quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mais uma do Manduca...

"Uma dicotomia de qualidades e defeitos...mistura de vontades democráticas e muitas vezes sem nexo". Eis o fiel retrato de nossa contradição, caríssimo poeta. Constradições em sentido amplo e com derivações, já que ao mesmo tempo em que robustece o gigante de um lado, o enfraquece de outro, pois entre os democratas sobrevivem os exploradores e os tiranos!

Armando Coelho Neto

E muito menos nobres esses neo-tiranos, pois além de tiranos são covardes e talvez mais covardes do que aqueles que imprimem regimes ditatoriais, pois o tiranos dos dias de hoje, possuem cara lavada mas que de limpa não tem nada. Pois tão pouco serve para estampar um poster ou uma camisa de jovem aborrecente.

As vezes sinto...

As vezes sinto dor de tanta vontade de chorar,
é a té difícil de explicar, pois por muito
a dor precede o choro,
como o inverso é mais comum na tocada, e de tão vulgar o diferente se faz regra....
Graças que em toda regra há aquilo que pra toda regra há e algumas vezes consigo verter lagrimas, a maior parte no escuro de minha alma, e no silencio da madrugada... a verdade é que não sinto ter direito de ser triste, pois exerço a plenitude de uma vida feliz e contente, e me retiro assim do grupo daqueles que podem ser tristes, talvez por querer que a razão seja mais forte na queda de braço do amor, pois chorar é se saber amar ou amado pois o choro é dor  do medo de perder o amor que se tem...

Sou carburador...


Sou carburador
de belina
antiga
e conservada
a base de óleo
quente e novo a cada dez mil km e a dez mil km/h.
rodados pouco e vividos muito.
cajus.
não me faltam no pomar, na fronteira e na bela e doce memória de minha lingua.
mas, me faltam arvores, que deixei para trás, por não saber viver e conviver
com a paixão,
compaixao
e
amor.
Amor por quem realmente me ama
que me espera e espera de mim mais do que eu mesmo
que me surpreendo
de quando amor me
falam, de quanta esperança têm em mim, de quanto amor me despensas e me dedicas.
mas sou carburador
só funciono a gasolina e gero em alta e baixa. Basta me dar amor, gasolina e oxigênio para queimar...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tenho um coração....


Tenho um coração partido...
pelos amores que vivi...
pelo amor que vivo todos os dias...
quem disse que amar é leveza esqueceu que amar é viver também as conseqüências do amor...
amar tem um preço caro... um custo alto... é antes de tudo se doar por completo...
é ter medo  e prazer em ter medo.. é sentir dor a cada despedida por medo de ser a ultima...
é a dor da saudade em cada lembrança, sonho e angústia por se sentir sozinho...
por isso conheci alguém que há muito traiu o marido por medo de perde-lo por inteiro... a mulher do padeiro de taperoá em muito parecia mais disfarsar a rapariga que há em toda mulher fogosa e com alma de puta, carente e sem dono, mas entendo o que ela disse ao pedir perdão ao marido ofendido e a compreendo e  tenho compaixao por ela...
só não acredito que ela tenha conseguido evitar sofrimento maior, pois loteou seu coração para evitar ve-lo em pedaços com o adeus do padeiro...
conheci um homem que tal Lenin também era a favor da reforma agrária e loteou seu coração, mas não conseguiu evitar os sofrimentos inerentes ao amor, pois como o rei do Sião amou cada mulher, como sua esposa, e como se fosse a única, a última, a pródiga, o sábado... o sabath, a festa e os frutos desse amor, seus filhos, o amor personificado... e sofreu muito mais por todos os dias de sua vida...
mas nunca se arrependeu... pois isso é o que é verdadeiramente amor... é amar, sofrere nunca se arrepender por isso...
um dia jogarei as premissas deste mundo ocidental no lixo da cozinha, junto com o cérebro vivo de Raul Seixas e serei mais instinto e viverei mais o amor, e sofrerei mais, mas tentarei viver aquilo que faz sentido e não a angústia das correntes do homem que nem conheço...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Preciso...

Tenho mais que preciso, e fui abençoado com muito mais do que posso retribuir...
Só me resta a responsabilidade de viver de tal forma a honrar dom de ser feliz...

domingo, 21 de agosto de 2011

"Emplastro Brás-Cubas"


Os catedráticos ridicularizam pois são descrentes...
Os magnatas não investem pelo prejuízo que poderia causar...
Então restam aos romanticos, sonhadores, carregarem nas mãos a cura para os males da humanidade, e a eles também a fama de loucos por não temerem gritar aos quatro ventos que a encontraram....

E a tristeza de serem sempre sozinhos, romanticos, apaixonados, sonhadores...

e "gauche".

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O despertar de um gigante...

... O despertador toca...
ele vacila ao despertar de um sono longo...
titubeia em abrir o olho e contemplar o horizonte com o sol a invadir a tão esperada madrugada e romper a vontade dos homem com tão bela resplandecente alvorada.
      O sol brilha forte, castiga seu rosto, o gigante não consegue mais se conter e esboça novamente um cochilo mas não se contem com a vontade de levantar e gritar de raiva e com ódio nos olhos saltar, pegar o sol na mão e esmurra-lo até que ele peça água..
  Mas mesmo para ele que é um gigante o sol é muito distante, alto demais, só não é mais alto que a sua vontade de crescer e de se tornar além de um gigante, um gigante são sábio, maduro, e prudente, reconhecido por todor os outros gigantes, e não só por aqueles mais pequeninos que dependem dele, usufruindo de sua sombra enquanto crescem...
  o gigante sabe que levantar é preciso, pois a manhã talves não de outra chance, e o sol se ponha antes que ele tenha chance de mostrar seu valor, mas mesmo assim ele sede a preguiça, não a preguiça mazela, defeito, mas aquela inerente ao sertanejo, vitima da fome, desnutrição, e que na realidade não é preguiçoso, apenas é sábio ao guardar as força provenientes do almoço, algo mistura de farinha e rapadura, pois não sabe ele quando terá outra chance de usufruir de tamanha fartura.
             O gigante sabe que um dia aproveitara os churrascos do sul de sua terra, os peixe e carnes de caça do pulmão do mundo, provará o suco de soja dos planaltos centrais e aproveitara toda culinaria do mundo nos arredores da estação da luz e depois da cesta, banhara seus amores na princesinha do mar depois do metrô alcançado na estação central, na central....
   Esse gigante curte a calma, tem espirito de poeta, bohemio, dormiu tarde curtindo as musicas de Noel... e talvez, quem sabe, a ressaca mesmo que moral, o retarde com tanta veemência e o impeça de compelir sua mania de brigar com o o despertador e insistir em martela-lo com sua mão bruta, gigante como seu corpo, mas que tem candura, e sabe fazer carinho e amor como nenhum outro gigante, pois carrega no coração amor, o sentimento que precisa para viver, aliás a única entidade que não pretere por nada, pois sabe que "...sem amor / nada seria..." ....
Pois é no bolso de seu paletó de linho branco, amassado e surrado em decorrência dos excessos do dia anterior guarda uma carteira de couro de bode, tratado para combater o odor caracteristico, e que traz uma cédula de identidade que apresenta sua data de nascimento, meio apagada pelo tempo mas se nao me engano lê-se: 21 de Abril de 1500, seu nome Brasil, e ele vai acordar pois sabe que a hora não vai chegar, ela chegou, e que apesar das dificuldades, há de vencer pois como todo brasileiro, tem fé em deus e em nossa senhora aparecida, da conceição, do morro da conceição, e por seu nome ser Brasil, algumas vezes com "zê", mas sempre "BRAZIL", MAIÚSCULO, gigante, continental e puro, pois recêm nascido é ingênuo... esperto, malandro e mesmo assim ingênuo, puro, uma dicotomia de qualidades e defeitos, pois é uma mistura de vontades democráticas e muitas vezes sem nexo... mas tal qual a máxima, nova como o fenômeno, nova como o gigante adormecido em berço esplêndido: Brasil é e diz a si mesmo todos os dias "Eu sou brasileiro e não desisto nunca."

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Na chuva, na rua, na fazenda...


Escuto esta musica invadir minha cuca
e na celebre frase de mim
evadir o resto de meus pensamentos e se evadir com eles deixando apenas a saudade que sinto de te beijar e de ficar ao teu lado, apenas ficar ao teu lado, e ouvir voce respirar durante a noite, de sonhar contigo, e acordar feliz e contente, sem sustos e sem que a tristeza invada minha vida pois sei que logo vou te ver e mais uma vez teu cheiro sentir...
tua pele sentir e tua cuca curtir...
como vamos seguir em frente se o que quero e' ficar aqui ao teu lado para sempre...

Refrao de bolero...

comeca a tocar na minha cabeca e como quem nada quer se instala em minha vida...
me vicio na pessoa, que compartilha comigo todas as angustias do mundo...
mas ela hoje nao esta comigo...
e eu estou aqui sozinho na companhia de uma dose, de cigarros,
e da tristeza puxa cadeira e senta para me fazer companhia em alguns tragos...

ela entrou porque viu a luz acesa, esquecida por quem saiu e nao apagou do meu coracao a lareira que acendeu ao entrar em minha vida...

de quem me faz querer mas nao sabe se sente o que eu sinto...
pois amo...

mas o medo faz parte de mim e dele nao fujo pois enfrento de frente tetatet o que dessa vida vier...
seja do meu peito o medo ou de ti a vontade de seguir em frente pois nada mais sentes por mim...

entendo bem o que e' isso ja me apaixonei um dia e ela foi embora, ja amei e ela ficou para sempre,

juliana, mariana, luciana...
ana e quem sabe mais machucou meu coracao que ferido de espinhos teima em deixar o sangue rolar, pois prefere viver uma vida de dor adeixar de acreditar que a vida e feita pra ser vivida, e antes de tudo amada, para que amados em todas as intancias nunca mais sintam a dor de ficarem sozinho na escuridao de seu pensamento de sua solidao...

Ha se tivesse escutado um pouco antes de te responder, este refrao de bolero...
talvez nao tivesse sido tao sincero... talvez tivesse amado menos, sofrido menos,
e o pranto que corre em meu peito nao sufocaria ate mesmo as palavras que teimam em ser ditas apenas por meus dedos nesta madrugada e amor e paixao....


e dor.

o cigarro apaga sem mesmo um beijo sentir de minha boca de labios ressecos e triste, molhados apenas pelas lagrimas que correm de meu rosto, fruto da saudade que me fazes sentir com tua ausencia por meu erro, de achar que nunca ...
que nunca ficar junto, de maos dadas na rua em um cinema, em um restaurante, em um carinho sozinhos, me faria deixa de sofrer por amor.
quero todo o amor que houver nesta vida, mas ainda nao estou pronto para do leito levantar, ainda nao estou pronto para seguir em frente, mesmo que seja contigo, mas voce sabe o que sinto por ti e isso nunca vai mudar.

De boas intencoes...


"De boas intencoes o inferno esta cheio...
o ceu tambem..."

pensei sem saber que plagiando millor estava eu

O inferno sao os outros.

e o paraiso tambem!

Sartre/Millor

Lobo que sou...


Se me fazes um carinho sinto vontade de ficar...
se me estendes a mao tenho vontade de cheirar...
se me ofereces um prato como, mas antes nao deixo de lamber...
mas se de pronto tentas me prender...
como lobo selvagem correr vou pois medo tenho,
nao de viver ao teu lado por toda a vida que me resta....

mas de perder minha jaula, o teu coracao, tua paz e nossa uniao,
para o tempo,
o tempo que vai e  nos mergulha na notoriedade do caos sem fe
de que as podem ser eternas
de que o amor e eterno, seja enquanto dure
seja mesmo depois de morrer...

depois de encarcerado pelo teu amor...
tu se vai, e da jaula apenas a saudade vai me fazer companhia,
tornando meu coracao de lobo selvagem,
mas domesticado, de minbha sombra de lobo,
apenas um veio de vida
apenas uma sombra de vida
apenas um sopro de vida
que vai findar na cadeira do especialista.

Trem das sete...


Sou como gato, arrepio,
vadio, no cio como cavalo arredio que do amor so sabe que depois da queda vem o coice...
mas no amor a falta...

sinto como gato que sou,
como o negro gato de Roberto,
que meu medo e no fim, virar tamborim de negro ou mulato que toca sem ritmo sem cor e amor,
que nao conhece o carinho de Matilde ou de Carminha,
que nao sabe dos arcos da lapa a boemia, ou dos canais de veneza os carnavais,
que nao sabe o que sentir quando o coracao bate mais forte
que nao vive na noite
como eu negro gato de bohemia, escura e doce, de cigarros sem filtro, de whisky e sabor,
de juventude na alma e como os poetas de antes, dos arcos da lapa,
dos guetos de ghandi
e da vida que vai e que fica esperando a partida do ultimo trem das onze...

Meus poemas... (e eterno ser...)

... sao como filhos
tal qual sinto
vejo e falo
nome s'o dou quando de finito
abraco e lhe dou tchau

digo que devem ir
para do mundo comecar a plantar e colher
frutos, amores e tristezas
como no amanhecer do dia

espero o orvalho beijar a prieira flor
para do apci de minnha agonia receber meus filho
em minha mente confusa e vadia
como quem beija os seus

em um dia de inverno
quem sabe outono
depois da visita dos tres espiritos de natal

pode feliz viver a vida
como quem de novo nasce novo
pronto para se entregar

aos filhos
a esposa
aos encantos de uma vida sem magoas e remorsos
sem arrependimentos e apenas com candura e lagrima

de amor e alegria, felicidade
de quem fica no ar
que espera a aquela mesma gosta
correr pelo ventre da folha e junto com outras deslizar por os sulcos e se despedir dela

caindo ao chao
para em outra ocasiao
ser abracada pela vegetacao
rasteira da grama baixa

e depois da areia, umida
e ja 'enxarcada' da chuva de dois dia
branda, mas foi tambem, a dois dias atras...

sinto o abraco de meus filhos
o carinho de mais um amor
que vai...
para assim ficar para sempre dentro demim
apenas dentrodemim...

e eterno ser...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dama do frio,


Custam a passar e te espero acordar para finalmente te olhar
em frente ao espelho beijar tua pele de neve, branca, suave e de neve...

dama do frio
que que marca minha
vida
como sinto estar
como quero estar
como quero ficar
amar e quem sabe
branca de neve, ao teu lado ficar...

sem mais,

           A Maçã

Estar contigo...

Achas que três pontos margeiam todas as frases que digo,
seja em qualquer sentido
norte sul ou leste
inverno
que sabemos viver e verão que torcemos para chegar, tarde,
pois o frio pode congelar nossas vontades e refrear nosso desejo,
assim como a vontade que sinto de te amar,
pode adormecer de medo o que realmente te quero dar,
meu amor, carinho e afeto.
Mas o três pontos maregiam o fim dessa frase e quem sabe estou a te esperar que me ligue agora mesmo...
que me ligue quando for para me acordar pois o plano está terminando e frase de nosso momento é a angústia de minha morte, lenta, e a cada dia, mas termina hoje,
de tristeza, por não estar contigo...

A que tenho que amar....

O sono castiga meus olhos minha mente e minha vontade de me segurar em pé,
de me segurar na tristeza que é estar diante de tudo e não
torcer para cair do cavalo,
de me queixar ao ventos:

eu, nós, vos, tu, ele, e aqueles também...

quando tiver de dizer quero ter certeza...
amar quem me ama e amar a ti também...
e além de tudo amar minha sombra que sempre me guia onde quero ir...

Tomar...


Quem não sabe que rumo tomar...
escolhe ficar a beira do caminho,
sombrio
sem ninguém
pois o medo de perder
torna claro o dia
e cego o amor
que encherga apenas no escuro da desilusão
que rumo tomar.

Tomar o gole de desejo que te sinto oferecer como o meu claro e doce mel
de abelha zagão pronto para provar o amor que tens a me oferecer,
mas que medo tem de se alistar nas praças de teu desejo
de teu amor
por medo de sofrer a dorde um dia poder te perder
pois esta é a sina de quem ama,
de quem ama sem medo de ser feliz,
sofrer a desilusão de cada beijo,
de despedida, sem estar a espera do de bom dia,
e sem o de bom dia, que você me dá a cada dia,
que senti falta, por toda eternidade que estiveste fora do alcance de meus dedos...
a de ti tua vida tomar.

Tomar a tua vontade,
tomar a sua tristeza,
tomar a sua beleza, vaidade e sucesso,
tudo o que sentes por mim, e te fazer o contrario entender,
do que realmente é amor, do que realmente é viver,
do que realmente é sentir,
sentir o que sinto por ti...

tomando...
tomando...
tomando...

a vontade que sinto de viver por não mais estares ao meu lado, tomando o  café-da-manhã,
que abriga a vontade que sinto de comer ao teu lado, todos os dias, pelo resto de meus poucos dias...

tomar café
tomar almoço
tomar a jantar

To mar...
mar que agora é tormenta..

To mar...
mar demais pra te dizer que acredito que sentes algo por mim.
pois quem sente não toma,
como tomei,
no fim de nosso dia...
madrugada...
e quem sabe manhã..
isso não passará de sono, mal durmido,
vida mal escrita,
pele muito seca de saudade e vício
de vontade e desejo
de medo
de realmente repetir o que sinto:


tomar