sábado, 19 de novembro de 2011

Paz e amor

A prancha me olha de lado,
ela sabe que o mar não esta pra onda,
a brisa bate em meus cabelos, na prancha, sopra areia em meus olhos, que protegidos por minhas lupas nem se queixam,
o sol ti'mido entre nuvens sacia minha fome de luz, cravejo no mar minhas vontades, meus desejos e encaro a prancha novamente...
que bom que o mar esta' calmo, que bom que a brisa que sopra so' tem forças para levar a a areia, que bom que o mar esta' tranquilo, pois meu coração anseia tranquilidade, paz e amor.

Os olhos de jabuticaba...

Os olhos de jabuticaba que ontem brilhantes, de amor, desejo, e querer...
Que choraram por meus medos,
hoje me fazem chorar.
E as meninas dos olhos de jabuticaba, me pergunta por que?
Caso soubesse responder, saberia onde esta o problema, saberia qual o problema, deixaria de ser problema seria solução, seria feliz, seria contente...
estou triste.

Abrir a porta


Preciso sair.. me angustia o fato de ter de abrir a porta... de saber que la' fora estou desprotegido, la' fora estou a mercê de opiniões, de du'vidas, da sorte e do acaso... pânico... medo... o desconhecido me aflige... me falta coragem... minha opinião, vacila e me diz... não saiu ontem? nada aconteceu... não tenha vergonha... não tenha medo... vem, toma um pouco de sol... bronzeia tuas vontades e exprime teus sentimentos... crê que o dia vai ser lindo... te olhas no espelho e realiza quem realmente e'...
A insegurança sai de meu peito toma um pouco de sol... vai ao carto'rio e muda seu nome para coragem. Abro a porta e saio...

Amar verbo intransigente

Me perco na transitividade do verbo amar,
não seria ele intransitivo?
ou seria intransigente?
Dizem ser o amor altrui'sta,
sera' mesmo!?
entao por que sera' que se sofre por amor?
sera' por não se saber amar?
o verbo e' transitivo quem ama ama algo e ponto final,
o verna'culo não pede que este algo ame algue'm...
então tudo bem,
ate' por que nunca terei certeza se realmente me amas, isso pois amor e' sentimento e so' sente quem ama e so' ama quem sente...
então sinto muito... vou continuar te amando e serei intransigente a ponte de não me importar se me amas.
E' o verbo amar e' intransigente.

Gostaria de saber como amar...

Gostaria de saber por que as pessoas amam...
gostaria de saber como as pessoas amam...
gostaria de saber como amar as pessoas...
gostaria de saber como se deixam amar...
gostaria de saber como amar pessoas...
gostaria de saber como me deixar amar...
gostaria de saber como amar...

Drumond...

João amava Claudia,
que amava Felipe,
que gostava de Carla,
que era apaixonada por Pedro,
que amava Ricardo...
que amava Patricia,
que amava Priscila,
que curtia Roberta,
que gostava de João,
que não amava ningue'm...

A menina dos olhos de jaboticaba...


Você me olha com seus olhos de jaboticaba, orvalhados, e entre uma garfada e outra pergunta rindo como criança que pede presente em carta a Noel...
-Quando me pediras em namoro?
Reticente... em minha, tal qual um relogio sem corda que luta desesperadamente para que o ponteiro atinja o proximo segundo, penso com meus botões:
"Eu não ja pedi!?"
"Não foi naquele beijo!?"
"Não foi daquela vez que chorei confessando meus medos e angustias!?"
Viver novamente tudo o que se passou... angustia... medo... saudade.
Acho que nunca mais batizarei amor algum... mas amarei... amarei ate a ultima gota de sangue deixar de viajar em meu corpo... ate que o ultimo suspiro... derradeira despedida deste mundo revele realmente a que vim e para onde vou...
esse ultimo suspiro sera para ti e para todos que amei, a todos que continuarei amando, a todos que conseguiram vencer meu medo de me deixar amar...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poeticamente e' claro...

Respeito seus limites... mas o que eu quero mesmo e' invadir todos os seus espaços."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sofista

Sou sofista, rude e cheio de razão,
razões para que julguem o mundo justo,
premissas para que a dor seja um pouco mais suportável,
me diz a tese e dentro de uma rede de ilusões, premissas lúdicas, verdades transitórias e castelos de papel te interpreto as vontades.
Sou sofista, crente em verdades e mentiras, não preciso dá lógica e da razão, mas sim dos lábios que seduzem a multidão frente ao meu teatro de ilusões.
Sou sofista de mim mesmo, justifico meus sentimentos e analiso meus amores, minhas paixões buscando uma razão de vida em premissas que não sei dizer se são verdades ou mentiras, acordo suado e percebo que sou sofista por incompetência, meu sonho mesmo era ser sofia.

Poema por encomenda...


Teus olhos afogam minha capacidade de resistir a tua lascividade,
luxúria, pecador que sou, fico refém de tuas coxas que passam por mim e enlaçam meus pensamentos sedentos de prazer, conjugas comigo verbos que não tenho coragem de escrever... luxuria... desvairada percebo em ti uma brecha, caminho, sinuoso e cheio de orvalho...
 uma gota de orvalho percebo na rosa, e desbravo mata virgem para colher em uma clareira a delícia de um anjo, voz de anjo , teu rosto de anjo, quando da carícia de meus beijos...
Trim... Trim... Trim...
O despertador me acorda... mais um sonho contigo...
prazer...
saudade...

O que eu gosto mesmo...


O que gosto mesmo é de ficar a toa, olhar o céu e imaginar figuras de nuvens, de encarar uma planta sem pretensão de entende-la no todo mas simplesmente perceber sua beleza, de gozar sua beleza, sem entende-la em sua plenitude...
ha o amor, se isso não é amor... o que é amor então!?
O que gosto mesmo é de divagar em meus pensamentos, a olhar teu rosto lindo, ha ver o passeio de um dia de sol em uma praia qualquer...
se fosse um dia de chuva também seria o mesmo rosto lindo, seriam os mesmo olhos mareados de paixão e a sorrir para mim... eu, você, a praia e a chuva. Mas o que eu gosto mesmo é de ficar a toa, perdido em meus pensamentos, no silêncio de minha alma, apenas a contemplar a beleza do mundo, e a sentir gozo em tudo que há.

"O Sádico"

Meu prazer muitas vezes reside em saber do sofrimento alheio, pois tenho sabido, sádico que sou que alguém sofre, talvez tanto quanto eu...
alguém sofre...
alguém sofre, sofro, então me vem, vai embora aquilo que realmente me aflige a alma...
a solidão,
tola e covarde, me deixa,
-Me deixa!
Pois não mais tenho a impressão de estar sozinho a enfrentar as dores do mundo inteiro.

Um barco a vagar...


Me sinto assim um barco a vagar... meu capitão olha o timão e sabe que está no caminho certo, mas eu descrente, e sem fé que sou, não conjugo com ele minha segurança e me sinto assim sem norte e até mesmo sem timão... Minha rosa dos ventos brigou comigo, o cravo, saí ferido, e a rosa, despedaçada, a chorar a ausência de nosso amor, briga com a solidão, o relógio e ainda comigo... meu medo é que barco a vagar que sou, de tão distante um dia não reconheça mais a rosa, que um dia não me reconheça mais cravo, mas apenas barco, e não saiba mais amar a rosa, não saiba mais viver cravo, medo de um dia sermos dois estranhos, nem rosa, nem cravo, nem barco, nem relógio.

Efésios 5:1-2

Me enviaram na hora certa...

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados, e andai em amor, como também cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quem sabe um dia...


Percebo um novo horizonte, uma nova possibilidade, novas escolhas, uma nova chance de me entender, de me enquadrar, neste mundo, de ser util e de utilizar. Mas o medo de decepcionar, me reluta em tentar, pois ja decepcionei tantas vezes, ja perdi tantas chances, a maior parte delas por nem tentar.

Alienado

Tal qual o alienista, que de tao alienista maniaco ficou, percebeu em todos algo relacionado com seu mundo, pois fazer e entender relacoes era o seu mundo, tanto que o seu mundo ficou vazio diante de tantas paranoias, tantas realacoes, tantos diagnosticos, e tanta dor. Isolamento, percebeu seu mundo cair em prantos, realidade.
E so depois de muito andar, realmente entendeu, que quem alienado era era sua era, a raiz de seus problemas, sua cor, a cor verde, sua casa, a casa verde, seu destino, a solidao.

Critica e decepcao...

Quando me dizes que acho bonito ser o que digo ser...
traduzo em mim repudia de erros e desacertos, pois nao tenho orgulho de ser o que sou, e tao pouco do que digo que sou, pois o que sou na realidade... icognita de desafios e frustracoes, inquietude e incerteza, duvida, paranoia por metodos e manias...
realizo inquieto a vontade de me adaptar a este mundo de dor em que as abstracoes humanas superam minha capacidade de conter meu choro, pais as abstracoes que presencio, beiram a psicose, beiram o ebefrenico habito de alguem que conheci a algum tempo atras, quando interno, convivi com loucos e percebi que na realidade os loucos somos nos.