quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Me sopram ao ouvido a brisa da madrugada...


"Se no amor hoje distribuo as fichas, no jogo reu'no todas elas e aposto no nu'mero mais incerto... teimosia ou fe... a roda viva ja' esta' a girar."

"Sonhar e' o limite, para quem sonha não ha' limites."

sábado, 26 de novembro de 2011

Nem tão pouco o homem...


Tento sempre o melhor... mas a satisfação nunca fez parte de meu dia, tão pouco de minha noite... meu sono não conhece a paz, o contentamento, a ternura da consciencia tranquila e dever cumprido... seguem em angustia, pois sempre tenho a sensação de que podia ter feito diferente, ter feito a mais, ou simplesmente de que poderia ter feito algo. Descontente, comigo, com o mundo, pelo mundo ser tão complicado, por não lhe entender em sua plenitude. Quantos segredos estão embaixo daquela pedra que de tão distraido me recusei a parar para levantar? Quantos segredos esconde o sorvete que deixei de tomar na tarde de hoje? Quantas verdades poderiam ser escritas, mesmo que um dia se tornem mentiras, se me deixaste te conhecer melhor. Sei que o rio em que se banha o homem nunca sera' o mesmo rio, nem tão pouco o homem.

Mais uma do Manduca...

"HODIE"!

A cor sépia que tinge minhas lembranças vive a me intimar para o futuro, sempre a me cobrar que existem apenas dois dias na vida em que não se pode fazer nada: ontem e amanha. Portanto, sei que apenas hoje é que o amor pode acontecer. Na ilusão do amor, adorno minh’alma, ativo neurônios, acumulo esperança. Num ritual medieval, escolho roupa, perfumo o sexo, faço simpatias, mastigo cravo, tiro um cochilo à tarde para sonhar com Afrodite - a deusa do amor e me deixo levar pelo afã de saciar um anseio. Ainda que disfarce, deixo visível a esperança de me encontrar comigo na plenitude do amor. Tento resgatar a memória da paixão, do gosto do beijo... Tento. E tentar me alivia, me conforta... Perdida a ilusão do ontem, me reedifico, posto que amanhã é o único dia que pode virar hoje.
E assim, quando hoje chegar e a cor sépia que tinge minhas lembranças voltar a me intimar para o futuro, orarei para Santo Expedito - o santo das causas justa e urgentes, e direi “hodie”, repetindo sua fala diante do corvo que tentou adiar seus planos.

Tio Manduca

Destilar tristezas...

"Me deves mais, me deves as la'grimas que teria derramado se não fossem as doses que bebi para destilar a tristeza."

O beijo pode durar uma eternidade...

"O gosto do beijo pode durar uma eternidade."
Tio Manduca
"o gosto do beijo, o beijo, queima tal qual chama, vivo, não se sabe quando vai findar, tão pouco quando se mudara das vilas da lembrança para o vale do esquecimento. Fugaz, efêmero, gosto do gosto do beijo, pois mais triste que chorar a saudade dos la'bios, seria atravessar a vida sem desfrutar do parai'so que foi te beijar."
Antonio Moraes Filho

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sono dos Diabos...

Acordo no meio da noite... o corpo dolorido me denuncia a agitação...
um anjo me olha através de seus óculos e me pergunta se dormi bem...
respondo que com os diabos e pergunto o que ele faz a vigiar meus sonhos, pergunto se não há o céu para defender de uma legião de demônios ou uma vida para salvar em uma catástrofe ambiental... ele responde que sua tarefa hoje é vigiar meu sono dos diabos... reluto e peço que vá embora... ele mais enfático que eu, suspira e diz que vou dormir logo... quando isso acontece, só escuto ele dizer: -Vou te vigiar a noite inteira... e quando com os diabos lembra de mim em teus sonhos...
Acordo, tomo café, fumo um cigarro, e vou trabalhar...
Onde estará o anjo que vigiou me sono? Bem que ele podia me vigiar o dia...

sábado, 19 de novembro de 2011

Paz e amor

A prancha me olha de lado,
ela sabe que o mar não esta pra onda,
a brisa bate em meus cabelos, na prancha, sopra areia em meus olhos, que protegidos por minhas lupas nem se queixam,
o sol ti'mido entre nuvens sacia minha fome de luz, cravejo no mar minhas vontades, meus desejos e encaro a prancha novamente...
que bom que o mar esta' calmo, que bom que a brisa que sopra so' tem forças para levar a a areia, que bom que o mar esta' tranquilo, pois meu coração anseia tranquilidade, paz e amor.

Os olhos de jabuticaba...

Os olhos de jabuticaba que ontem brilhantes, de amor, desejo, e querer...
Que choraram por meus medos,
hoje me fazem chorar.
E as meninas dos olhos de jabuticaba, me pergunta por que?
Caso soubesse responder, saberia onde esta o problema, saberia qual o problema, deixaria de ser problema seria solução, seria feliz, seria contente...
estou triste.

Abrir a porta


Preciso sair.. me angustia o fato de ter de abrir a porta... de saber que la' fora estou desprotegido, la' fora estou a mercê de opiniões, de du'vidas, da sorte e do acaso... pânico... medo... o desconhecido me aflige... me falta coragem... minha opinião, vacila e me diz... não saiu ontem? nada aconteceu... não tenha vergonha... não tenha medo... vem, toma um pouco de sol... bronzeia tuas vontades e exprime teus sentimentos... crê que o dia vai ser lindo... te olhas no espelho e realiza quem realmente e'...
A insegurança sai de meu peito toma um pouco de sol... vai ao carto'rio e muda seu nome para coragem. Abro a porta e saio...

Amar verbo intransigente

Me perco na transitividade do verbo amar,
não seria ele intransitivo?
ou seria intransigente?
Dizem ser o amor altrui'sta,
sera' mesmo!?
entao por que sera' que se sofre por amor?
sera' por não se saber amar?
o verbo e' transitivo quem ama ama algo e ponto final,
o verna'culo não pede que este algo ame algue'm...
então tudo bem,
ate' por que nunca terei certeza se realmente me amas, isso pois amor e' sentimento e so' sente quem ama e so' ama quem sente...
então sinto muito... vou continuar te amando e serei intransigente a ponte de não me importar se me amas.
E' o verbo amar e' intransigente.

Gostaria de saber como amar...

Gostaria de saber por que as pessoas amam...
gostaria de saber como as pessoas amam...
gostaria de saber como amar as pessoas...
gostaria de saber como se deixam amar...
gostaria de saber como amar pessoas...
gostaria de saber como me deixar amar...
gostaria de saber como amar...

Drumond...

João amava Claudia,
que amava Felipe,
que gostava de Carla,
que era apaixonada por Pedro,
que amava Ricardo...
que amava Patricia,
que amava Priscila,
que curtia Roberta,
que gostava de João,
que não amava ningue'm...

A menina dos olhos de jaboticaba...


Você me olha com seus olhos de jaboticaba, orvalhados, e entre uma garfada e outra pergunta rindo como criança que pede presente em carta a Noel...
-Quando me pediras em namoro?
Reticente... em minha, tal qual um relogio sem corda que luta desesperadamente para que o ponteiro atinja o proximo segundo, penso com meus botões:
"Eu não ja pedi!?"
"Não foi naquele beijo!?"
"Não foi daquela vez que chorei confessando meus medos e angustias!?"
Viver novamente tudo o que se passou... angustia... medo... saudade.
Acho que nunca mais batizarei amor algum... mas amarei... amarei ate a ultima gota de sangue deixar de viajar em meu corpo... ate que o ultimo suspiro... derradeira despedida deste mundo revele realmente a que vim e para onde vou...
esse ultimo suspiro sera para ti e para todos que amei, a todos que continuarei amando, a todos que conseguiram vencer meu medo de me deixar amar...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poeticamente e' claro...

Respeito seus limites... mas o que eu quero mesmo e' invadir todos os seus espaços."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sofista

Sou sofista, rude e cheio de razão,
razões para que julguem o mundo justo,
premissas para que a dor seja um pouco mais suportável,
me diz a tese e dentro de uma rede de ilusões, premissas lúdicas, verdades transitórias e castelos de papel te interpreto as vontades.
Sou sofista, crente em verdades e mentiras, não preciso dá lógica e da razão, mas sim dos lábios que seduzem a multidão frente ao meu teatro de ilusões.
Sou sofista de mim mesmo, justifico meus sentimentos e analiso meus amores, minhas paixões buscando uma razão de vida em premissas que não sei dizer se são verdades ou mentiras, acordo suado e percebo que sou sofista por incompetência, meu sonho mesmo era ser sofia.

Poema por encomenda...


Teus olhos afogam minha capacidade de resistir a tua lascividade,
luxúria, pecador que sou, fico refém de tuas coxas que passam por mim e enlaçam meus pensamentos sedentos de prazer, conjugas comigo verbos que não tenho coragem de escrever... luxuria... desvairada percebo em ti uma brecha, caminho, sinuoso e cheio de orvalho...
 uma gota de orvalho percebo na rosa, e desbravo mata virgem para colher em uma clareira a delícia de um anjo, voz de anjo , teu rosto de anjo, quando da carícia de meus beijos...
Trim... Trim... Trim...
O despertador me acorda... mais um sonho contigo...
prazer...
saudade...

O que eu gosto mesmo...


O que gosto mesmo é de ficar a toa, olhar o céu e imaginar figuras de nuvens, de encarar uma planta sem pretensão de entende-la no todo mas simplesmente perceber sua beleza, de gozar sua beleza, sem entende-la em sua plenitude...
ha o amor, se isso não é amor... o que é amor então!?
O que gosto mesmo é de divagar em meus pensamentos, a olhar teu rosto lindo, ha ver o passeio de um dia de sol em uma praia qualquer...
se fosse um dia de chuva também seria o mesmo rosto lindo, seriam os mesmo olhos mareados de paixão e a sorrir para mim... eu, você, a praia e a chuva. Mas o que eu gosto mesmo é de ficar a toa, perdido em meus pensamentos, no silêncio de minha alma, apenas a contemplar a beleza do mundo, e a sentir gozo em tudo que há.