sábado, 8 de outubro de 2011

Até logo...


A madrugada foi longa,
o sono tardou a chegar,
a nuvem de tristeza que rodeou meu dia finalmente se fez chuva,
molhou minhas lembranças com lágrimas de saudade...


terça-feira, 4 de outubro de 2011

A mentira...

é a isca do tolo, que morde
tal qual o anzol que é o gatilho de sua queda, e morre sufocado mesmo tendo a ar do mundo inteiro para respirar...

despojo de dor e consequencia,
ciência do pecado das neuroses e descasos, angustia, angustia, angustia...

ela anda léguas tal qual fama de cacheiro viajante,
e rápida como  a navalha do barbeiro, mas não qualquer um,
sim daqueles que tem clientes que o procuram para ter além da barba rente maquiagem vermelho vivo, em seus pescoços tenros, macios, e deliciosos ao corte...

o  barbeiro que atende apenas um seleto grupo de clientes, clientes que moram na lembrança de um homem perturbado pelo desejo, prazer e ódio, em fazer justiça com a própria lâmina...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Porque escrevo?


Escrevo por pensar, penso logo escrevo, se me fosse dado todo tempo do mundo,
gastaria escrevendo sobre as possibilidades que todo esse tempo iria me proporcionar...

se me concedessem uma tarde para ir a praia, talvez trouxesse a praia para dentro minha orelha,
tal qual o som do mar que sai de uma concha, passaria a tarde a escutar,
deixando apenas a mão livre a sentir o lápis,  papel e a liberdade do mar, sua brisa, o sol, e a lua do luau, imaginado por tantas vezes ao som de músicas para acampamento, e risos de amizades despretensiosas tal qual a de um cão que tem por seu melhor amigo sentimento puro e inconfundível...

o calor da fogueira, o sabor da bebida e o doce prazer da companhia do mais belo retrato, colado na janela da lembrança...

Um rosto sorri para mim...


e mais uma vez sinto contente, pois me é dado o prazer de compartilhar a beleza que o mundo tem em cada sorriso, em cada semblante, que mesmo que cansado, se faz afetuoso para as lente da polaroide, que instantânea, capta algo além de luz e tons, capta o tom de sentimento e vontade que tange a liberdade, vontade, desejo, do que é, pensa ser, e será...

... e penso na dor de viver


... e penso na dor de viver
viver vivendo, ao seu lado, ou apenas na ilusão de ao seu lado ainda estar,
na pureza  de meu sentimento e na doce amargura de teu desejo em estar comigo.

Me levanto em uma noite de lua,
a cama não aparece mais tão macia quanto as carícias que me fazes,
e a lua que banha minha consciencia soturna, bohêmia e laciva com o desejo de estar em teus braços,
não mais adoça minha ternura, meu sentimento,
me levanto e  afogo minhas angústia na máquina de escrever, para tentar esquecer um pouco das letras que torturam minha  mente , ante sentimentos de chuva, frio, e solidão.

meus sonhos confundem minhas ideias, num turbilhão de quadrantes, teoremas e algo de kafka confunde minha noção de realidade, não sei mais ao certo se sou borboleta, bem-te-vi, ou apenas homem que sonha, que tem ilusões, ou que tem esperança... vontade... sentimento... dor...

apenas espero, o dia nascer para não mais sentir a anguústia da solidão de uma noite sem lua, de não depender mais da companhia apenas do som das teclas zurumbáticas que acariciam as pontas de meus dedos, espero a doçura do sol, para despertar meus lábios que teimam em beijar o rosto do novo dia e do dia novo, mesmo sabendo da dor que está presente em cada despedida, em cada adeus, em cada "carpe diem", em cada vida que levo em cada dia, como o último dia, e como que cada dia fosse o último, contente apenas por saber que a previsão leviana e despreteniosa há de se tornar legítima um dia, e por um dia apenas...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

"Realidades" médicas...


"A clínica é soberana...

... até chegarem os exames laboratoriais..."

sábado, 24 de setembro de 2011

Insista, Persista e nunca desista...


"Sabe aquela tal esperança? Quem morre depois dela sou eu!"

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma Tarde na Livraria... (10-08-2011)


"Será?"


"Acho que sim..."


"Falando sério..."


"Descaso"


"Foco e luz"


"Foco e concentração"



Para provar que era uma livraria...


"Livros?" (original)
Manoela Galvão (10-08-2011)



"Livros?" (Final)
Antonio Moraes Filho (25-09-2011)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não sei ... Não tenho... Não quero...


Não tenho talento para viver na opulência, me condena culpa, de uma dúvida cruel, por quê eu!? Quando há tanta miséria no mundo por quê é dado a mim o direito de ter e viver bem? O pecado do julgar, orgulho, soberba, tange minha miséria espiritual, ignorância e imauridade, pois não sei ter, nem sequer minha vida. O que por muito me faz esquecer que vida não tem, se vive. E errando ou acertando, só se arrepende quem não tentou.

Mais uma do Tio Manduca...

Visitei como gato (cheio de arrepio, vadio, no cio como cavalo arredio) o boteco Santo Antônio, onde fui servido não a la carte. Afinal, um amplo auto-serviço me foi colocado à disposição, provei bastante coisa, embora tenha degustado com prazer a novidade do dia, O depertar de um gigante. Lobo que sou, devorei outras iguarias como a flor do brejo, ao tempo em que viajei numa madrugada solitária, sombria, triste, molhada, nublada, até chegar a um dia nirvânico.
O BSA tem dessas coisas.Tem apelos de fé, jogo das 16 palavras, mesmo que relute, mesmo que desperte. Afinal, mais que amar, o melhor do fim do dia é dormir. Dormir depois do amor, claro, o sono com gosto de paz e ausência, preparador para o retorno à vida, ou quem sabe ao recanto sagrado do Santo...

Armando Coelho Neto

Talvez o único a visitar este boteco, senão o único talvez o unico a beber, se não o único e pagar a conta, alias bem paga, tão bem paga que postar algo de suas linhas que fossem, o torna sócio do boteco.

Mais uma do Manduca...

"Uma dicotomia de qualidades e defeitos...mistura de vontades democráticas e muitas vezes sem nexo". Eis o fiel retrato de nossa contradição, caríssimo poeta. Constradições em sentido amplo e com derivações, já que ao mesmo tempo em que robustece o gigante de um lado, o enfraquece de outro, pois entre os democratas sobrevivem os exploradores e os tiranos!

Armando Coelho Neto

E muito menos nobres esses neo-tiranos, pois além de tiranos são covardes e talvez mais covardes do que aqueles que imprimem regimes ditatoriais, pois o tiranos dos dias de hoje, possuem cara lavada mas que de limpa não tem nada. Pois tão pouco serve para estampar um poster ou uma camisa de jovem aborrecente.

As vezes sinto...

As vezes sinto dor de tanta vontade de chorar,
é a té difícil de explicar, pois por muito
a dor precede o choro,
como o inverso é mais comum na tocada, e de tão vulgar o diferente se faz regra....
Graças que em toda regra há aquilo que pra toda regra há e algumas vezes consigo verter lagrimas, a maior parte no escuro de minha alma, e no silencio da madrugada... a verdade é que não sinto ter direito de ser triste, pois exerço a plenitude de uma vida feliz e contente, e me retiro assim do grupo daqueles que podem ser tristes, talvez por querer que a razão seja mais forte na queda de braço do amor, pois chorar é se saber amar ou amado pois o choro é dor  do medo de perder o amor que se tem...

Sou carburador...


Sou carburador
de belina
antiga
e conservada
a base de óleo
quente e novo a cada dez mil km e a dez mil km/h.
rodados pouco e vividos muito.
cajus.
não me faltam no pomar, na fronteira e na bela e doce memória de minha lingua.
mas, me faltam arvores, que deixei para trás, por não saber viver e conviver
com a paixão,
compaixao
e
amor.
Amor por quem realmente me ama
que me espera e espera de mim mais do que eu mesmo
que me surpreendo
de quando amor me
falam, de quanta esperança têm em mim, de quanto amor me despensas e me dedicas.
mas sou carburador
só funciono a gasolina e gero em alta e baixa. Basta me dar amor, gasolina e oxigênio para queimar...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tenho um coração....


Tenho um coração partido...
pelos amores que vivi...
pelo amor que vivo todos os dias...
quem disse que amar é leveza esqueceu que amar é viver também as conseqüências do amor...
amar tem um preço caro... um custo alto... é antes de tudo se doar por completo...
é ter medo  e prazer em ter medo.. é sentir dor a cada despedida por medo de ser a ultima...
é a dor da saudade em cada lembrança, sonho e angústia por se sentir sozinho...
por isso conheci alguém que há muito traiu o marido por medo de perde-lo por inteiro... a mulher do padeiro de taperoá em muito parecia mais disfarsar a rapariga que há em toda mulher fogosa e com alma de puta, carente e sem dono, mas entendo o que ela disse ao pedir perdão ao marido ofendido e a compreendo e  tenho compaixao por ela...
só não acredito que ela tenha conseguido evitar sofrimento maior, pois loteou seu coração para evitar ve-lo em pedaços com o adeus do padeiro...
conheci um homem que tal Lenin também era a favor da reforma agrária e loteou seu coração, mas não conseguiu evitar os sofrimentos inerentes ao amor, pois como o rei do Sião amou cada mulher, como sua esposa, e como se fosse a única, a última, a pródiga, o sábado... o sabath, a festa e os frutos desse amor, seus filhos, o amor personificado... e sofreu muito mais por todos os dias de sua vida...
mas nunca se arrependeu... pois isso é o que é verdadeiramente amor... é amar, sofrere nunca se arrepender por isso...
um dia jogarei as premissas deste mundo ocidental no lixo da cozinha, junto com o cérebro vivo de Raul Seixas e serei mais instinto e viverei mais o amor, e sofrerei mais, mas tentarei viver aquilo que faz sentido e não a angústia das correntes do homem que nem conheço...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Preciso...

Tenho mais que preciso, e fui abençoado com muito mais do que posso retribuir...
Só me resta a responsabilidade de viver de tal forma a honrar dom de ser feliz...

domingo, 21 de agosto de 2011

"Emplastro Brás-Cubas"


Os catedráticos ridicularizam pois são descrentes...
Os magnatas não investem pelo prejuízo que poderia causar...
Então restam aos romanticos, sonhadores, carregarem nas mãos a cura para os males da humanidade, e a eles também a fama de loucos por não temerem gritar aos quatro ventos que a encontraram....

E a tristeza de serem sempre sozinhos, romanticos, apaixonados, sonhadores...

e "gauche".

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O despertar de um gigante...

... O despertador toca...
ele vacila ao despertar de um sono longo...
titubeia em abrir o olho e contemplar o horizonte com o sol a invadir a tão esperada madrugada e romper a vontade dos homem com tão bela resplandecente alvorada.
      O sol brilha forte, castiga seu rosto, o gigante não consegue mais se conter e esboça novamente um cochilo mas não se contem com a vontade de levantar e gritar de raiva e com ódio nos olhos saltar, pegar o sol na mão e esmurra-lo até que ele peça água..
  Mas mesmo para ele que é um gigante o sol é muito distante, alto demais, só não é mais alto que a sua vontade de crescer e de se tornar além de um gigante, um gigante são sábio, maduro, e prudente, reconhecido por todor os outros gigantes, e não só por aqueles mais pequeninos que dependem dele, usufruindo de sua sombra enquanto crescem...
  o gigante sabe que levantar é preciso, pois a manhã talves não de outra chance, e o sol se ponha antes que ele tenha chance de mostrar seu valor, mas mesmo assim ele sede a preguiça, não a preguiça mazela, defeito, mas aquela inerente ao sertanejo, vitima da fome, desnutrição, e que na realidade não é preguiçoso, apenas é sábio ao guardar as força provenientes do almoço, algo mistura de farinha e rapadura, pois não sabe ele quando terá outra chance de usufruir de tamanha fartura.
             O gigante sabe que um dia aproveitara os churrascos do sul de sua terra, os peixe e carnes de caça do pulmão do mundo, provará o suco de soja dos planaltos centrais e aproveitara toda culinaria do mundo nos arredores da estação da luz e depois da cesta, banhara seus amores na princesinha do mar depois do metrô alcançado na estação central, na central....
   Esse gigante curte a calma, tem espirito de poeta, bohemio, dormiu tarde curtindo as musicas de Noel... e talvez, quem sabe, a ressaca mesmo que moral, o retarde com tanta veemência e o impeça de compelir sua mania de brigar com o o despertador e insistir em martela-lo com sua mão bruta, gigante como seu corpo, mas que tem candura, e sabe fazer carinho e amor como nenhum outro gigante, pois carrega no coração amor, o sentimento que precisa para viver, aliás a única entidade que não pretere por nada, pois sabe que "...sem amor / nada seria..." ....
Pois é no bolso de seu paletó de linho branco, amassado e surrado em decorrência dos excessos do dia anterior guarda uma carteira de couro de bode, tratado para combater o odor caracteristico, e que traz uma cédula de identidade que apresenta sua data de nascimento, meio apagada pelo tempo mas se nao me engano lê-se: 21 de Abril de 1500, seu nome Brasil, e ele vai acordar pois sabe que a hora não vai chegar, ela chegou, e que apesar das dificuldades, há de vencer pois como todo brasileiro, tem fé em deus e em nossa senhora aparecida, da conceição, do morro da conceição, e por seu nome ser Brasil, algumas vezes com "zê", mas sempre "BRAZIL", MAIÚSCULO, gigante, continental e puro, pois recêm nascido é ingênuo... esperto, malandro e mesmo assim ingênuo, puro, uma dicotomia de qualidades e defeitos, pois é uma mistura de vontades democráticas e muitas vezes sem nexo... mas tal qual a máxima, nova como o fenômeno, nova como o gigante adormecido em berço esplêndido: Brasil é e diz a si mesmo todos os dias "Eu sou brasileiro e não desisto nunca."