domingo, 6 de junho de 2010

Entre a serpente e a estrela...

Sabes que é minha serpente e minha estrela

a faca que me corta a vontade de viver

pois viver sem sentido é viver

sem vontade, desejando morrer de morte morrida ou matada

de soco, acidente ou bala

balovício da incongruencia da humanidade

da falta da perpedicularidade

a única reta que deixei nocar meu caminho

tortuoso como a estrada de santos

é reta avenida do arco

a fé me faz crer que nossas diferenças é que

nos uniram

e isso almenta minha fé que santos fica logo alí

e que se o teu perfume rosa minha

continuar emanando e alimentando meu viver

sei que um dia visitaremos o nosso lar

e assim construiremos nossos sonhos e finalmente

teremos a certeza de que triunfamos

dia após dia

Verdade...

Conheci a verdade a muito tempo atrás

Em uma aula de catequese

O exemplo de alguém que nunca mentiu

primeiro em tudo inclusive na existencia

hoje evocado por muitos como espirito da verdade

ainda hoje presente em cada qual que tenha fé

no exmeplo inequivoco de sua história

As dúvidas de sua historia apenas engrandecem

a fé de quem acredita no homem ou no Homem

pois a maior virtude de perdoa

é confiar sabendo que um dia terá de perdoar

qualquer crime

qualquer crime, mesmo que sem castigo

pois o castigo é algo inerente a consciencia

e pelo que se sabe consciencia é terra de ninguem

deserto sem dono.

Agora se cavares fundo por mais arido e sem vida que seja

o fim

terás algo mais produtivo de se visitar

o esteio de todas as virtudes

e aí reside o local de trabalho de quem tem fé

pois fé é algo que se tem e não se mede

como dor

sofrimeto e destino

pra quem sempre soube que amar era um risco

e que se deixar amar era sofrimento

morrer sem viver a vida

exprime o resoluto

sem vida há morte

sem vida há o nascer

sem vida só o que não existe é sentido

e o sentido reside na rosa

e a rosa do norte sul leste e oeste

que nao mais confia em mim

tem sede de água da vida

quero rega-la

ha minha flor

me deixa ser teu mais uma vez

me ama mais uma vez

pois como cantei um dia

sem direçao tudo é em vão

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Rótulos e mais rótulos...

Uma vez me chamaram de NERD

nossa, me ofendi

será que eu sou mesmo!?

Provavelmente, afinal se isso não

fosse incômodo,

a carapuça não teria servido.

E se me questiono se sou,

é porque serviu.

Mas também já me apelidaram de JESUS,

mas não me ofendi.

Pelo menos eu sei que num vou morrer

com 33 anos,

e ter de esperar 3 dias pra ressucitar.

Rótulo por rótulo, estão sempre mudando o desing

do rótulo da garrafa de refrigerante.

Isso me dá esperanças de que no fim das contas

não me bebam pelo rótulo e sim pela

boca da garrafa.

Modelos pra que te quero!?

Modelos Modelo

Todos os meus morreram jovens

morreram pobres

sofreram muito antes de morrer

como uma vela que finda com a missão cumprida

ou morreram como uma chama que se apaga a

um sopro, queimando para sempre

na luz que sempre infinita irradiou

para quem precisava de calor

ou apenas de uma referência

um farol, um norte, um modelo.

A angustia que me resta é que hoje,

consigo achar defeitos em meus medelos,

e mesmo assim não deixam de ser modelos para mim.

Todos compactuam algo importante,

ainda sinto a luz que deles emana.

Vivos ou mortos,

Santos ou pecadores,

Savaram-se e

salvar-se-ao todos.

Essa é a esperança que tenho, pois

é na chama do meu irmão que tento enxergar

a luz que a de me guiar

a perceber minha propria chama.

De pelo menos senti-la queimar,

ao invéz de ter de escutar de outrem

que ela está lá.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fuga ao tema...

Trabalho com temas

tento segui-los

trabalho por prazer

pois meu maior prazer

é fugir de meus temas.

Revolta de adolescencia mal curada,

ira irradiada, da velhice que há de vir.

Pelo fato de não não querer envelhecer,

sigo pelo caminho da fuga pra não ter de segir em frente.

Pintor mal trapilho, ignorante, que não sabe o que

é ponto focal.

Apenas ponto de fuga.


Dedicatória: Ao meu amigo, Jaques Weyne. Vida nova para todos nós amigos.

Medo de escrever...

Sempre tive medo de escrever

talvez pelo trauma de que

quando materializei em traços

algumas coisas sempre fui criticado

seja por escrever errado

seja pelo desenho não estar bem feito

seja pela cor não estar de acordo.

Bem o fato do medo por si só

se explica da infinidade de coisas

que escrever, ou traçar, qualquer coisa

que seja enceja.

É o simples fato de fabricar provas materiais

que me impele a pensar

e se um dia eu pensar diferente!?

O que será de mim!?

Um contraditor!? Uma pessoa sem caracter!?

Um pragmático, no sentido pejorativo da palavra!?

Um protituto, também no sentido pejorativo!?

Bem o que sei é que esta ciencia de culpa,

e medo circunda minha vida a muito tempo.

Talvez pelo simples fato de que apesar de saber

de uma consciencia mais evoluida do que

o simples fato do bem o do mal

ainda me tortura a imagem de julgamento que

se passará no fim da vida.

Mas a julgo que mais me tortura é próprio

o que me flagela todos os dias

é a minha própria consciencia de culpa

do que fiz, deixei de fazer.

Bem quando me libertar disto serei realmente livre.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Culpa...

Por que sentimos culpa?

Culpa do que não fazemos,

do que fazemos.

Do que queriamos fazer e não conseguimos,

culpa de sermos ou de não sermos o que

queriamos ser.

Culpa até mesmo por aquilo que está além,

do nosso alcançe.

Culpa. Um sentimento que engessa,

deprime, poda, impede.

Dizem que a pessoa se arrepende do que não fez,

não sei ao certo se isso é verdade.

Mas sei que não podemos mudar o passado.

Então o melhor é seguir em frente.

sábado, 1 de maio de 2010

Não chora...

Sinto que me falta fé

fé em mim

fé no que pode dar certo

duvido de tudo e todos

do certo e até mesmo do errado

será que existe certo e errado?

será que existe amanhã

como viver o hoje se não sabemos do amanhã

como viver sem olhar pra trás

se nossa consciencia é fruto disso?

como não viver hoje

se isso é a única coisa que nos resta?

por que lágrimas quando cabe um sorriso?

por que discórdia quando a única coisa que

temos neste mundo é um ao outro?

como saber o que devemos fazer?

o que é certo ou errado?

satisfação é ilusão pois nos ditames

dos dias atuais, estamos fadados aos

restos de uma consciencia de insatisfação coletiva.

então se sabes que podes deixar a culpa de lado,

porque choras?

levanta a cabeça, e sorri um sorriso, nem que seja amarelo

vê o que tem de bom no mundo,

passarinhos ainda cantam,

teu amigo te chama a divertir-se,

teu maior amigo,

você mesmo.

domingo, 28 de março de 2010

Reencontro...

eu finalmente desisti de ser quem eu queria ser,
desisti de tentar ser quem queriam que eu fosse
aí aconteceu o que eu mais precisava:
passei a ser eu mesmo
aceitando minhas limitações
um pouco a cada dia
um passo de cada vez
um dia a cada amanhecer
e uma noite antes
para descançar

Datilorréia...

Datilorréia, Verborréia e Paixão:

é engraçado q eu falo muito com os dedos quando estou tranquilo

e quero falar de mim.

falo muito com a boca quando estou nervoso, ancioso e

quero me expressar

e falo muito mais pelo o corpo quando tou com paixão, tesão

e nao quero parar de sonhar

sábado, 27 de março de 2010

Trabalho...

Quem inventou o trabalho realmente não tinha o que fazer,

mas se inventou algo tão bom nobre e dignificante, por que

não guardou pra si!?

Bem, se analizarmos de maneira mais simples, vai ver que

o trabalho não foi inventado, e sim criado como que por neces

sidade de remendar o egoísmo do homem.

Pense bem, se não fosse necessário trabalhar, que impulso teríamos

para nos relacionar? Para fazer algo para o próximo?

Muitos dirão, não e preciso trabalhar para fazer algo

para outra pessoa. É verdade amigos mas muitas vezes só

fazemos isso dessa forma.

Muitas vezes só pensamos em ser útil a alguém além de nós

mesmo quando pensamos em uma contrapartida, ou seja,

nosso sustento.

Então refletindo melhor, o problema não é o trabalho,

é o emprego.

Quando todos nós formos livres para trabalhar naquilo que

acreditamos ser o certo, sem pensar em contrapartidas, aí sim

teremos encontrado algo que nunca nos escravisará, ou seja será o fim

do emprego. Mas isto não vai acontecer com todos nós, muitos de

nós passarão pela vida sem saber o que é ser livre.

Então parafrasearei uma frase que recordo bem: "Se escolheres bem o

trabalho que vais realizar o resto de tua vida, não precisarás trabalhar

um dia sequer em toda tua existência."

Bem, acredito que na realidade o mais adequado seria: "Se fores apaixonado

em qualquer trabalho que fizeres, não precisaras de um único emprego

para justificar tua existência."

Não tenham empregos, apenas trabalhem, não trabalhem apaixonem-se!

CID

Conjunto Idiscriminado de Doenças...

que não sabemos por que mas matam,

que não sabemos por que mas alimentam.

A certeza de que somos mais que matéria,

Pois como pode o homem ser vítima de algo

que entende tão bem?

De algo que estudou tanto?

De algo que está com ele desde que o homem é homem?

Simples: "Há mais entre o céu e a terra que aquilo que
o homem está apto a entender."

O resultado direto deste plágio é a certeza de que

sempre haverá algo que ignoramos e isso fará toda

diferença em nossas conclusões.

Estudar então não é para saber todas as respostas

é para amadurecer racionalmente, pois muito do que

se aprende não está em livros, em aulas ou revistas

e sim em práticas que refletem algo mais importante

experiência.

Podes perguntar mil vezes a uma pessoa o que é a lei da

gravidade. Mas lembrem-se todos nós já caímos um dia,

talvez seja este o motivo pelo qual entendemos tão facilmente,

este princípio físico.

Então amigo se o CID te pegou, não te aflijas, repousa tranquilo

na certeza de que nada sabemos.

Olhai e vigiai...

Tem uma frase muito antiga que dita o seguinte:

"Mente sã corpo são."

A mente é reflexo da alma, se temos um espírito equilibrado, ele vai se refletir na nossa mente, e por sua vez em nosso corpo.
Bem, se temos hábitos bem adequados, isto também irá se refletir em nossa mente e por sua vez em nosso espírito. Hoje
é impossível tratar e ser tratado de maneira a ignorar qualquer nuance do ser humano. Seria difícil controlar tudo que poderia
influir na vida de uma única pessoa, então busco sempre me limitar a analisar três pilares: corpo, mente e espírito.

Não é preciso saber explicar o que acontece, basta apenas sentir, e agir conforme se sente. Isto se chama agir institivamente.
Qual o maior bem que recebemos? Nosso instinto ou como muitos espíritas gostam de se referir: a intuição.

A mediunidade pode ser desenvolvida por todos nós, no entanto muitas vezes é como ganhar um brinquedo sem um manual de
instruções, como brincar!? Como usufruir deste dote? Aí reside o problema, mediunidade não é algo do qual se pode usufruir
é algo que usufrui de você, e podar a árvore de maneira adequada nem sempre é fácil. É preciso ter paciência muitas vezes
paciencia consigo mesmo, aceitar as limitações nem sempre é fácil, pedir ajuda nem sempre é fácil, reconhecer quando se
precisa de ajuda, é vigília e nem sempre estamos vigiando.

Da mesma forma que existem pessoas que se aproveitam da bondade alheia, existem entidades que desfrutam da mediunidade
madura de pessoas que não vigiam, geralmente para perturbar, inquietar, amedrontar, da mesma forma que no mundo existem
pessoas que praticam maldades, no mundo espiritual este assunto ocorre de maneira diferente mas as consequencias muitas
vezes são muito parecidas.

É isso, o equilíbrio apesar de ser um conceito humano que não se aplica ao mundo além deste, pode ser um norte para quem
tratar pacientes de maneira holística, buscar o equilíbrio entre: mente, corpo e espírito. Amadurecer todos de maneira a não
haver desequilíbrio é um caminho que se pode buscar, para se tratar mais que uma simples fisiologia, mais que uma simples
obscessão, mais que um simples desvio de personalidade. É algo que pode ser utilizado para algo mais nobre: amar.

Gosto de juntar...

Gosto de juntar o que não se junta

aquilo que não se deve ficar perto,
um do outro, pois têm medo de suas
diferenças.

Ter medo não é ausência de coragem,

Ter medo é coragem na medida certa.

A saúde e a doença resultam da medida certa
do medo. Pois se estamos com medo, não conseguimos
ser contentes, uma vez que nossa mente e espírito
estão distraídos demais com variáveis incontáveis
e indiscrimidas.

É preciso ter medo mas na medida certa.

Não é preciso ter saúde, muitas pessoas só são
felizes após descobrirem que suas vidas estão
por um fio, não precisa ser literalmente, basta que
se acredite nisso.

Se uma pessoa pensa que o fim está próximo ela vive
em uma fração de segundo o que não poderia viver
em uma vida de comodismo e babismos.

É no precipicio que o homem evolúi.
Pois saltar dele é a única opção quando de uma grande
velocidade se lança ao infinito.

Cair do precipício não é o fim é recomeçar.

É o princípio básico do aprendizado: descontruir,
para reconstruir.

Paradigmas engessam a evolução, formalidades, prontocolos,
roteiros, prontocolos, regras...

Conjunto de processos pelos quais as pessoas se desvirtuam
da real qualidade de seres humanos, pensantes e heterogêneos.

O mundo evoluiu com o anormal, o distoou, o que não mediu,
o que não estava atento as regras, por que não acreditava nelas,
ou por que não acreditava que segui-las iria levar a lugar algum.

Podemos continuar a seguir receitas ou nos atirarmos rumo ao
desconhecido de nossa consciencia coletiva.

Buscar apenas nos outros as respostas para nossas perguntas.

As respostas virão apenas quando estivermos atentos para percebelas.
E só é possível escutar no silêncio do pensamento multifocal,
de alguém que nã consegue se concentrar pois está atento demais ao
barulho que incomoda a todos.

No barulho que tira a capacidade de refletir pode estar a resposta
que queremos, e a busca desta resposta não pode ser uma psicose
compulsiva e desvairada, é preciso estar de coração tranquilo,
orelhas bem aberta, coração puro, olhos atentos, disposição,
e um sorriso no rosto.

A resposta para as perguntas não devem vir quando perguntamos
mas sim na hora que menos esperamos, perguntar sempre, esta é
a única opção de quem tudo quer saber.

Juntar é saber que o certo e o errado andam lado a lado, na mesma
moeda, e o lado que vai estar virado para cima não será sempre o mesmo,
após cada lance.

Perdão...

O perdão nem sempre é suficiente para trilharmos
nossa existência.

Muitas vezes temos o perdão de tudo e de todos
mas esquecemos de perdoar a nós mesmos.

Do que vale o perdão alheio se não nos
libertarmos da consciencia de culpa.

A culpa aprisiona, aprisiona o sentimento,
angustia a vontade, e deprime a cor dos olhos
de quem de tanto chorar por pedir perdão
o recebe mas por tanto sofrer e se culpar
não perdoa a si próprio.

A culpa hoje é algo que aprisiona nossa sociedade
pois o ser humano não percebe que o perdão do outro
é algo indiferente se ele não perdoa a si próprio.

Quando quero seguir em frente laços de culpa me
jogam ao chão como cordeiro que tenta se libertar de seu
pastor e por isso não pode pastar em lugar mais fresco.

Culpa é como filho que não se perdoa por não amar mais o pai.
Pois não importa o que este pai fez para com o filho, sempre
vai haver a culpa Freudiana de não ser como o pai,
de ser somente filho.

As ilusões bastam para que o homem se sinta homem,
triste dele pois não percebe que só sendo mais de um,
conseguirá entender a existência.

Existir é mais que viver, existir é não ignorar que tudo é
parte, e tudo é todo.

O reflexo no espelho não é o ser humano que nele se projeta,
nem é parte dele, esta é a consciencia que nos é emprestada,
uma visão parcial de tudo que existe.

Não adianta estudar, ler, pesquisar, para iluminar, é preciso
abdicar de tudo isso. É viver em um território sem fronteiras,
pois as fronteiras só existem em lugares, e lugares nada mais
são que abstrações.

Abstrações pois um lugar não nasceu com o princípio de ser
O lugar. Ele apenas existe. O princípio do lugar está na
consciencia do homem, no que ele entende daquele lugar,
na ilusão que aquele lugar representa.

O ser humano se esquece que apenas de imaginar um lugar,
pode estar presente nele. Isto é reflexo da preguiça que o
homem tem em imaginar, em abstrair, pois só capacitando a
abstração, é possível perceber que tudo nada mais é que
resultado de abstração.

Abstraímos o que vemos, o que tocamos, o que temos, o que
queremos. E quando o fazemos estamos representando em nossa
mente ideais.

Ideais remetem ao mundo das idéias perfeitas. Nada mais são que
modelos. Ao trazer para realidade tudo é distorcido e incoerente,
resultando em frustração, medo, culpa, amargura.

Perdoe suas idéias, abstraia o presente, navegue no alheio e seja
contente. Pois o contentamento é o único e verdadeiro prazer que
esta vida pode propiciar.

Quando te vi...

Quando te vi senti calor

Calor de esquentar o corpo ao teu lado

Radiação de luz, cor e som

Uma sinestesia de sentenças sem sentido

No coração de minha consciência

Consciencia vã que tenta racionalizar o sentimento

numa angustia de dor e incoerência

Pois o sentimento não é objetivo

Sindrome da subjetividade do desejo irracional

da onipotência alheia

Alheia ao que se quer, alheia ao certo e ao errado

Pois sentimento é a primeira expressão do amor,

muitas vezes unica expressão do amor

pois o medo de demonstrar culmina na inexistencia,

pelo medo de deixar de existir, ao simples

não, ou a simples decepção.

O recomeço é como acordar de manhã e não ter pelo que

lutar

Pois o que já foi conquistado um dia nada mais é que caminho
trilhado e o desconhecido sempre é mais excitante.

Mas voltar trás o sentimento de estar novamente em casa,
e para quem foi ao inferno por tantas vezes,

Voltar para casa é sempre o melhor remédio.

Tristeza...

Sempre me perguntei porque de minha tristeza

Não tenho motivos aparentes para ser triste

Mas sou

Diante da angustia da busca de explicação
para o que sentia

Descobri no entristecer a causa dessa dor

Como todo talento que recebiam anos atrás
por algo humano feito ou por fazer

Perdi tempo vendo apenas um lado desta moeda

E na própria lamúria vi o que não queria ver

Sou triste pois sou sensível a tudo e a todos

E ser triste é minha sina

Faço da minha sensibilidade minha qualidade

Ser sensível é mais que uma qualidade é estar apto
a se sentir como outro alguém
é se machucar quando machuca o outro
é rir só porque outrem está rindo
é simplismente catarse
empatia

Talvez me tenha feito assim na tentativa de combater
minha arrogância e prepotência

Sofri mas hoje vejo que descobrir este tesouro valeu a pena

Sou triste, e isso não é defeito
Sou sensível, não se aproveite de minha qualidade.