O relógio na parede insiste em marcar,
As horas que passam, lentas, sem pressa,
E em cada batida eu ouço o teu nome,
Como uma canção que nunca termina, nem começa.
Teu riso ainda mora nos cantos da casa,
No cheiro do café, no brilho da tarde,
A saudade é uma chama que não queima o corpo,
Mas aquece a memória e, por vezes, arde.
Não é falta do que fomos, mas do que somos,
Dessa linha invisível que ainda nos une,
O amor é o solo onde a espera floresce,
E a distância é o mudo que a alma impune.
Guardo o teu rosto no verso dos olhos,
Para te ver sempre que o mundo se apaga,
Pois amar é saber que, mesmo longe,
Tua luz é a maré que em meu peito deságua.
A saudade dói, mas também é uma prova de que o que foi vivido tem muito valor... e ainda existe e sempre vivera em nós.
Ainda somos nós dois, o amor ainda nos une mesmo que o mundo tente nos afastar.

