sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

"O Eco do que ficou"

O relógio na parede insiste em marcar,

As horas que passam, lentas, sem pressa,

E em cada batida eu ouço o teu nome,

Como uma canção que nunca termina, nem começa.


Teu riso ainda mora nos cantos da casa,

No cheiro do café, no brilho da tarde,

A saudade é uma chama que não queima o corpo,

Mas aquece a memória e, por vezes, arde.


Não é falta do que fomos, mas do que somos,

Dessa linha invisível que ainda nos une,

O amor é o solo onde a espera floresce,

E a distância é o mudo que a alma impune.


Guardo o teu rosto no verso dos olhos,

Para te ver sempre que o mundo se apaga,

Pois amar é saber que, mesmo longe,

Tua luz é a maré que em meu peito deságua.


A saudade dói, mas também é uma prova de que o que foi vivido tem muito valor... e ainda existe e sempre vivera em nós. 

Ainda somos nós dois, o amor ainda nos une mesmo que o mundo tente nos afastar.