sinto mais o mesmo, a vida a cada dia perde um pouquinho mais do sol que ilumina o amanhecer, as gotas de chuva enebriam minha alma como o gole de vinho antes de deitar, ou como a neblina que não me deixa ver a dois palmos do meu pro'prio nariz.
Meu egoi'smo levanta e se arma com a tristeza que sempre existiu em meu peito, e a dor de ter de me submeter a tais sentimentos, me sufoca o suspiro, ja' não raro em meus lenços. Suspiro esse que hoje e' de dor, amanha de susto, e um dia o ultimo, quem sabe de adeus.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Frases

"O que move a humanidade e' o amor, ou a falta dEle."

Boa noite...

As grades de minha janela, protegem os outros de meus vi'cios, meus erros, minhas mentiras. Minha incapacidade de amar, segue corroendo meu coração e minha alma, de tão pesada esmaga o pouco de afetividade que quero distribuir. No final do dia, de um dia preso, em ca'rcere, mesmo que privado, me acalmo, com dois ou três doses, um cigarro, uma coronhada na tristeza e um beijo na cinderela.

BarraDeEspaço

E'ComGrandePesarQueAssumoMeuVi'cioPorManiasEMinhasManiasPorVi'cios,MinhasDOresEmExcessoMinhasAcumuladasAngustiasPorCOmpletoMeusRecortesDeJornalPorTodosOsCantosDaCasa,MinhasAdoradorasMate'riasSobreOCantoDosPa'ssarosESobreAVantagemDeSaberQueOPapelDosRecortesVãoAmarelarAsLetrasSerãoCadaVezMaisIlegi'veisEComOTempoEsquecereiAsDoresEAsperturbaçõesQueOsRecortesECortesMeCausaramMinhaCamaVaiFicarCadaVezMaisConforta'velMinhasPa'lpebrasFicarãoPesadasEConseguireiDormir,EsquecendoAcesoOCigarroQueNãoTemineiDeFumar,BemComoOBarulhoDasTeclasDoPianoDoVizinhoQueNuncaMeDeixaDormir

O som

Escondo o barulho dos sentimentos que perturbam meu coração, com o doce soar das teclas que agitam minha imaginação e minha incapacidade de calar, minha insônia, que teima em acordar meus medos e desejos, minhas dores e angustias.

Meus o'culos...

Me escondo atra's dos oculos que um dia me protegeram de tanta dor... me protegeram pois com ele não percebia as lagrimas que derramava por ti, diante do espelho doce de teu sorriso. Não me arrependo as lagrimas secaram e os oculos hoje, so' uso nos dias de chuva e solidão.

Longe do meu lado...

Você não lembra mas quando estava ao seu lado, nada mais fui que algue'm triste e sozinho. Mas a angustia que sentia contaminava teus sonhos e teu amor passava a ser nada mais que uma obsessão, que sufocava minha vontade e amarrava meu punhos em tua cama, meus pe's em teu espelho e meus desejos na geladeira dos conselhos daqueles que te cercam.Te disse adeus, pois sabia que não conseguirias nunca ser feliz ao meu lado, pois nada mudou, continuo triste, continuo sozinho, e continuo a acreditar que meu lugar não e' a teu lado.

O telefone que toca...

Sou triste, mas me negam este direito todos os dias, quando me perguntam o porque de minhas la'grimas, o por que do rancor, e o porque da angustia que trago em meu peito. Não ha' por que não ha' vontade, não ha' desejo de saber o que houve e não ha' alegria que carregue a tristeza que teima em me acordar todos os dias, me acordando um sono bom, de um sonho bom ao me ligar de um orelhão as quatro da madrugada, pois precisa de companhia para tomar o chocolate quente que seu namorado deixou esfriando pois tinha de acender um cigarro, do outro lado da cidade na boca daquela que você chama de outra, mas que ele chama de meu bem quando não estais perto.

Uma ligação e a chuva que cai...

Onde esta' a chuva que caiu e molhou minha alma de tristeza e rancor,
angustia de solidão, vestida com toque de raiva e medo, me liga de um orelhão a meia noite de um dia de verão. Mesmo sabendo que estarei na praia, curtindo o sol que brilha e esquenta meu corpo, meu coração, minha garota, que teima em dizer dizer que o chocolate não esta quente, que o doce esta azedo, e que a areia da praia lhe entra nos olhos, quando do vento da tempestade que esta por vir se aproxima da nossa cabana que repousa no litoral.